Kakashi
- O que sabemos sobre esse cara? - Perguntou Obito
- Juntando tudo, sabemos que é mais de um. - Falei - Conheço Naomi, ela não seria pega fácil. Falando nela, passei em seu apartamento e peguei suas pesquisas. Ela estava procurando por lugares abandonados que poderiam servir de esconderijo.
- E não se esqueça dos carros. - Jiraya disse - Ele deve ter bastante dinheiro para trocar toda vez.
- "Boa noite Cinderela"! - Shikamaru entrou na sala
- Mas não tá de dia? - Obito olhou para a janela
- Não é esse "boa noite". É o nome do remédio que usam para fazer a pessoa dormir. - Expliquei - Acha que usam isso, Shikamaru-kun?
- Talvez. Mas as minhas suspeitas, são de que eles usam alto injetável. Algo que deixe o corpo da pessoa imóvel.
- Para isso, precisam ter conhecimento sobre medicina. Se aplicar em um local errado ou colocar a quantidade errada, pode ser perigoso. - Jiraya passou as mãos no cabelo - Nara-kun.
- Sim, senhor? - Shikamaru ficou de pé
- Quero uma lista de pessoas que tenham se formado em medicina em 15 anos. Procure um homem de bom porte físico e que tenha mais de 45 anos hoje em dia.
- Por quê tem que ser mais de 45 anos? - Perguntou o Uchiha
- Esses desaparecimentos aconteceram há uns 10 anos atrás. Mas ninguém nunca pegou o cara. Provavelmente, deve ser o mesmo. Ele voltou e voltou com tudo.
[...]
Naomi
- Ah! - Gritei
Ele arrancou a faca de minha coxa e cravou na outra.
- Tio, ela já sangrou muito. Não acha que já está bom? - Masashi me parecia preocupado
- Está amolecendo, garoto? Ela é resistente, vai sobreviver mais um pouco.
- Tio, já chega! - Ele tomou a faca de sua mão
- Moleque, não me provoque! - Para descontar sua raiva, ele deu um soco em minha barriga. - Se me desobedecer outra vez, você vai pagar junto com ela.
[...]
Deitada na cama, Masashi cuidava de meus ferimentos.
- Como você aguenta? - Perguntei
- O que?
- Como aguenta ele? Por que não foge?
- Não posso, senhorita. Eu devo minha vida à ele. Ele cuidou de mim quando precisei, essa é a minha forma de agradecer.
- Você agradece ajudando ele a m***r mulheres?
- É a vingança dele.
- Vingança?
- Meu tio tinha uma família. Ele descobriu que ela estava traindo ele com outro e antes que pudesse tirar satisfação com ela, descobriu que a mesma tinha fugido, levando seus filhos consigo.
- Minha nossa. E onde você entra nessa história?
- Eu morava com minha mãe, até ela morrer e eu ir parar num orfanato. Meu tio me resgatou.
Isso significa que...
Kakashi
- Ele mata mulheres que tenham compromisso com alguém. - Falei - Todas que encontramos antes, tinham namorados ou maridos, mas seus parceiros suspeitavam de que estavam sendo traídos.
- Então, o cara que está matando elas, deve ter sofrido a mesma coisa. - Obito falou - Mas a Naomi não seria do tipo que trai.
- Não mesmo. - Jiraya disse - Mas ele deve tê-la visto com alguém e achou que ela estava traindo Kiba. Para ele, isso é como... vingança.
- Gente, encontrei. - Shikamaru passou cinco imagens para a televisão - Temos cinco suspeitos. Todos se formaram em medicina nos últimos 15 anos, mas largaram ela depois.
- Veja quais deles são divorciados.
Nara digitou em seu notebook e só duas fotos permaneceram na tela.
- Aqui temos: Atsuka e Fumiko, ambos divorciados e que largaram a medicina.
- Com o que eles trabalham hoje em dia? - Obito perguntou
- Atsuka trabalha como taxista e Fumiko... É dono de uma concessionária.
- Quero saber a localização dele e rápido. - Jiraya ordenou
- Já estou fazendo isso, senhor. Achei.
