Capítulo 5

1086 Palavras
                                                                            Gustavo  Escuto a porta abrindo e trato de me posicionar na poltrona oposta a Ana, Mesmo que não estivesse fazendo nada de errado eu me sentia assim. — E aí Gu! Está aqui a muito tempo? — Liv me estuda e olha para Ana no sofá. — Que isso hein parça pelo jeito o negócio aqui ficou bom! — Lipe ri e pisca para me sacanear. — Cala a boca seu vacilão me deixou sem a chave, tive que esperar aqui, estava cheio de fome pedimos pizza e é isso. — Não precisa se explicar cara — Lipe fala rindo. É eu não precisava, mas estava fazendo aquilo não sei por que, sempre fiquei na casa de Liv, sem problema nenhum. Olhei para Ana no sofá se espreguiçando. — Teve alguém que babou no sofá e roncou também — eu falei rindo. Ana levantou com o rosto inchado, ainda mais  linda do que já era , revirou os olhos e pegou a coberta arrastando para seu quarto.  — Boa noite pessoal — ela diz — Boa noite Ana — digo e não consigo tirar os olhos dela até fechar a porta de seu quarto. Quando dou por mim Lívia me olha com a cara feia. — Fica longe dela Gustavo. Você sabe que ela não é para o teu bico — Liv diz brava. — Não estou fazendo nada Liv — minto. — Estamos vendo irmão, estamos vendo — Lipe diz sorrindo. — Vou indo  pessoal , amanhã  é mais um dia puxado .  Pego minhas coisas e vou para meu apartamento finalmente! Tomo um banho, fecho meus olhos e penso naquela mulher, eu sou todo quebrado e além de Liv ter proibido de ficar com sua prima eu sabia que a machucaria com as minhas merdas então para quê? Vou dormir porque é o melhor que faço hoje.                                                                                          Ana Acordo de um sonho estranho, sentia Gustavo tão perto nesse sonho. Eu hein. Já era eram duas da manhã quando escuto a voz de Liv e Lipe na sala e eu estava coberta, ligeiramente me lembrei de Gustavo aqui em casa, a presença dele me deixava meio nervosa, mas depois de um tempo percebi que não era tão r**m assim. Mesmo com toda a minha timidez para puxar alguma conversa me peguei rindo da minha série favorita e tomando sorvete junto com ele. Gustavo tem seu olhar intenso e um momento ficamos nos olhando e ele acariciou minhas bochechas  fazendo meu  corpo todo esquentar. Eu sei  que  jurei não me envolver com ninguém , isso  não é um tipo de envolvimento não é ? ou é ?   Bom , mesmo com  o jeito amigável e com as coisas que aconteceram  hoje acho que  eu não sou o tipo de  garota pela  qual  ele  sentiria algum  tipo de  atração . Isso me deixa desanimada  de alguma  forma , mas também  deixa  minha cabeça  mais  leve em não ter alguém  no meu pé   nesse momento.   Me espreguiço no sofá e vejo Liv me estudando e Lipe zoando Gustavo por estar ali comigo. — Teve alguém que babou no sofá e roncou também — ouvi Gustavo dizendo. Argh! Reviro meus olhos e vejo o meio sorriso de Gustavo. — Boa noite gente. — Puxo o cobertor para meu quarto e caio na cama sem querer saber de nada. Acordo o tempo está nublado, chuvoso do jeito que eu gosto. Graça ao bom Deus amigo dos universitários que hoje é sexta. A semana foi puxada e eu não via a hora de acabar. Ainda   fico um pouco na  cama pois a  preguiça  não me  deixa levantar , mas  não posso começar  a matar  aulas então me obrigo a  levantar e me arrumar ,tomo  um café rápido e  não vejo sinal  das meninas . Por sorte o ônibus logo chega e posso chegar a faculdade  tentando não me atrasar , mas quando estou próximo de chegar  um engarrafamento enorme  se forma e  o que seria uma chance de chegar na  hora .  Quando consigo chegar , saio rápido para a faculdade com meus livros na mão chego correndo e acabo esbarrando com alguém tudo cai no chão. — EI! — grito sem olhar para cima — Olha se não é a gorda virgem, além de virgem é atrapalhada. — Olho para cima e vejo Débora rindo com as amigas de mim e Gustavo encostado em uma parede apenas  me olhando.  Eu  ainda  fico alguns minutos  olhando para  ele , pensando  se  tomaria alguma atitude  mas   nada vem dele . Apenas suspiro, pego todos os meus livros e trato de ir para minha sala, já passei por isso no ensino médio por que sempre fui gordinha, mas não imaginava que sofreria desse m*l por aqui também, pior de tudo é saber que ontem eu passei a noite vendo minha série preferida com ele e hoje ele não faz nada, apenas olha. Não queria que ele me defendesse, ou queria? Não sabia, só pensava que ele era diferente, sei lá. Passo a manhã mergulhada nos meus estudos não vejo nenhum de meus amigos. Chego em casa por volta das duas da tarde e dou de cara com o i****a na minha sala. Ele está com uma roupa social igual a noite passada, sua blusa branca está dobrada até o cotovelo e algumas de suas tatuagens ficam a mostra . Ele  firma o olhar no meu e apenas desvio e  passo batida para meu quarto, todos ficam sem entender. Me jogo na cama e choro, de cansaço, de saudade de casa, de frustração de saber que alguém tem a maldade de xingar o outro gratuitamente.  Eu realmente  estou  bem confusa com essa  situação , minha  cabeça me  força  a seguir  para  um lado diferente  onde eu preciso ter foco e  não cair  em  lábia  de ninguém muito menos  me envolver , mas  quando  os  seus  olhos encontram os  meus ,  meu  corpo  e a minha mente  vagam lugares  que  vão além do aceitável .   Me jogo em minha  cama e limpo meus  olhos que  insistem em me  trair com as essas lágrimas . Eu não deveria me importar com nada disso , eu sou muito mais  do  que uma garota  gorda , eu sei disso . Mas  ver que  Gustavo não  fez nada  e eu  ainda  não sei de onde eu tirei que de alguma  forma ele  me defenderia  , até porque  nós   não  temos  nenhum  tipo de  vinculo de amizade nem nada .  - Estupida !  Isso  que eu sou . 
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