O Dia em que eu surtei! - Carol

2037 Palavras
Voltei pra casa e Anna já havia voltado sabe Deus de onde. Gio já tinha voltado da faculdade, e ido pra escolinha onde ela dá aulas. Anna estava na mesinha da sala, estudando em frente ao laptop. Passei por ela deixando um envelope ao seu lado. Ela me olhou nos olhos, abriu o envelope e notou que era o valor de um mês de aluguel. - Alguém ainda trabalha com dinheiro vivo?! Brincou. Dei-lhe um meio sorriso, e depois fiquei observando a cidade pela janela. Na verdade eu estava ansiosa pela chegada de Miguel. - Eu espero mesmo que você se adapte e goste de morar aqui! Anna disse se virando pra mim. - Obrigada... Falei sendo agradecida. Anna era tão gentil, meiga... Como eu queria contar tudo o que estava acontecendo pra ela! Mas me contive! Estava com medo dela me julgar, ou me achar inconveniente demais! Não tive fome, fui até o quarto em que a Gio dormia e fiz toda a lição de casa. Às horas pareciam passar devagar, e eu não parava de olhar o meu celular me certificando que não haviam "novas mensagens". - Estou ficando louca! Só pode! Resmunguei. Estou obcecada pelo irmão do meu pai, querendo saber onde ele vai, que horas volta, e o que foi fazer lá?! Tomei um banho longo achando que isso poderia me relaxar, e talvez eu pudesse esquecê-lo por um instante. Saíndo do chuveiro Anna tomava um chá próximo ao balcão de mármore. - Fiz um chá pra você também! Ela me ofereceu a xícara. Agradeci e me sentei no sofá com uma toalha nos cabelos. - Eu vou pra academia e de lá seguirei para o trabalho. Você vai ficar bem sozinha? Eu me virei para olhá-la ainda com a xícara em mãos, e vi sinceridade em seus olhos. Nunca havia sentido essa preocupação, a não ser do meu pai. - Vou sim! Assenti. - Posso usar a sua chave outra vez? Pedi me sentindo envergonhada. - Pode. Ela sorriu. - Fica com ela! - Obrigada. Respondi. E Anna acenou saindo em seguida. Não sei se ela percebeu o quão perturbada eu estava. Mas com certeza notou que eu iria novamente sair, e mesmo assim foi gentil me dando a sua chave reserva. Terminei o meu chá, penteie meus cabelos, peguei um casaco e a chave da casa de Miguel, e fui até o apartamento dele. Toquei a campainha mas novamente ninguém atendeu, então eu abri a porta e entrei. Ao adentrar o apartamento notei algo que me deixou muito chateada. O banheiro de Miguel estava molhado, sua toalha de banho úmida, como se tivesse usado a poucos minutos. Na pia uma xícara de café recém usada, e o seu perfume ainda exalava pela casa. Ele voltou pra casa e saiu novamente! Por que não atende às minhas ligações? Por que não me chamou para ir junto? O que tem de errado com ele? Fiquei ainda mais ansiosa por isso decidi ficar e esperá-lo. Preparei um lanche com o que tinha em sua dispensa, e fiz a minha cama no sofá. Fiquei ouvindo às músicas de sua playlist baixinho, mas já era tarde. Então decidi dormir. Eu não sei que horas eram quando ouvi vozes no corredor. Eu reconheci a voz de Miguel se enfatizar atrás da porta, ele parecia conversar com alguém. Saí rapidamente com o meu cobertor e travesseiro nas mãos e me escondi no outro quarto, aquele que estava vazio. Deixei a porta entreaberta e fiquei vigiando pelo vão. Ouvi quando a maçaneta deu um estalo. Miguel passou pela porta mas definitivamente não estava sozinho. Ouvi risinhos e a voz grave que ele fazia quando havia bebido álcool. Não demorei muito pra perceber que se tratava de uma mulher, e também de quem se tratava. Miguel saiu pra beber com a vizinha oferecida, e a trouxe pra casa. Eu me virei de costas, encostando a minha cabeça na parede fria totalmente desiludida. Você não faz idéia do quanto essa cena me deixou m*l! Miguel ofereceu bebida à p*****a, e ela aceitou! Fiquei torcendo para