Kushina e Minato

1210 Palavras
Naomi Corri e os abracei com toda a minha força. - Estava com muitas saudades. - Falei - Nós também, meu amor. Papai beijou minha testa e nos separamos. Olhei para trás e fiz um sinal para Kakashi se aproximar. - Mãe, pai, esse é o Kakashi. Kakashi, esses são Kushina e Minato. - Prazer em conhecê-los, senhor e senhora Namikaze. - Ele os cumprimentou - Me chame de Kushina-chan, querido. - E eu, de Minato. Você é o que da nossa filha? - Ele é meu parceiro, pai. - Minato-kun, pare de intimidar o rapaz. Venham, vamos entrar. Passamos pela varanda e entramos na casa, direto na cozinha. - Naomi-chan, meu amor, leve Kakashi-san para o quarto do seu irmão e lhe dê algumas roupas para ele tomar banho. - Disse mamãe - Vocês estão com uma aparência péssima. - Tá. Kakashi, vem. - Subi as escadas correndo Sempre tive essa mania de subir e descer as escadas correndo. Levei Kakashi até o quarto e lhe entreguei roupas. - Tem esse banheiro aí. Fique à vontade. Qualquer coisa, pode me chamar. - Falei - Qualquer coisa? - Ele sorriu malicioso - i****a. - Joguei uma toalha nele [...] - Ai, mãe... A senhora deveria ter visto. - Disse triste, fitando a cabeça de café em minhas mãos - Aquelas imagens acabaram comigo. Eu... Eu sinto que deveria ter feito alguma coisa. - Minha filha, não se culpe. As pessoas fazem coisas ruins o tempo todo, e infelizmente, não podemos ajudar sempre. - Disse acariciando meus cabelos - Queria fazer algo para eles, mãe. Queria ajudá-los. Escutei passos virem das escadas, limpei meu rosto e terminei de tomar meu café. - Obrigado pelas roupas, senhor e senhora Namikaze. - Disse Kakashi - Já disse, me chame de Kushina-chan. - Ela sorriu - Ou sogra, se preferir. - Sussurrou para que só eu pudesse ouvir. - A senhora não tinha jeito, hein, mãe. - Ri [...] Na manhã seguinte, tomamos café juntos. No interior, as pessoas gostam de acordar bem cedo. - Minato-kun, como está indo no celeiro? - Perguntou a minha mãe - Difícil. Ainda tenho que pintar as madeiras novas. - Disse bocejando - O que houve com o celeiro, pai? - Teve uma tempestade no outro dia, ela foi tão forte que derrubou uma parte do telhado do celeiro. - E o senhor está arrumando o telhado sozinho?! - Me assustei - Me perdoe, mas já está meio velho para isso. - Naomi-chan, meu amor, eu sou forte. Já passei por coisas que você nem imagina, um telhado não vai acabar comigo. - Eu posso ajudá-lo. - Kakashi se ofereceu - Sou bom nessas coisas. - Obrigada, Kakashi-san. - Mamãe sorriu - Fico mais aliviada com você por perto. - Vocês tem que parar de agir como se eu fosse velho. - Papai bufou - Nós nos preocupamos com você, pai. Ajudei minha mãe a retirar as coisas da mesa. Os meninos saíram e foram para o celeiro, enquanto mamãe e eu arrumamos a casa. Estava lavando a louça, quando vi Kakashi. A janela ficava de frente para a pia, que me dava a vista do celeiro. - Que engraçado, se fosse eu te observando, você me xingaria. Mas quando é com você, pode, né? - Sim, eu posso, eu quero, eu faço. Agora, para de interromper minha narração! Ele estava com meu pai, conversando e pintando as madeiras novas de branco. O mesmo retirou sua camisa xadrez azul, ficando apenas com uma camisa branca, que deixava seus braços bem a mostra. - Tá olhando o que, hein? - Mamãe apareceu - Ah! Mãe, que susto! - Coloquei a mão no coração - Sabe, eu soube que você e Kiba terminaram. - Disse colocando alguns legumes na pia para lavar - Eu ia perguntar o por quê, mas só de ver, já entendi. - E-Entendeu? Entendeu o que? - Por esse aí, até eu largaria o Minato. - Credo, mãe! Que s****a! Ela riu alto. - Tô brincando. Esse já é seu. - Ele não é meu, mãe. - Revirei os olhos e a ajudei a lavar - Não temos nada. - Tá brincando que tem um homem desses ao seu lado e ainda não o agarrou? Não acredito que seja a minha filha. Se fosse eu, já teria dado faz tempo. Minha mãe sempre foi assim. Não levem tudo o que ela diz a sério. - Eca, mãe. Não me faça imaginar isso. - Agora, conte. Por que não tem nada entre vocês? - Ele não é do tipo que se relaciona. Kakashi gosta de pegar e acabou. E eu não quero ser mais uma com quem ele dormiu. - Então, não seje. Mostre que você não é do tipo que se descarta. - Não sei, não, mãe... - Peguei uma faca e comecei a cortar os legumes com ela - Pare com isso. Vocês jovens de hoje em dia, colocam muito o orgulho na frente do amor. E se ele for o certo para você? E se ele te ama mas você não sabe? Vai perder ele para uma outra mulher? Quer o ver se casando com outra? Ou vai falar o que sente? - Eu odeio ele. - Não, não odeia. Você odeia o modo como ele mexe com você. Odeia o fato de que o ama. Isso você odeia, não ele. - Eu... - E não venha me contrariar. Sou sua mãe, sei do que estou falando. Com essa faca na mão dela, tenho até medo de contrariar. - Mãe? - Sim? - Como soube que estava apaixonada pelo pai? - Como eu soube? Bom... - Ela sorriu pensativa - Foi quando percebi que mais ninguém me interessava como ele. Mais ninguém me fazia rir como ele. E mais ninguém me olhava como ele. Quando vi, estava apaixonada pelo loirinho fofo que me salvou em uma missão. [...] Depois do almoço, fui no celeiro ver o cavalo do meu pai, Relâmpago. - Oi, garotão. - Sorri e o acariciei - Lembra de mim? Espero que sim. Ele chegou mais perto e entendi isso como um sim. Lhe dei alguns cubos de açúcar e coloquei mais comida. - Depois disse que não é caipira. - Escutei - Depois disse que não é um b****a. - Retruquei sem olhá-lo - Seus pais ainda tem idade para continuar trabalhando, por quê se aposentaram cedo? - Perguntou - Meu pai perdeu metade da perna esquerda em um acidente e se aposentou. Minha mãe se aposentou também para ajudá-lo. - Eles são bonitos juntos. Dá até vontade de casar. Fiquei quieta, escovando o Relâmpago. [...] - Não tem como, mãe. - Falei Estávamos reunidos na cozinha, comendo o bolo que ela fez de aniversário atrasado para Kakashi. - Eu meio que contei e ela ficou com raiva por eu não ter dito antes. - Se voltarmos, seremos mortos. - Disse ele - Ou seja, para Kakashi e eu termos a nossa liberdade, teremos que nos livrar dos Hyuga. - Mas não podem fazer isso sozinhos. - Disse meu pai - Só dois não. - O que sugere? - Perguntei - Uma equipe. Pessoas de confiança. Com uma equipe, vão conseguir sua liberdade. Uma equipe...
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