[...]
Descemos dos carros e entramos na concessionária.
- Boa tarde, senhores. - Um rapaz apareceu - O que desejam?
- Estamos procurando o dono daqui. Ele está? - Olhei em volta
- Não no momento.
- E aonde ele foi?
- Não sei dizer.
- Tá. Vamos dar uma olhada no local. - Obito fez um sinal para que os outros agentes entrassem. - Não vai demorar muito.
- Os senhores tem um mandado por acaso? - O garoto perguntou
Mostrei o papel e ele o leu. Peguei minha arma e fui verificar também.
Naomi
Quando Masashi terminou meus ferimentos, saiu e trancou a grade.
Insisti para que me ajudasse a fugir e se isso acontecesse, como vítima e agente, eu poderia testemunhar à seu favor. Mas ele ficou quieto.
Andar estava ficando cada vez mais difícil e com a barriga ferida, ficava difícil me mexer.
Deitada de lado, vi Masashi passar com um uniforme. Levantei mas caí por causa da dor, rastejei até a grade e vi que na parte de trás do uniforme, estava escrito o nome de uma concessionária.
Devo estar abaixo da loja. Se eu sair, podem me achar. Mas como saio?
- O que faz fora da cama? - Fumiko abriu a porta e me pegou pelos cabelos - Vamos acabar logo com isso.
- Seu filho da p**a! Me solta!
- Seus amiguinhos estão aqui. Tenho que te esconder antes que entrem aqui.
- Socorro! - Gritei
Fui jogada contra a parede e bati com as costas nela com força.
Pelo meu esforço e pelos meus curativos estarem recém-colocados, alguns dos meus ferimentos se abriram e voltaram a sangrar.
Fumiko arrastou um armário aparentemente pesado, revelando uma porta. Abriu ela e voltou para mim. Tentei lutar com toda a minha força, mas ele agarrou um dos meus braços e me deu um soco no rosto.
- Não queria ter que machucar esse rostinho bonito. Mas você pediu por isso.
Kakashi
Fui para a parte de trás da loja e passei entre os carros.
- Kakashi. - Obito me chamou - Corre aqui.
Fui até o Uchiha que estava atrás de um carro, me aproximei e avistei uma porta.
- Está trancada. - Falou ele olhando o cadeado.
Mirei e atirei na porta.
- Não está mais. - Entrei
- Esperem! - O garoto apareceu - Não podem entrar aí.
- E por quê não? - Perguntei
- O meu chefe... proíbe todos de entrarem aí.
- Mais um motivo para entrarmos. - Disse Obito
- Fique aí, garoto.
Descemos as escadas escuras e encontramos um corredor de concreto.
Naomi
Um fio extremamente fino foi enrolado na minha coxa. Quanto mais ele apertava, rasgava mais a minha pele.
Estava semi-nua, sangrando por todo corpo e quase inconsciente. Meu sangue formava uma poça abaixo de mim. Já estava sem esperanças.
- Não tem nada aqui. - Escutei
Espera... Obito? Obito!
- Tem que ter. - Escutei outro
Kakashi!
Tentava abrir a boca, mas me faltava forças. Fumiko cobriu minha boca com sua mão e olhava para a porta, esperando eles irem. Minhas lágrimas escorriam quase tanto quanto meu sangue.
Força, Naomi. Você não pode morrer aqui.
Abri a boca e mordi sua mão tão forte, que sangrou.
- Kakashi! - Gritei com o resto das minhas forças.
Kakashi
- Kakashi!
Seu grito chegou ao fundo do meu coração, que acelerou ao sentir o tom de dor dela. Empurrei o armário a ponto de derrubá-lo. Peguei minha arma e apontei para a escuridão com uma lanterna em cima.
O homem pegou uma faca para nós, mas Obito atirou em sua mão e o prendeu. Corri até Naomi que estava pendurada pelas mãos, soltei-a e a peguei antes que caísse no chão.
- Kaka... shi...
- Calma, Naomi. Estou aqui agora.
Ela sorriu fraco e fechou os olhos devagar.