- Isso não vai prestar, Cameron. - O Chris repreendeu ele.
- Se mete com os seus problemas. - Cameron falou rude pra ele.
Chris saiu do elevador entrando em um quarto qualquer.
O Cameron sorriu pra mim.
- Já te falaram o quanto você é linda? - Ele abriu um sorriso mostrando os dentes.
- Você é o primeiro a dizer isso. - Abri o mesmo sorriso, envergonhada.
- Mas e aí, o que quer fazer? - Ele pergunta sério.
Ainda estavamos no meio do corredor.
- Não sei...
- Eu tive uma ideia. - Ele riu. - Gosta de videogame?
- Adoro!
- Então vamos jogar. Na minha suíte tem um X-box.
- Tem certeza que não vai causar problemas pra você?
- Tenho, claro. - Ele chegou bem perto do meu ouvido. - Se causar problemas com você, eu vou adorar.
Não pude conter um sorriso bobo.
Andamos até uma porta que dizia: 2.4.8, o mesmo abriu a porta com um cartão que tinha no bolso e entramos no quarto dele.
Por incrível que pareça não estava tão bagunçado.
- Você tem um quarto só pra você? - Olhei em volta.
- Todos tem um quarto pra cada. Menos o Matthew e o Nash.
- Isso é muito legal.
Olhei em volta. Tava mais pra um mini apartamento ali. Tinha uma sala pequena, um quarto, um banheiro e uma mini cozinha.
Ele sentou no sofá que tinha apenas de dois.
- Vai jogar? - Ele sorriu.
- Vou. - Sentei do lado dele e o mesmo me entregou um controle.
- Eu tenho minecraft e GTA aqui... - Ele revirou os olhos. - Os meninos estão com o resto dos jogos.
- Pode ser GTA então... adoro esse jogo. - Falei enquanto acariciava os botões do controle.
- Então tá bom. - Ele agachou perto do videogame e colocou o disco.
- Mas e aí Cameron... me conta, como é ser famoso?
- É muito louco. - Ele riu. - Tirando os momentos em que eu fico puto quando alguma fã não entende o meu lado. - Ele olhou pra mim sério.
Aquela indireta era bem direta na verdade.
- Eu já entendi o seu jeito... Relaxa. - Sorri.
- Fico mais aliviado. - O mesmo fala enquanto começa a jogar indo em um lugar onde permite dois jogadores.
- Como você chama, misteriosa? - Ele pergunta ainda concentrado no jogo.
- Ana... - Falei. - Na verdade é Ana Laura, mas todo mundo me chama de Ana.
- Vou te chamar de Laura porque eu sou exclusivo. - Ele riu.
- Cameron... - Falei deixando o controle sem minhas mãos em volta. - Porque me chamou pra vir aqui, com você?
- Bom, Ana Laura... - Ele pausou o jogo - Eu nunca fiz nada semelhante com nenhuma fã, ou com qualquer pessoa... eu só - ele balançou a cabeça tentando explicar - Eu senti um negocio muito louco por você hoje no elevador, e não é porque eu tô um pouco alterado nem nada... eu só senti alguma coisa que eu não sei explicar, então pensei em te chamar pra gente se conhecer melhor e eu ver se você é minha alma gêmea. - Ele riu alto depois da última fala.
- Eu vou te falar um negocio... - Olho pra ele - Eu fiquei bem chateada por você não ter falado direito comigo aquele dia no Hotel... mas eu gosto de ficar com você, até quando a gente tava conversando ali, foi até bom ver você discutindo comigo, ou você me defendendo do Chris... É uma parada muito louca.
- Eu quero pedir desculpas... Por ter te xingado de v*******a e tal, sei lá o que deu em mim.
- Você tá bêbado. Isso explica algumas coisas. - Sorri de lado.
- É talvez... - Ele olhou pros meus olhos, aquilo tava me deixando nervosa - Eu tô bêbado... mas tem uma coisa que eu quero fazer, que até sóbrio eu faria.
- O que? - Minha respiração aumentou, o meu coração batia mais rápido, que d***a Dallas.
Conforme eu pensava aquelas coisas, a boca dele foi se aproximando da minha, e o mesmo foi me deitando no sofá sem perceber. Ele passou a língua nos lábios dele e aquilo p***a, era sexy demais.
- Cameron não provoca... - Resmunguei.
- Ah e o que você vai fazer? - Ele perguntou com um sorriso malicioso no rosto.
Puxei ele pela camiseta, e aproximei ele ainda mais de mim.
- Você sabe que eu não posso fazer nada...
- Você pode. Afinal, você quer! - Ele continuava com aquele tom de voz rouco entre nossos corpos.
O mesmo atacou os meus lábios, junto aos dele. O beijo foi bem calmo, as mãos dele passeavam entre o meu rosto e as minhas costas, nunca desrespeitando o espaço que não podia chegar.
Aumentei a velocidade dos beijos e ele fez o mesmo. Agora o espaço que não podia chegar era área aberta.
A mão dele voou pra minha perna e ele me sentou no colo do mesmo.
- Você é tão gostosa, Laura. - Cameron disse abrindo um sorriso entre o beijo.
Continuamos o beijo por mais alguns instantes, mas eu diminui novamente a velocidade.
Não sabia que horas eram... precisava voltar pra casa. Todo mundo sabia disso.
- Cameron... - Falei alto o suficiente pra ele parar o beijo.
- O que foi? - Ele passou as mãos nos cabelos. - Eu fiz alguma coisa errada?
- Não, tá tudo ótimo. Mas eu - olhei o relógio, eram quase 21h40 e eu não tinha dado notícias pra minha mãe.
- Você tem que ir embora não é? - Ele me olhou sério.
- É... me desculpa, Cameron. - Sentei do lado dele.
- Amanhã é meu último dia aqui... - Ele ficou com uma carinha triste. - Amanhã na verdade, 12h eu vou viajar pra Califórnia de novo.
- E a gente não vai se ver mais... - Abaixei a cabeça. Aquela ideia era assustadora.
- Ou não. - Ele abriu um sorriso enorme. - Já pensou... eu, você... na Califórnia? Garota isso ia ser incrível.
Ele tava bêbado realmente.
- Você tá bêbado mesmo. Acho bom você dormir. - Falo enquanto levanto do sofá.
- Vamos fazer assim... - Ele pegou o celular dele e me entregou. - Põe seu número aí. Se eu te mandar uma mensagem amanhã dizendo: "eu não estou mais bêbado" quer dizer que eu quero você ali comigo, se eu falar "estou bêbado" quer dizer que eu tô louco agora.
Sorri. Aquela ideia era tão i****a.
- Ok. - Coloquei meu número ali e salvei como Laura.
Sabia que não ia dar certo aquele negócio de... "vamos casar".
- Agora eu preciso ir. - Vou até a porta e o mesmo vem logo atrás.
Ele me abraça.
- Pena que você não pode dormir comigo hoje. - Ele beija o meu rosto.
- Cameron Alexander Dallas. - Dou risada. - A tentação tá ficando grande, para.
- Olha... Você sabe meu nome. - Ele sorriu.
- É... - lembrei da época que a minha irmã falava dele o tempo todo.
- Pensa no que eu te falei tá?
- Tá bom, eu prometo.
Ele me abraçou mais uma vez e depois me deu um beijo rápido.
Ele saiu do quarto junto comigo, e me levou no elevador.
- Até amanhã, Laura. - Ele sorriu e acenou.
O elevador fechou as portas, e eu fui pra casa.
Toda sorridente.