Aguente Firme

1500 Palavras
Kakashi Coloquei as luvas e comecei a ajudar Tenten com o corpo. Começamos pelos órgãos, tirando-os um por um. Depois de vazio, analisamos as feridas, tiramos DNA e costuramos as feridas abertas. - Que cansativo, hein? - Suspirei - É isso que eu faço todo dia. - Ela sorriu Colocamos o corpo no gelo e removemos as luvas e máscaras, as jogando fora. - Como vão as coisas com Naomi? - Tenten perguntou - Soube que ela tem namorado. Que estranho. - Por quê isso é estranho? - Todos nós achávamos que vocês se pegavam escondido. - Todos nós? De quantas pessoas você está falando? - Basicamente, todos os agentes. Foi até estranho vê-la com outro. Pelo visto, estávamos errados. Entramos no elevador. - Você está de carro? - Perguntei - Se quiser, eu a levo em casa. Já está tarde. - Não precisa. Estou de carro hoje. Nos despedimos e fui para casa. [...] - Ela não atende. - Shikamaru largou seu celular sobre a mesa - Será que aconteceu algo? Já era mais de onze horas da manhã e Naomi não tinha chegado. Ela sempre foi a primeira a chegar e reclamar dos meus atrasos, mas hoje... hoje estava diferente. Até o clima parecia estranho. - Eu vou atrás dela. - Levantei [...] Bati na porta várias vezes seguidas, sem paciência. Ela se abriu e o i****a apareceu. - O que quer? - Perguntou de uma forma estranha - A Naomi está? - Ela... Ela saiu. - Saiu? Quando? - Lá pelas... quase onze. - Da manhã? - Da noite. Congelei pensando em inúmeras coisas que poderiam ter acontecido com ela. Tossi ao inalar a fumaça que Kiba soprou, sentindo um cheiro forte. - Cara, me faz um favor? - Ele pediu - Quando vir ela, peça que traga comida. Tô com fome. Cerrei os punhos e o empurrei para dentro. O peguei pela camisa e prendi ele contra a parede. - Não está preocupado?! Ela é sua namorada! - Opa. Vai com calma aí, meu amigo. Eu tô preocupado sim. - Eu não sou seu amigo! - Me continha para não socar sua cara. - Me diga, aonde é que ela foi?! - Ela disse que iria comprar algo para comer. - Disse tranquilo - E você a deixou ir mesmo sabendo que tem um assassino à solta?! - Tem um assassino à solta? Sabia não. - Sua expressão era de tédio - Não gosto de assistir jornais. Joguei ele para longe de mim, antes que eu mesmo fizesse alguma m***a. Olhei para o maço aceso no chão e pisei nele. - Naomi odeia cigarro, deveria saber disso. - Saí [...] - Essa não... - Jiraya ficou pálido na hora - Acham que levaram ela? - Shikamaru perguntou - Ela é forte, né? Não seria levada fácil. - Temos que achá-la, Jiraya-sama. - Falei - Eu cuido do desaparecimento dela. Eu prometo achar ela. - O problema não é esse, Kakashi-kun. Sendo ela, sua parceira, você não pode se envolver no caso. - Mas já me entregaram esse caso. E se o cara que pegou ela foi quem estamos procurando?! Me deixe participar! - Terei que falar com meus superiores. Prometo tentar de tudo para que você participe. Mas agora, preciso que vá para casa. Está dispensado. Saí furioso de lá. Passei na minha mesa e peguei tudo que precisava, não iria ficar parado de jeito nenhum! Naomi Acordei em uma cama desconfortável. Tentei me mexer, mas eu estava presa. - Não tente nada, querida. - Alguém tocou meu rosto Estava tentando me acostumar com a luz sobre mim. - Quem... é você? - Perguntei tentando desviar meu rosto de sua mão. - Não vai precisar saber. - Ele continuou a acariciar - Você é bonita, sabia? - É melhor me soltar seu desgraçado. Ou vou dar um jeito de sair e vou arrebentar sua cara. - Ela é nervosinha. - Surgiu outra voz - E aí, gostou dessa? Era um rapaz que parecia ter 20 anos. Cabelos azuis claros e olhos escuros. O outro, era mais velho, aparentemente entre 40 e 50 anos. Tinha barba e cabelos azuis, só que bem mais escuros que o do mais jovem. - Foi uma ótima escolha. As irritadas demoram mais para morrer, elas resistem mais que as outras. Vamos levá-la para a sala, pegue a seringa. Tentei me soltar, vendo o garoto se aproximar. Arqueei as costas com força, escutei um barulho, como se estivesse quase soltando. Mas foi tarde, o garoto injetou a