Capítulo 7

1258 Palavras
- Isso não vai prestar, Cameron. - O Chris repreendeu ele. - Se mete com os seus problemas. - Cameron falou rude pra ele. Chris saiu do elevador entrando em um quarto qualquer.  O Cameron sorriu pra mim. - Já te falaram o quanto você é linda? - Ele abriu um sorriso mostrando os dentes. - Você é o primeiro a dizer isso. - Abri o mesmo sorriso, envergonhada. - Mas e aí, o que quer fazer? - Ele pergunta sério. Ainda estavamos no meio do corredor. - Não sei... - Eu tive uma ideia. - Ele riu. - Gosta de videogame? - Adoro! - Então vamos jogar. Na minha suíte tem um X-box. - Tem certeza que não vai causar problemas pra você? - Tenho, claro. - Ele chegou bem perto do meu ouvido. - Se causar problemas com você, eu vou adorar. Não pude conter um sorriso bobo. Andamos até uma porta que dizia: 2.4.8, o mesmo abriu a porta com um cartão que tinha no bolso e entramos no quarto dele. Por incrível que pareça não estava tão bagunçado. - Você tem um quarto só pra você? - Olhei em volta. - Todos tem um quarto pra cada. Menos o Matthew e o Nash.  - Isso é muito legal. Olhei em volta. Tava mais pra um mini apartamento ali. Tinha uma sala pequena, um quarto, um banheiro e uma mini cozinha. Ele sentou no sofá que tinha apenas de dois. - Vai jogar? - Ele sorriu. - Vou. - Sentei do lado dele e o mesmo me entregou um controle. - Eu tenho minecraft e GTA aqui... - Ele revirou os olhos. - Os meninos estão com o resto dos jogos. - Pode ser GTA então... adoro esse jogo. - Falei enquanto acariciava os botões do controle. - Então tá bom. - Ele agachou perto do videogame e colocou o disco. - Mas e aí Cameron... me conta, como é ser famoso? - É muito louco. - Ele riu. - Tirando os momentos em que eu fico puto quando alguma fã não entende o meu lado. - Ele olhou pra mim sério. Aquela indireta era bem direta na verdade. - Eu já entendi o seu jeito... Relaxa. - Sorri. - Fico mais aliviado. - O mesmo fala enquanto começa a jogar indo em um lugar onde permite dois jogadores. - Como você chama, misteriosa? - Ele pergunta ainda concentrado no jogo. - Ana... - Falei. - Na verdade é Ana Laura, mas todo mundo me chama de Ana. - Vou te chamar de Laura porque eu sou exclusivo. - Ele riu. - Cameron... - Falei deixando o controle sem minhas mãos em volta. - Porque me chamou pra vir aqui, com você? - Bom, Ana Laura... - Ele pausou o jogo - Eu nunca fiz nada semelhante com nenhuma fã, ou com qualquer pessoa... eu só - ele balançou a cabeça tentando explicar - Eu senti um negocio muito louco por você hoje no elevador, e não é porque eu tô um pouco alterado nem nada... eu só senti alguma coisa que eu não sei explicar, então pensei em te chamar pra gente se conhecer melhor e eu ver se você é minha alma gêmea. - Ele riu alto depois da última fala. - Eu vou te falar um negocio... - Olho pra ele - Eu fiquei bem chateada por você não ter falado direito comigo aquele dia no Hotel... mas eu gosto de ficar com você, até quando a gente tava conversando ali, foi até bom ver você discutindo comigo, ou você me defendendo do Chris... É uma parada muito louca. - Eu quero pedir desculpas... Por ter te xingado de v*******a e tal, sei lá o que deu em mim. - Você tá bêbado. Isso explica algumas coisas. - Sorri de lado. - É talvez... - Ele olhou pros meus olhos, aquilo tava me deixando nervosa - Eu tô bêbado... mas tem uma coisa que eu quero fazer, que até sóbrio eu faria. - O que? - Minha respiração aumentou, o meu coração batia mais rápido, que d***a Dallas. Conforme eu pensava aquelas coisas, a boca dele foi se aproximando da minha, e o mesmo foi me deitando no sofá sem perceber. Ele passou a língua nos lábios dele e aquilo p***a, era sexy demais. - Cameron não provoca... - Resmunguei. - Ah e o que você vai fazer? - Ele perguntou com um sorriso malicioso no rosto. Puxei ele pela camiseta, e aproximei ele ainda mais de mim. - Você sabe que eu não posso fazer nada... - Você pode. Afinal, você quer! - Ele continuava com aquele tom de voz rouco entre nossos corpos. O mesmo atacou os meus lábios, junto aos dele. O beijo foi bem calmo, as mãos dele passeavam entre o meu rosto e as minhas costas, nunca desrespeitando o espaço que não podia chegar. Aumentei a velocidade dos beijos e ele fez o mesmo. Agora o espaço que não podia chegar era área aberta. A mão dele voou pra minha perna e ele me sentou no colo do mesmo. - Você é tão gostosa, Laura. - Cameron disse abrindo um sorriso entre o beijo. Continuamos o beijo por mais alguns instantes, mas eu diminui novamente a velocidade. Não sabia que horas eram... precisava voltar pra casa. Todo mundo sabia disso. - Cameron... - Falei alto o suficiente pra ele parar o beijo. - O que foi? - Ele passou as mãos nos cabelos. - Eu fiz alguma coisa errada? - Não, tá tudo ótimo. Mas eu - olhei o relógio, eram quase 21h40 e eu não tinha dado notícias pra minha mãe. - Você tem que ir embora não é? - Ele me olhou sério. - É... me desculpa, Cameron. - Sentei do lado dele. - Amanhã é meu último dia aqui... - Ele ficou com uma carinha triste. - Amanhã na verdade, 12h eu vou viajar pra Califórnia de novo. - E a gente não vai se ver mais... - Abaixei a cabeça. Aquela ideia era assustadora. - Ou não. - Ele abriu um sorriso enorme. - Já pensou... eu, você... na Califórnia? Garota isso ia ser incrível. Ele tava bêbado realmente. - Você tá bêbado mesmo. Acho bom você dormir. - Falo enquanto levanto do sofá. - Vamos fazer assim... - Ele pegou o celular dele e me entregou. - Põe seu número aí. Se eu te mandar uma mensagem amanhã dizendo: "eu não estou mais bêbado" quer dizer que eu quero você ali comigo, se eu falar "estou bêbado" quer dizer que eu tô louco agora. Sorri. Aquela ideia era tão i****a. - Ok. - Coloquei meu número ali e salvei como Laura. Sabia que não ia dar certo aquele negócio de... "vamos casar". - Agora eu preciso ir. - Vou até a porta e o mesmo vem logo atrás. Ele me abraça. - Pena que você não pode dormir comigo hoje. - Ele beija o meu rosto. - Cameron Alexander Dallas. - Dou risada. - A tentação tá ficando grande, para. - Olha... Você sabe meu nome. - Ele sorriu.  - É... - lembrei da época que a minha irmã falava dele o tempo todo. - Pensa no que eu te falei tá? - Tá bom, eu prometo. Ele me abraçou mais uma vez e depois me deu um beijo rápido.  Ele saiu do quarto junto comigo, e me levou no elevador. - Até amanhã, Laura. - Ele sorriu e acenou. O elevador fechou as portas, e eu fui pra casa. Toda sorridente.
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