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SUBMISSÃO NO MORRO

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badboy
drama
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Sinopse

SINOPSE

Bruna perdeu tudo… e no momento mais frágil da sua vida, foi sequestrada.

Agora, presa no morro, vive em um lugar onde o luxo esconde uma prisão — e fugir não é uma opção.

Caio, conhecido como Terrorista, é frio, poderoso e acostumado a ter tudo o que quer.

E agora… ele quer ela.

O que era apenas um olhar virou obsessão.

Entre medo, desejo e controle, Bruna vai precisar decidir: lutar para escapar… ou se render a um homem capaz de destruí-la.

Porque, às vezes, fugir é impossível.

E se entregar… pode ser ainda mais perigoso.

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CAPÍTULO 1
BRUNA NARRANDO Me chamo Bruna, tenho 18 anos, sou morena, cabelo bem cheio, cacheado e longo. Tenho 1,60 m de altura. Meu corpo sempre chama bastante atenção por onde passo; tenho bumbum avantajado e redondinho, s***s médios, bem durinhos, e cintura fina. Minhas pernas são bem definidas. Nunca frequentei academia, apenas herdei a genética da minha mãe. Meus pais perderam a vida quando eu ainda tinha 16 anos, em uma batida de carro na volta do trabalho. Desde então somos apenas eu e minha avó. Assim que terminei os estudos, fui procurar emprego, para ajudar nas despesas da casa. Minha avó até é aposentada mais o salário que ela ganha, m*l dá para as medicações que ela necessita. Foi aí que minha única amiga Viviane, conseguiu um emprego para mim na padaria do seu Zé e é com esse dinheiro que consigo ajudar nas despesas da casa, como água, luz e compras. Agradeço por não ter que pagar aluguel, pois a casa onde moramos é própria. Meus pais compraram ela pouco antes do acidente com a economia de vida deles. Uma vez andando pela calçada avistei um carro luxuoso passando próximo a mim e dentro dele havia um homem musculoso, tatuado e tinha um olhar frio, ele me encarava como se me conhecesse. Depois desse ocorrido, sempre estou com a sensação de estar sendo seguida. _ _ _ CAIO / TERRORISTA NARRANDO Me chamo Caio, mas ninguém me chama assim há muito tempo. Tenho quase dois metros de altura, tenho algumas tatuagens pelo corpo, sou bem musculoso, gosto de puxar ferro, fiz até uma mini academia em casa. Aqui no morro, todos me respeitam. Eu trato todos bem, na medida do possível. Não perdoo erros; pra mim, se errou, tem que pagar, não importa quem seja. Sou bem sério; pra mim, quem fica de sorrisinho é palhaço. No crime, tem que ter postura. Não é à toa que o meu vulgo é Terrorista. Uma vez, fazendo corre no asfalto, vi uma garota linda andando apressada pela calçada. Quando nossos olhos se encontraram, senti algo que nunca tinha sentido antes. Por onde ela passava, não tinha quem não olhasse. Depois daquele dia, não consegui tirar ela da minha mente. Comecei a investigar a vida dela. Descobri que se chama Bruna, tem 18 anos, os pais morreram quando ela tinha 16, mora com a avó em uma casinha simples no asfalto e trabalha na padaria para ajudar em casa. Por dias, fiquei pensando em como ter aquela morena pra mim. Porque sempre foi assim: quando eu quero algo, eu vou lá e pego. Dias depois, já estava com tudo esquematizado para trazer ela pro morro, mas a avó dela já estava nas últimas, então resolvi esperar até que partisse desta para melhor. Assim, ela ia conseguir se despedir com calma. Pretendo construir uma família e ela é perfeita pra isso. Não me importo se ela ainda não me ama; amor vem com o tempo. _ _ _ BRUNA NARRANDO Levantei cedo, como sempre. Tomei um banho bem demorado, lavei o cabelo. Saí do banho e me sequei, vesti uma calça jeans e a camisa do uniforme da padaria. Finalizei meu cabelo, passei creme de pele, perfume e calcei o tênis. Peguei a bolsa e o celular que estava em cima da cama, e já na sala coloquei tudo em cima do sofá e fui até a cozinha, preparar o café da manhã. Terminando de tomar café, deixei a mesa pronta para a minha vozinha, com o café e o medicamento que ela toma pela manhã, como sempre deixo antes de sair. Fui até o quarto dela me despedir e ver como ela está — Bom dia, vozinha. Como a senhora está se sentindo hoje? — perguntei. — Eu estou bem, minha filha. — Que bom. Deixei o café da senhora na mesa junto com a medicação, tá? — Muito obrigada, minha filha. Não precisa se preocupar comigo, eu sei me virar. Você devia estar se divertindo com sua amiga. — Eu não me