seringa e meu corpo amoleceu, só que continuei acordada. - Ela é forte, tio. - Ele sorriu - Pois é. - O mais velho me soltou Eu preciso sair daqui. [...] Kakashi - Vou fazer um almoço para você e preparar seu banho. - Sakura sorriu - Não precisa. Só o almoço já basta. - Falei sem olhá-la - Não tenho muito tempo. Tive que pedir para Sakura me ajudar. Eu não sairia daquele quarto tão cedo e precisava comer alguma coisa. - Vai ficar aí nesses papéis enquanto eu estou aqui? - Sim. - Abri uma pasta - Kakashi-senpai, olhe para mim. - Não dá, Sakura. - Verifiquei algumas coisas no meu notebook - Olhe para mim, por favor. Buguei e olhei para a porta, onde a mesma se encontrava. Ela tirou seu roupão e ficou nua. - Vamos tomar um banho juntos. - Sorriu maliciosa - Não, obrigado. - Voltei a atenção para o trabalho - Quer saber?! f**a-se você e seu trabalho! Não me procure mais! - Tá. Me faça um favor e fecha a porta quando sair. Peguei a comida que ela deixara perto de mim e comi, vendo as imagens na tela do aparelho. Por favor, Naomi. Fique viva. Seja a teimosa de sempre e não se deixe morrer. Eu vou te achar. [...] Naomi Eu estava pendurada pelas mãos no alto, sem nada em baixo. Meus braços doíam e eu suava. Sei que tinham se passado apenas minutos, mas aquilo parecia horas. Minhas pernas sangravam por causa das chicotadas. Percebi que tinham coisas pontiagudas nas pontas dele, o que me arranhava quando batia. Vi meu próprio sangue cair no chão junto com minhas lágrimas de dor. Tentava ao máximo me manter bem, para pensar em uma saída. - Acho que já está bom por hoje. - Disse o barbudo - Leve ela e cuide de seus ferimentos. - Ele ficou na minha frente e voltou a acariciar meu rosto - Descanse bem, pois amanhã, será pior. Não me decepcione, tá? Soltaram minhas mãos e caí no chão. - Venha, senhorita. - O rapaz me levantou Quase não consegui caminhar pelas dores nas pernas que ainda sangravam. O garoto colocou meu braço em volta do seu pescoço e caminhou comigo com toda paciência. Seguimos por um corredor de concreto e paramos em frente a um pequeno cômodo, onde eu estava antes. Tinha só uma cama de solteiro, e a parede pela qual entramos, era feita de grades de segurança. Permitindo que quem passasse pelo corredor, pudesse me ver. - Aquilo me lembrava um canil. - Cuidado. - Ele me sentou na cama - Vou cuidar das suas pernas, preciso que fique paradinha. Encostei na parede, cansada. O garoto, que estava em um banquinho, pegou uma caixinha e colocou uma de minhas pernas sobre seu colo. - Garoto... - Respirei fundo, tentando falar - Qual... Qual o seu nome? - Masashi, senhorita. - Masashi-san, há quanto tempo faz isso? - Isso o que? - Há quanto tempo tortura mulheres? - Alguns anos. - Ele mantinha uma expressão calma - Faz isso desde pequeno? - Sim. - Tem algum familiar fora daqui? - Não. - Qual é o nome daquele cara? - A senhorita faz perguntas demais. - Ele pegou a outra perna para cuidar. - Qual a razão disso? - Se a senhorita parasse de fazer perguntas, eu ficaria muito grato. - Disse com um sorriso gentil Parei e aproveitei para analisar o local. - Sem duto de ar, sem janelas, sem outra saída. A não ser... - E-Eu posso ir ao banheiro? - Pedi - Creio que não será possível. - P-Por favor, estou apertada. Masashi suspirou e me ajudou a levantar devagar. Ele tirou uma chave de seu bolso e abriu a grade para passarmos. Olhei para as minhas pernas doloridas. - Não tinha como correr muito longe naquele estado. - Caminhei com sua ajuda pelo corredor. [...] Kakashi A cada minuto eu ficava mais nervoso. Não sabia o que poderiam estar fazendo com ela. Lembrei das marcas nos corpos das mulheres mortas e só piorou a situação. Levei um susto quando meu celular tocou e atendi na hora. - Foi por quase, Hatake. - Disse - Quase o que? - Perguntei aflito - Quase que você não participa. Consegui convencer eles. Mas precisa vir agora. - Já estou indo. Peguei minhas coisas e corri para a sede. Mesmo que não me deixassem participar, continuaria a investigar.
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