Não vá

1549 Palavras
Naomi Escutei batidas na porta. - Quem é? - Kakashi. - Trouxe o que te pedi? - Sim. Os chocolates e os papéis do caso. Abri um pouco da porta, mas sem olhá-lo. - Se eu visse seu olhar triste, não sei se resistiria. - Estendi a mão e peguei as coisas. - Já posso entrar? - Só depois de me trazer um café. - Como? Por que não me pediu isso antes? - Porque só me deu vontade agora. - Isso é sério, Naomi? - Tão sério quanto quando você me disse que eu não deveria ter nascido. Ele abaixou a cabeça, provavelmente, sentindo culpa. - Tá. Eu compro. - Ótimo. Tchauzinho. - Fechei a porta Coloquei a pasta sobre a mesa e abri a grande caixa. Peguei um chocolate e comi. - Uau. Que delícia. [...] Saí do banheiro com um short e um moletom preto grande. Prendi meus cabelos em um coque frouxo e olhei a hora. Ele está demorando. Escutei batidas e abri a porta. - Minha nossa, que demora. Foi fazer o café? - Desculpa. Tive um contratempo. O deixei entrar. Nos sentamos no tapete felpudo da sala e começamos a ler. - Foram 12 assassinatos no total. - Falei - Todas foram mortas cruelmente. - Tem umas anotações aqui e alguns números. "7-106", o que isso significa? - Vamos falar com quem pode saber. - Peguei o celular e liguei para Shikamaru - Shika-kun? - Oi, Omi-chan. Tá tudo bem com você? Soube que teve uma briga com... - Isso não vem ao caso agora, mas agradeço a preocupação. Estamos investigando um novo caso e encontramos um número: 7-106. Pode procurar para mim? - Pode deixar comigo. Retorno quando tiver respostas. - Obrigada. - Desliguei - Shikamaru vai resolver isso. - Beleza. Enquanto isso nós podemos... Meu celular tocou e atendi. - Alô? - Oi, Omi-chan. - Oi, Obito-kun. - Liguei para saber se o nosso encontro está de pé. - Claro. Só me diz quando. - Que tal hoje mesmo? Posso te buscar às 20. - Pode ser. Combinado então? - Combinado. Te vejo às 20. - Até. Deixei o aparelho de lado e voltei aos papéis. Levantei o olhar para Kakashi, vendo ele me olhar também. - Que foi? - Perguntei - Nada. - Disse desviando o olhar - Você... vai sair hoje? - Sim. Com Obito. - Legal. Se divirta. - Obrigada. O clima ficou meio estranho. Ele não falava nada e evitava me olhar quando eu dizia algo. A chateada aqui sou eu! - Tá. Já chega. - Larguei as coisas - Chega o que? - Mais uma vez, ele não me olhou. - Kakashi. - Oi. - Olha pra mim. Ele levantou a cabeça e me olhou. - Por que você tá tão... assim ultimamente? - Assim como? - Desse jeito: me evitando, e mais cedo, gritou comigo. - Desculpa. - Eu não quero um "desculpa", quero uma resposta. - Você quer que eu te diga a verdade? - Sim, por favor. - Eu não quero que você vá. Não quero que saia com Obito. - Oi? - Fiquei boquiaberta - Por que? - Porque não quero. - Para de enrolação e fale logo. Mais uma vez, meu telefone tocou. Vi o nome do Shikamaru e atendi. - Oi, Shika-kun. O que descobriu? - Depois de várias pesquisas, consegui achar. É um endereço. Estrada 7, casa 106. - Estrada 7? - É. Aparentemente, é um lugar vazio. Mas com imagens de um satélite, consegui ver uma mansão lá. - Sabe se tem gente lá dentro? - Não. Tem muitas árvores no local, o que me impede de ver muita coisa. - Será que podemos ir ver? - Sim. - Quando? - Pode ser hoje? Amanhã é minha folga. - Hoje? Tem certeza? - Sim. É que vou passar o final de semana com minha família. Algum problema? - Não, não mesmo. Espera, vou te colocar para nós dois escutarmos. - Deixei o celular na mesa de centro - Estão escutando? - Sim. - Dissemos - Ótimo. Eu detectei um computador lá dentro, mas de alguma forma, não consigo hackear. - Deve ter algum aparelho que esteja impedindo isso, não é? - Disse Kakashi - É. - Então temos que entrar lá e desligar o aparelho. - Falei - Sim. Mas não sabemos que tipo de gente tem lá. Por isso, vocês vão ter que entrar e sair sem que ninguém os veja. - Qual seria o melhor horário? - O Hatake perguntou - Vamos às 6. Já vai estar escuro a essa hora. [...] Coloquei uma calça um pouco larga e uma camisa de manga curta. Depois de amarrar os cabelos em um r**o de cavalo, peguei minhas coisas e me encontrei com Kakashi. Seguimos pela