que fossem logo para o quarto, para que eu pudesse sair dali o mais breve possível. Eu não entendia muito bem sobre o que conversavam, Miguel sussurrava baixo. Mas eu entendi perfeitamente quando ela deixou seu copo de uísque no apoio, e se levantou indo até ele. Maldita Cassandra! Pensei. Eu não queria ter visto más eu vi. Cassandra em frente a Miguel com olhar de safada! E o pior, ele não era indiferente á ela! Miguel tomou a boca dela num beijo longo e prazeroso. E eu desmoronrei! Coloquei minha mão sobre a boca temendo que a minha respiração alta me entregasse. Fiquei os observando mesmo odiando estar alí. E tentando entender o que Miguel viu nessa mulher tão vulgar? Eu vi a sua mão tocar a nuca dela, e seus dedos entrarem em seus cabelos. E fiquei imaginando qual era a sensação. Será que ele está com aquele piercing na língua agora? Minha mente parecia um redemoinho dentro de mim! Eu o vi descer seus lábios pelo pescoço de Cassandra e ela arfar de desejo. Suas mãos deslizaram pelo vestido dela, até que Miguel encontrou o zíper que ficava nas costas. Ele abriu carinhosamente ainda beijando seu pescoço e ombro. Eu devia sair daquele lugar, me esconder no canto do quarto; mas fiquei paralisada! Minutos depois e o vestido da madame já estava no chão. E eles voltaram a se beijar. Parecia um beijo tão bom! Eu tentava me convencer a todo instante de que Cassandra era a diversão da noite, e nada mais. Más isso não me impedia de sentir ciúmes! Miguel desabotoou o fecho do sutiã daquela mulherzinha, e com suas mãos em volta dela ele a fez sentar no sofá. No meu sofá não! Pensei revirando os olhos. Miguel tirou a calcinha dela e às coisas só foram piorando. Aqueles olhos que eu sempre admirei, agora estavam cravados no dela. E ele não escondia a excitação em seu olhar. Vi quando ela fez uma magnífica a******a com às suas pernas e Miguel se alojou indecentemente alí dentro. Eu só tive uma experiência em toda a minha vida, e por sinal foi péssima. Mas eu sabia exatamente o que Miguel estava fazendo! Conforme ele movimentava à sua cabeça, mais Cassandra gemia e segurava firme no sofá. Eu tenho que confessar que ela era uma mulher de sorte. Sendo chupada no sofá por um dos homens mais lindos que eu já vi! A forma como ela entornava à sua cabeça para trás só mostrava o quanto aquilo era bom! A fama de Miguel o precendia, ele era sim um bom amante! Fiquei observando Cassandra gemer alto enquanto Miguel continuava lhe dando prazer. A todo instante queria estar no lugar dela! Quando Miguel se levantou me escondi atrás do batente temendo que ele tivesse me visto. Ouvi a respiração alta de Cassandra e voltei a vigiar. Miguel estava tirando a própria roupa, e meu maxilar caiu demasiado. Vi ele tirando o seu casaco e jogando-o sobre o sofá. Será que eles farão isso alí mesmo? Pensei. A forma como Miguel tirava a camiseta me instigava. Eu já tinha visto ele puxar a camiseta com uma mão só outra vez, e isso o deixava absurdamente sexy! Olhei com atenção todas às suas tatuagens. Haviam várias delas nos braços, peito e barriga. Quando Miguel desabotoou a calça algo dentro de mim já estava queimando. Eu estava sentindo desejo pelo seu corpo desnudo alí na sala. Vi ele apenas de cueca. Duas marquinhas, uma em cada lado da virilha o deixava ainda mais desejável. Cassandra se arrastou pelo sofá e o puxou pelos quadris. Ela o olhou nos olhos deixando Miguel ainda mais e******o. Vi sua cueca deslizar por suas coxas e depois cair ao chão. Pensei em virar meu rosto e não olhar o que estava bem ali na minha frente; más assim como Cassandra eu desejei aquele homem, más em segredo dia após dia! Eu fiquei encarando o seu p*u ereto e viçoso alí na minha frente. Ele é exuberante pelado! Sem colocar defeitos! Cassandra