Capítulo 4

1378 Palavras
                                                                                  Gustavo Mais um dia nesta merda de faculdade, me sinto  estressado com tantos trabalhos e estágios que tenho que cumprir até o final do semestre. O direito é a única coisa que consigo gostar e ser bom nesta minha vida ferrada. Estou encostado na minha moto fumando meu cigarro e Débora junto com sua amiguinha Kate se juntam a mim , olho  de longe meu amigo e aquela garota recém chegada junto com eles. Desde que ela chegou não consigo me controlar e meus olhos sempre pairam sobre ela, o mais engraçado de tudo é que nunca fui de gostar de mulher do tipo dela, do tipo gordinha e nerd, mais quieta. Sempre gostei daquelas experientes que sabem o que estão fazendo, mas Ana não me parece assim e mesmo não sendo, seu sorriso e seu jeito de colocar os cabelos atrás das orelhas quando fica com vergonha me chamam a atenção de uma forma que não entendo. Tento de todas formas mas não consigo para de pensar em  sua boca atrevida , tenho certeza de que isso é t***o reprimido e que em apenas uma transa com ela e isso passaria. Eu sou quebrado demais para amar alguém, único exemplo de amor que tive foi o pouco que minha mãe me deu antes de morrer daquela doença horrível. Eu cresci, aprendi a sobreviver com o que tinha por que mesmo tendo um pai parecia que não o tinha... — Olha só! Uma caipirinha gorda nova — Débora desdenha. — Eita que é estranha demais, tem carinha de virgem — Larissa falou. Isso me deixa puto , quem são elas  para falar isso de alguém que nem conhecem ?  — Por que vocês não calam suas boquinhas e vão para a sala? Não estão perdendo aula? —  Minha paciência zerada . — Aí grosso, vai dizer que gostou da caipirinha gorda? —  Débora se debruçou sobre mim rindo.  — Se eu gostei ou não isso não seria da sua conta. Agora me dá licença — digo Pego minhas coisas e parto para meu estágio escutando os protestos das duas que abandonei. Ninguém precisa saber o que eu sinto ou deixo de sentir. Não tenho muitos  vínculos, acho que por conta da minha cara e personalidade as  pessoas  se afastam , mas eu estou pouco me  fodendo   para o que os outros acham , os únicos que  sempre levo comigo são os meninos com  quem moro e Lívia que por ser peguete do meu amigo Felipe passou a ser como uma irmã para mim . Ainda tive que  trocar de roupa antes  de partir para meu estágio e colocar a roupa  que  não combina comigo : a social. Hoje o dia  foi  corrido e estressante , o procurador  chefe   me encheu de  processos  para ajudar a olhar e dar baixa. Trabalho o dia todo mas Ana não sai da minha  cabeça por mais que eu tente focar em outra coisa .     Chego tarde da rua e quando olho para a porta lembro que minha chave não ficou comigo, lembrei que emprestei para o Felipe que não sei por que p***a não se encontra em casa uma hora dessa em uma quarta-feira à noite. Só me resta ver se Liv está em casa para esperar aquele mané lá dentro, ou terei que dormir sentado aqui mesmo do lado de fora. Toco a campainha sorrindo porque já começo a zoar Liv de cara, mas dou de cara com sua prima que cora instantaneamente quando me vê parado na porta.  — E aí priminha. — Dou um meio sorriso.  Olho—a de cima a baixo percebendo a blusa maior que seu  corpo isso faz  meu p*u instantaneamente dar sinal de vida , os cabelos molhados com óculos que me parecem de leitura.  p***a! por que eu estou sentindo isso?  Nem sou chegado em mulheres do tipo dela. —  Meu nome é Ana , como você já sabe  — diz e ela revira os olhos. — Minha prima saiu com Felipe e disse que não sabe que horas volta.   — Então, vou esperar aqui — digo passando por ela pegando uma cerveja na geladeira e me esparramando no sofá. — Você é sempre tão folgado assim?  — Você acha?  Não estou fazendo nada. — Digo cínico sim baixinha, e é para irritar você.  — Eu mereço... — Ela rosna vai até a cozinha e pega uma caneca cheia de refrigerante e se senta zapeando os canais na Tv até que acha uma série e para.  — Não tem copos aqui? Está tomando refrigerante na caneca?  — Gosto de canecas, qual problema? Me deixa. — Eita, que é arisca essa baixinha! — digo rindo   — Só sou arisca com quem é s*******o mesmo. Tenho que rir dela.  Olho  as horas e  vejo que já está  bem  tarde e  os  pombinhos ainda não voltaram. — Pensei em pedir uma pizza o que você acha? Estou cheio de fome.  Reparo a forma como ela esta  vestida e como seus  óculos me  deixam duro , com topo o seu ar nerd , Ana  tinha um "que " de menininha do campo . quieta e recatada , mas quando mexem com ela , a menina  vira uma fera  e não queiram estar em  sua  frente para  testemunhar .Isso  eu já  percebi  em  poucos  dias  aqui . A  verdade  é que me sentia tão  eu  mesmo  com ela  por  perto que me esquecia de tudo ao meu redor .  — Por mim tudo bem, vê o preço que nós rachamos . — Ela  diz  sem me olhar . — Não , tudo  bem . já  pedi .  Nesse  meio  tempo  ficamos  calados, ela  com as pernas  dobradas  em cima   do sofá ,  com a  mão apoiada no  rosto e olhando para Tv  me  dava  uma ótima  visão de seu corpo , mas eram as bochechas  que  mais me  chamavam a atenção . Ela tem convinhas quando sorri e percebo isso  quando ela  sorri com uma piada  que acontece  na série  em que está vendo. Escutamos a  campainha  tocar e a pizza  chega , observo ela indo até a cozinha tentando enxergar algo abaixo daquela blusa de banda dela. Sossega Gustavo, minha consciência diz, mas meus olhos são mais rápidos que tudo, ela me entrega o prato e me dá um meio sorriso.  Eu me pego conversando com ela depois e rindo de uma série de nerds que ela gosta, cada um em seu canto do sofá. Não tinha muito o que ser dito, não havia muito papo, mas foi uma boa noite. Ela se levanta e vai até a cozinha  trazendo consigo  um pote de sorvete , — Quer ? — Ela  me  oferece , aceno  que   sim e ela me entrega  uma colher . —  E se senta  ao meu  lado , Deus  podia  ser mais amável comigo . Mas  que  merda ! — E então , está gostando daqui ? Tento  puxar algum assunto  e  vejo suas  bochechas  corando . Me seguro  para não fazer  carinho no  local .  — Sinto  saudade  de casa  alguns dias , mas no geral esta saindo melhor que  o esperado .   Ela  tira a colher do pote de sorvete e lambe e não consigo não salivar com aquilo .  — Não  faz  isso... — Estou tão perto de Ana que  sinto sua  respiração  ofegante . — O que  estou fazendo  Gustavo ? só estou tomando sorvete . Eu rio  de mim  mesmo, como  eu sou ridículo !  estou me sentindo como um adolescente . Passo as mão por  suas  bochechas e Ana  fecha os  olhos , suspirando e quando  abre seu olhar está  intenso e confuso . Pois é , eu   também  estou confuso!  Essa  garota  chegou a alguns  dias e vem  bagunçando  a minha mente de uma forma que não consigo entender.  Tento me afastar o máximo que posso depois daquele contato . Por um momento me distrai e quando vejo ela está adormecida do canto do sofá. Encolhida com as mãos apoiadas no rosto. Vou até o quarto de Liv e busco uma coberta. Cubro Ana e ela se aninha ainda mais, contorno seus lábios carnudos com meus dedos imaginando como seria beijar aquela boca.  — O que você está fazendo comigo baixinha?   
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