estrada 7 até um ponto específico. Pegamos nossas armas e entramos na floresta escura. Graças a luz da lua, conseguíamos ver direito. Paramos ao avistar uma mansão que tinham alguns seguranças. - Como vamos entrar lá? - Me perguntei - O computador está ali. - Ele apontou - Se só um de nós entrar naquela sala e desligar o aparelho, vai ser missão comprida. - Não tão comprida. Mas já vai ser um avanço. - Vi um dos seguranças se afastar da janela - É a nossa chance. Vamos! Corremos agachados até a janela. - Me dá um impulso. - Falei Kakashi me levantou e eu pude alcançar a janela. Consegui entrar e avistei o computador de cara. Fui até ele, vendo um aparelho ao seu lado; presumi que era esse e o desliguei. Voltei para a janela, olhei para baixo e não encontrei Kakashi. Escutei passos e vozes virem do corredor, me deixando mais nervosa. Fiquei de pé na janela e pulei para uma árvore próxima. Comecei a descer, coloquei o pé no lugar errado e caí de costas no chão. Merda. Já é a segunda vez hoje. - Naomi. - Kakashi apareceu e me ajudou a levantar - Aonde você estava? - Me viram e tive que apagar eles. Conseguiu desligar o aparelho? - Sim. Vamos logo. Saímos correndo antes que nos vissem. E antes de adentrar na floresta, olhei para trás, vendo um alguém nos olhar por aquela janela. [...] Estacionamos em frente ao meu prédio. - Bom trabalho, pessoal. Estou baixando os dados agora. Amanhã, antes de eu ir viajar, mando o que descobri para vocês. - Disse Shikamaru - Valeu, Shika-kun. Tenha uma boa folga. - Até breve. Kakashi desligou o celular. Abri a porta para sair, mas fui impedida por ele, que segurou meu pulso. - O que foi? - Perguntei - Não vá. Por favor. - Me dê um motivo para não ir. O encarei, tentando obter alguma resposta. - Não... Não dá. - Disse - Então, eu vou. - Saí - Naomi, espera. Finji não escutar e entrei no prédio. Eu tinha menos de uma hora para me arrumar e muitas coisas para fazer. [...] Meu encontro com Obito foi divertido. Fomos ao cinema e depois, a uma pizzaria. Ele me fez rir o tempo todo. E no final, quando me levou em casa, me beijou. Sim, eu retribuí. Mas... confesso que eu esperava sentir algo a mais. Não que o beijo tenha sido r**m, mas foi porque eu não senti nada demais. Foi apenas... um beijo. [...] Queria dormir até tarde, mas Bull me acordou e tive que dar seu café. Liguei a televisão e fui fazendo o meu. Escutei meu celular tocar, pensei que poderia ser Shikamaru, e acertei. - Oi, Shika-kun. Bom dia. - Naomi-chan, a coisa tá f**a. - Dava para perceber que ele estava nervoso. - Vocês correm um sério perigo. - Perigo? Shika-kun, você está me assustando. - Não é atoa. Olhe só. Minha televisão ficou colorida e começou a aparecer imagens de crianças. - O que é isso? - São crianças sendo escravizadas. Não tem só crianças, veja. Imagens de mulheres sendo agredidas começaram a aparecer. Um vídeo mostrou uma criança de uns 10 anos levando socos de um maior. Cada imagem que aparecia, me deixava mais nervosa. Deixei meu copo cair ao ver o que me assustou mais ainda. - K-Kioshi... - Sim. - C-Como isso é possível? Por que estão fazendo isso? Quem é essa gente? - São os Hyuga. - Que? Mas eles são gente boa. Você tem certeza? - Absoluta. E com o que eu vi, descobri que eles são responsáveis por tráfico de crianças, mulheres e drogas. Eles tem duas bases enormes e super perigosas. - Nós temos que fazer alguma coisa. - Não. Você tem que fugir. - Não! - Sim. Naomi-chan, fuja. Você e Kakashi estão correndo muito perigo. Fuja e não volte mais. A televisão voltou ao normal. O jornal começou e nossas fotos apareceram na tela. - Olá, bom dia. - Disse a jornalista - Uzumaki Naomi e Hatake Kakashi estão sendo procurados pelo assassinato de 12 crianças. Mais cedo, o famoso, Hyuga Hiashi, denunciou os dois agentes pelos assassinatos. Os dois foram declarados criminosos muito perigosos- Desliguei a televisão. Estava nervosa, não conseguia raciocinar direito. Fui até a janela ao escutar barulhos, vi várias viaturas da polícia pararem e os policias saíram dos carros, entrando no prédio. - Essa não...
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