importo com isso, vovó. Eu amo cuidar da senhora. — Mas você é nova, precisa viver. Não se preocupe com isso também. Eu estou bem. Agora preciso ir. Mas no horário de almoço, volto para almoçar com a senhora. Indo em direção ao trabalho, continuo sentindo aquela sensação de estar sendo seguida. Olho para todos os lados e não vejo ninguém. _ _ _ CAIO / TERRORISTA NARRANDO Faz dias que não durmo direito, só pensando em ter logo minha mulher comigo. Coloquei os meus melhores homens na cola dela. A ordem foi clara: se algum engraçadinho se aproximar dela, mete bala. Ela realmente é toda certinha. Faz o trampo dela direitinho, sem dar a******a a ninguém. Volta para casa ao meio-dia para almoçar com a avó. Volta para o trampo novamente e só larga à noite. Tão nova e tem mais responsabilidade que muitos por aí. Estava na minha sala, na boca, quando alguém bateu na porta e logo meu sub, Coringa, entrou. — Iai, chegou cedo hoje. — Sempre chego. — Sei disso. Mas hoje tu bateu o recorde. — Não consegui dormir. — Por causa da mina lá? — Mina não! Minha mulher. — Tô ligado. Mas já está tudo certo, só falta a velha bater as botas. — Esse é o problema: o médico me falou que ela está com os dias contados, mas esse dia nunca chega. Quanto mais demora, mais tempo eu fico longe da minha mulher. — Mata logo essa velha. — Não é tão simples assim. Se ela descobrir que eu matei a avó dela, ela nunca vai me perdoar. Ela ama demais aquela avó. — Então tu vai ter que aguentar. Já pensou a velha demorar anos para morrer? — riu. — Não sei onde está a graça nisso. — Foi m*l. — Já está tudo pronto, só falta ela. Montei um closet enorme de roupas pra ela, comprei cremes, perfumes e coisas íntimas que sei que ela usa e gosta. — Tu tá gamado mesmo nela, né? — Você sabe que eu não sou homem de me emocionar fácil com mulher, mas ela é diferente de todas as outras; mexeu em um lugar aqui dentro que é difícil de alcançar. — Acha que ela vai sentir o mesmo por você? Já pensou, ela chega aqui e dá uma de louca, querendo ir embora? — Ela não tem escolha. É ficar ou ficar. — Você vai amarrar ela, então? — Se for preciso, vou. — Mulher é tudo doida. A minha tava lá surtando porque cheguei tarde ontem. Tirei a braveza dela na cama a noite toda. — Complicado. Bora deixar de conversar e trabalhar. Tem carga pra conferir. — Bora nessa. --- BRUNA NARRANDO Passei a manhã toda atendendo os clientes aqui na padaria. Quando deu o horário de almoço, eu dei graças a Deus. Peguei minha bolsa e avisei ao seu Zé que já estava indo almoçar. Sempre vou caminhando debaixo do sol quente. São 15 minutos daqui até a minha casa. E mais uma vez aquela bendita sensação de estar sendo seguida. Assim que virei a esquina, vi muita aglomeração em frente a minha casa. Meu pensamento foi logo na minha avó. Foi quando uma das vizinhas me viu e veio falar comigo — Bruna, minha filha, ainda bem que você chegou. Eu fui dar uma olhada na sua avó e encontrei ela caída no chão da cozinha. — falou a vizinha. Quando ela falou isso, meu coração errou as batidas e comecei a chorar — Onde ela está? — perguntei, desesperada. — A ambulância levou ela para aquele hospital grande da rua principal. A Viviane foi com ela. — Muito obrigada. Eu vou pra lá agora mesmo. Entrei no primeiro táxi que vi pela frente e fui o caminho todo pedindo a Deus para a minha vozinha estar bem. Assim que cheguei na recepção do hospital, avistei a Viviane. — Vivi, cadê a minha avó? Me diz que tá tudo bem com ela, por favor. — Eu não sei, eles levaram ela e até agora não me deram notícias. Eu não consegui te avisar. Na pressa, esqueci meu celular em casa. Nesse momento, o médico apareceu. — Acompanhante de Maria de Lourdes? — Aqui! Sou eu. — Qual o seu parentesco com a paciente? — Eu sou neta dela. Ela só tem a mim. — Olha, eu preciso que você seja muito forte nesse momento, porque, infelizmente, o coração da sua avó não aguentou. — Você... você tá me dizendo que ela morreu? — Infelizmente, sim. Meu mundo parou naquele momento. Caí no chão de joelhos; as lágrimas começaram a cair sem parar. Eu via o mundo ao meu redor flutuar. A voz da Viviane falando alguma coisa comigo. — Bruna, eu sei que é difícil, mas você precisa ser forte agora. — Ela se foi, Vivi. Eu tô sozinha agora. — Você não está sozinha; eu estou com você. Só conseguia pensar que eu nem me despedi dela, nem falei o quanto eu a amava. Por que isso está acontecendo comigo de novo...?

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