Desaparecimentos e Torturas

1018 Palavras
Naomi Fiquei sem palavras ao ouvi-lo dizer aquelas coisas. Nunca pensei que Kakashi fosse desse tipo. O que atrapalhou foi a mensagem, tínhamos que trabalhar e eu havia me esquecido disso. Entramos no carro do Kakashi e fomos para o local onde o corpo foi encontrado. Ao chegar, passamos pela fita da polícia e vimos Tenten com o corpo. Ela que cuidava dos corpos no necrotério. - Kakashi-senpai, Naomi-chan, venham aqui. - Disse ela - Essa é a nona garota que encontramos. - Falei - Isso tá piorando. - Tem que ter algo em comum entre essas moças. - Kakashi coçou o queixo - Ele não pode estar matando por nada. - Bom, acho que é por diversão. - Tenten disse - As mulheres foram torturadas até não resistirem mais. Na minha opinião, ele está apenas se divertindo. Todas são diferentes, mas nenhuma foi abusada sexualmente. - Não é possível que seja só um. Essa mulher parece ser forte. Não seria derrubada fácil. - Com luvas, toquei o rosto dela - Esse assassino não gosta de machucar o rosto das vítimas. - Ele preserva o rosto para que quando morra, pareça estar dormindo. - Tenten fez um sinal para alguns homens virem - Peguem ela com cuidado. [...] Kakashi foi para o necrotério e eu fui para a sala de Shikamaru, para vermos se não encontrávamos o assassino através de câmeras. - Olha o que eu achei, Shika-kun. - Falei Na imagem, apareceu um homem saindo de uma picape de cor vermelha, ele não mostrava o rosto. Deixou o corpo de qualquer maneira e saiu. - Ele sempre troca de carro. - Disse ele - Assim fica difícil. - Mas ele não se esforça para esconder o corpo. Larga de qualquer forma. - Olhei para o relógio na mesa - Kami! São dez e meia. Já passou da nossa hora. - Estou de carro, quer carona? - Não, obrigada. - Tem certeza? Estamos investigando sequestros e feminicídios. Sabe do que eu estou falando? - Não se preocupe comigo, Shika-kun. Eu sei me virar. Entramos no elevador e apertei o botão do primeiro andar. Pensei em parar no andar do necrotério e chamar Kakashi para irmos, mas não queria me deparar com uma cena desagradável. - Só de pensar nisso, fiquei desconfortável. - Tchau, Shika-kun. - Falei ao saírmos - Tchau, Omi-chan. Vou perguntar de novo: tem certeza de que não quer uma carona? - Não precisa, i****a. - Ri - Até mais. O vi entrar no seu carro e sair com ele. A rua estava quase deserta por ser tarde e no meio da semana. Os quiosques e as outras lojas estavam fechadas. A praia, nem se fala; sem ninguém. Abracei meu corpo e caminhei tranquila para o meu apartamento. No caminho, vi  uma luz se aproximar e olhei para trás, era só um carro passando. - Devo estar ficando paranóica. Tive um pressentimento de estar sendo observada e acelerei o passo. Fiquei com a mão perto da minha faca, caso eu precisasse. - Minha mãe que me ensinou a fazer isso. Sempre ando com uma faca. Fiquei mais nervosa, sentindo o olhar. Olhei em volta, vendo nada. Acelerei o passo, comecei a correr. Corri e entrei correndo. Só fiquei aliviada quando cheguei no elevador. Apertei o botão do meu andar e esperei. Estou ficando paranóica. Meu trabalho está prejudicando meu psicológico. Saí pegando minhas chaves e abri a porta. Me deparando com meu apartamento bagunçado. Parecia um chiqueiro! Convidei Kiba para morar comigo para não ter que pagar um hotel. Mas não sabia que ele era tão porco! - Kiba! - Gritei Fui para o meu quarto, o encontrando dormindo. Então é assim? Fui até a geladeira, peguei uma jarra de água e voltei para o quarto, jogando a água nele. - Ah! - Ele levantou assustado - Ficou maluca, mulher?! - Eu fiquei maluca?! Olha o estado desse lugar! - Ah, isso? Eu vou arrumar depois. - Ele colocou um travesseiro sobre o rosto - Depois nada. Quero agora! Kiba levantou batendo os pés. Voltei para a geladeira, estava com fome. Mas não tinha nada. - Vou comprar algo para comer. Já volto. Parei na porta quando vi algo no chão. - Kiba, achei que tivesse parado. - Falei com o maço de maconha na mão - Ah... eu tinha parado. Mas sabe como é, né? - Você sabe que eu odeio cheiro de cigarro e maconha! Sabe disso! - Foi mais forte que eu. Eu tenho autorização para isso, olha- - Não me interessa! - Isso me ajuda a relaxar. - Não é atoa que está tão broxa! - Bati a porta ao sair [...] Saí do prédio e caminhei furiosa. Atravessei a rua, continuei, atravessei outra e entrei em uma lojinha 24 horas. Não era muito normal eu brigar com Kiba. Mas casais brigam, né? Depois, quem sabe, podemos tentar nos acertar. - Boa noite, Omi-chan. - Disse a senhora - Esquisito vê-la aqui a essa hora. É perigoso. - Eu sei, Sue-chan. Mas precisava disso. - Peguei um pacotinho de biscoitos e um sorvete junto com uma garrafinha de refri. - Sorvete e refrigerante com biscoitos de novo? Você não vai ter essa barriga sarada para sempre, querida. - Colocou as coisas na sacola - É por isso que eu malho. - Sorri e entreguei o dinheiro - Obrigada. - De nada. Até mais. Tenha cuidado. - Até. Pode deixar. Saí, esperei um carro passar e atravessei a rua. Comi o biscoito no caminho e bebi o refrigerante da garrafa, e sem querer, derrubei o pote. - m***a. - Murmurei - Espero que não tenha caído tudo. Verifiquei e vi que estava tudo bem. Pelo canto dos olhos, vi um carro parar ao meu lado. Uma van, na verdade. Levantei e fui pega por trás, pelo pescoço. Tentei pegar minha faca, mas outro segurou minha mão a esticando e apontando uma seringa para o meu braço. Tentei chutá-lo, mas apertaram tão forte o meu pescoço que fiquei sem forças. Injetaram a seringa no meu braço e desmaiei em segundos, sentindo meu corpo amolecer.
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