acariciou ele e fez movimentos circulares até levá-lo até a sua boca. A forma como Miguel apertou seus olhos e franziu os cenhos só mostra o quanto aquilo é satisfatório! Senti a minha boca salivar imaginando a sensação que era estar alí. Abocanhando, e saboreando o m****o dele! Miguel pegou nos cabelos de Cassandra e seu braço fazia os movimentos de vai e vem com a cabeça dela. Ele começou a gemer alto, e a balbuciar coisas sentindo muito prazer! Eu entendi o que ele havia falado quando o vi pegar Cassandra nos braços. Eu implorei em pensamentos que eles fossem pro quarto, mas a palavra "Vou te f***r aqui mesmo" fez muito sentido! Não! Eu não posso deixar ele terminar isso no sofá em que dormir por dias! Sei que nesse exato momento você vai me xingar mentalmente. Me chamando de louca, surtada ou desvairada! Mas foi isso que me tornei no momento exato em que abri a porta com toda a força para que ela batesse na parede e o barulho os assustassem. O olhar de Miguel mudou de erótico pra pânico no momento em que saí do quarto em direção á sala, vendo-o quase comendo aquela mulher. Ela deu um grito ensurdecedor. - O que é isso?? Gritou assustada. - Carol? O que você está fazendo aqui? Ele perguntou apavorado. Enquanto ele tentava se cobrir ou cobrir sua vagabunda, peguei todas às roupas dela do chão e fui até a varanda jogando todas pela janela. Isso mesmo! Joguei as roupas dela no meio da rua incluindo os seus sapatos e quando fui pegar a bolsa dela, Miguel me segurou pelo braço. O olhei ele já estava de cueca, mas continuei insistindo em jogar às coisas dela pela janela. Miguel me puxou me levantando do chão, eu estava descontrolada! - CAROLINE PARE COM ISSO! Ele berrou. Mas eu só esperneava querendo surrar a v***a que estava desesperada no sofá. - Você é louca? Ela gritou colocando às almofadas sobre o corpo. - Se quiser suas roupas de volta vai ter que ir pelada busca-las sua v***a! Gritei. Miguel ainda me segurando com seus braços, enquanto eu via tudo enevoado. - Cassandra vai pro meu quarto, já eu falo com você! Miguel disse rápido. Ela saiu feito um borrão e então Miguel me soltou irritado. E eu entendi que ele ia querer respostas. - Como entrou aqui Caroline? Perguntou-me. Eu me virei e caminhei indo em direção a porta, mas Miguel me puxou furioso. - Aaah você não vai embora assim não! Você fez seu show, vai ficar e se explicar! Ele me virou com força para me olhar nos olhos, e eu desabei. - No meu sofá Miguel? Falei sentindo às lágrimas quentes descerem pelo meu rosto. Ele me olhou totalmente confuso. - Poderia levá-la pra qualquer lugar! Achei que esse lugar fosse sagrado pra você! Desferi cheia de dor. E então me soltei de suas mãos e saí correndo literalmente dali. Graças à Deus o elevador estava desocupado, e então eu só conseguia pensar em sair o mais depressa dali. Quando cheguei na rua vi todas às roupas de Cassandra ainda jogadas pelo asfalto. Tive vontade de atear fogo nelas! Mas eu não tinha um isqueiro em mãos, e também ouvi os gritos de Miguel atrás de mim. Saí caminhando rápido e ele me puxou novamente. - ME SOLTA! Gritei. - Deixa eu te levar em casa? Pediu. - NÃAO! Gritei. - Caroline são duas da manhã! Ele falava tão calmo que nem parecia que eu acabei com a sua noite minutos antes. Varrei seu corpo com os olhos, ele estava vestido com a camiseta e a calça que havia chegado. E então vi Cassandra na janela. - Sua vagabunda está á sua espera! Terminem o que começaram! Ele olhou pra cima vendo-a também. Não sei se foi sorte ou destino mas avistei um táxi vindo do outro lado da rua. Então assoviei do jeito que meu pai tinha me ensinado. Me desvencilhei de Miguel o olhando com ódio, e o taxista parou em frente ao prédio.
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