Capítulo 8

778 Palavras
Abri a porta ao chegar em casa e vi o Gabriel e a minha mãe ali sentados. - Onde você tava, mocinha? - Minha mãe pergunta irritada. - Eu estava com a Giovanna. No hotel dela. A gente tava lá. - Eu sou uma péssima mentirosa, eu sei.  - Na próxima eu chamo a polícia! - Minha mãe falou e foi pro quarto. Toda irritada... - Seu pai foi viajar de novo. - Gabs disse. Meu pai trabalha no Canadá. Ele é uma espécie de designer de roupas e de tênis. - Gabriel, vou te falar uma coisa mas você não pode contar pra ninguém! - Eu falei e ele assentiu com a cabeça. - Eu fiquei o tempo todo com o Cameron! - Falei sorrindo. - Cameron Dallas? O mesmo que você estava p**a hoje de manhã? - É! - Revirei os olhos pra ele. - E não foi só isso... a gente se beijou. - Jesus... - Ele riu. - Mentira! Conta tudo. - Ele se sentou perto de mim. - E ainda por cima ele me chamou pra ir com ele pra Los Angeles amanhã. Mas ele tava bêbado. Aí ele falou que se ele mandasse uma mensagem falando que não estava mais bêbado significava que ele queria eu lá com ele. - E você vai né? - Claro que não, Gabriel. Como eu vou se eu nem tirei o visto? - Eu resolvo isso pra você. Tenho meus contatos. - Gabriel... eu tenho a minha mãe aqui, minha família, você... minha irmã! - Você vai perder mesmo essa chance? - Ele me encarou. - f**a-se quem tá aqui, o que importa é você e o Cameron. - Você sabe o que a minha mãe vai fazer. - Eu sei, mas e daí? - Ele sorriu. - Daqui a alguns dias você faz 18 anos! Você pode fazer o que quiser... Quando quiser! E com quem quiser. - Ele deu um sorrisinho. - Você é louco. - Ri. - Eu só sei quando alguém merece ser feliz. • • • Mais uma noite sem dormir. Era desagradável não pegar no sono. Mas era muito agradável pensar no Cameron o tempo todo. Naquele sorrisinho. Naquele jeitinho. Naquele beijo que eu não vou esquecer tão fácil. Mas de qualquer forma, mesmo se eu quisesse ir com ele, ele só iria mandar a mensagem amanhã. Acabei pegando no sono e acordando com o meu celular fazendo um barulho infernal. Despertador matinal que não me permite acordar depois das 8h. Mesmo eu estando de férias da escola a 1 ano. Era um número desconhecido: Não tô bêbado. Quero continuar vendo você. Me encontra no hotel, 11h30m. - Cam. Depois de ler aquela mensagem eu gelei. Agora é era a hora de decidir. Levantei e fui até o quarto da minha irmã e do Gabriel. O mesmo tava dormindo. Balancei ele. - Que foi? - Ele resmungou. - O Cameron disse sim, preciso da sua ajuda! - Reclamei manhosa. - Tô indo. - Ele se espreguiçou e foi até o meu quarto. Eu fui logo atrás. Ele ligou no número de contato dele pra vistos de última hora. E logo em seguida saiu de casa, indo buscar. Falou pra dizer que tinha ido no parque correr. Coisa que ele não fazia a meses. Por preguiça, claro. Peguei uma mochila qualquer e fechei a porta, pro caso da minha mãe ver ou coisa parecida. Peguei algumas roupas de frio, tipo (muitas não algumas), e algumas de calor. Coloquei uns três ou quatro pares de tênis. Abri o fundo falso da minha mala e peguei todo o dinheiro que eu tinha guardado dos meus prêmios de escola, e de economias. - Filha! - Minha mãe disse tentando abrir a porta.  Joguei a mala dentro do armário e fui até a porta. Abri a mesma. - Oi mãe. Desculpa, tava fazendo algumas coisas no telefone. Aí tranquei a porta. - Ah, tudo bem. - Ela me olhou preocupada. - Você tá bem? - Tô. Tô ótima. - Ah, que bom - continuou com aquele olhar - vou trabalhar, sua irmã também tá indo. Se cuida, e fala pro Gabriel arrumar um emprego! - Ela gritou quando tava saindo. Assim que fecharam a porta liguei pro número do Cameron. - Alô? - Ele perguntou com a voz rouca de sono. - Cameron...sou eu. - Oi, Laurinha. E aí, decidiu? - Eu vou com você. Tô arrumando as coisas já. - Não vejo a hora de te ver. - Nem eu. - Eu preciso ir. 11h30m, no hotel. Não esquece. E ah, vai de capuz nova membra magcon. - Pode deixar. Tchau. - Tchau.
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