CAPÍTULO 34 — O HOMEM QUE SORRI ANTES DO CAOS

528 Palavras
Isabela A guerra começou silenciosa. E isso era o pior sinal possível. Nenhum ataque. Nenhuma ameaça. Nenhuma mensagem. Apenas… calma. Três dias inteiros sem incidentes. Dimitri não relaxou nem por um segundo. Dormia pouco, com arma ao alcance da mão. Seus homens circulavam a mansão como sombras armadas. E eu sentia. Algo estava vindo. Algo grande. — Ele está esperando — falei durante o café da manhã. Dimitri ergueu os olhos. — Quem? — Morozov. O nome parecia contaminar o ar. — Predadores não atacam quando estão com raiva — continuei. — Eles observam até a presa acreditar que está segura. Dimitri ficou em silêncio. Porque sabia que eu estava certa. Dimitri O erro de Morozov sempre foi arrogância. Mas o silêncio dele… não combinava com arrogância. Recebi uma ligação criptografada naquele mesmo instante. Número desconhecido. Atendi. — Dimitri Volkov. A voz era calma. Elegante. Controlada. Reconheci imediatamente. Alexei Morozov. — Finalmente decidiu parar de se esconder — respondi. Uma risada baixa ecoou. — Nunca me escondi. Apenas estava admirando sua reação emocional. Minha mão apertou o telefone. — Você tocou na minha família. — Ainda não — ele corrigiu suavemente. — Mas veja como perdeu o controle apenas com uma sugestão. Silêncio mortal. — O que você quer? — Conhecer sua esposa. Meu corpo inteiro ficou rígido. — Não. — Curioso… — ele continuou. — Porque ela já está prestes a me conhecer. A ligação caiu. No mesmo segundo, alarmes da mansão dispararam. Isabela Os seguranças correram. Portões sendo fechados. Gritos no rádio. Meu coração disparou. Dimitri entrou no salão como uma tempestade. — Fique atrás de mim. — O que aconteceu? Antes que respondesse… ouvimos aplausos lentos ecoando da entrada principal. Todos congelaram. Um homem caminhava calmamente pelo jardim interno. Alto. Elegante. Terno escuro perfeito. Nenhuma arma visível. Mas carregando algo muito pior. Confiança absoluta. Alexei Morozov. Ele sorriu ao me ver. Como se estivéssemos em um encontro social. — Finalmente — disse. — A famosa Isabela. As armas dos seguranças apontaram imediatamente. Ele nem piscou. — Relaxem — falou tranquilamente. — Se eu quisesse violência, ninguém aqui estaria respirando. Dimitri avançou um passo. — Você entrou na minha casa. Morozov inclinou levemente a cabeça. — Sua segurança precisava de melhorias. Meu estômago virou. 🤢🤢🤢🤢🤢🤢🤢🤢🤢🤢🤢 Aquilo significava apenas uma coisa: Ele tinha atravessado todas as defesas. De propósito. Para provar que podia. Os olhos dele voltaram para mim. E então… desceram discretamente para meu ventre. Meu sangue gelou. O sorriso dele se ampliou. — Parabéns — murmurou. — Herdeiros mudam tudo. Dimitri perdeu o controle. Os homens tiveram que segurá-lo. — Saia. Agora. Morozov ergueu as mãos em falsa rendição. — Vim apenas entregar um aviso. Ele colocou um pequeno envelope sobre a mesa. — A guerra começou oficialmente. Virou-se para sair. Mas antes de cruzar a porta, disse sem olhar para trás: — E guerras… sempre cobram filhos primeiro. A porta se fechou. Silêncio absoluto. Minha respiração falhou. Dimitri abriu o envelope. Dentro havia apenas uma foto. Eu. Saindo do hospital dias antes. Sozinha. Monitorada. Observada. Há semanas. ___&&&&&&_________&&&&&&_______ 🔥 Morozov sabe da gravidez Ele invadiu a mansão sem resistência Isabela já vinha sendo seguida
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