Me Desculpe

1704 Palavras
Kakashi Resolvi levar Naomi para o meu apartamento, já que era o mais próximo. - Me fode. - Não. - Ah, que saco! - Bufou - Ei, para onde estamos indo? - Meu apartamento. - Não quero ir para o seu ninho de putas. [...] - Me solta! Eu já falei que não quero! Carreguei ela no meu ombro até chegar na porta do banheiro. - Pronto. Agora vá tomar um banho gelado. - Te odeio. - Eu sei. Vai logo. Depois de tanta confusão, eu também tomei um banho bem gelado. Ela dormiu rápido na minha cama e eu tive que dormir no sofá. Naomi Acordei em uma cama que não era minha. - Bom dia. - Kakashi entrou no quarto Olhei para o meu corpo de baixo da coberta, vendo que eu estava vestida. - N-Nós...? - Não. - Ele riu - Não transamos. - A-Ah... - Suspirei - Por quê estou aqui? - Você estava muito bêbada ontem. E como minha casa é mais próxima que a sua, te trouxe. - Ele me entregou uma caneca - É café. Fiz bem forte para você. - Obrigada. - Olhei o quarto - Que horas são? - Não sei. Quase meio-dia, eu acho. - Eu dei muito trabalho ontem? - Não... - Kakashi, fala a verdade. - Você quase me estuprou. Várias vezes, para ser mais exato. - Que vergonha. - Coloquei o travesseiro no meu rosto - Mas agora está tudo bem. - Me desculpe. Fazia um tempo que não bebia assim. - Percebi. Que bom que tenha se divertido. - Eu estraguei a sua diversão, não foi? - Não. Eu nem queria ter ido mesmo. [...] Ajeitei meus cabelos e saí do quarto. Tropecei em algo fofo e vi que era um cachorrinho. - Ah, meu Deus! Que fofura! - Falei - Não sabia que tinha um cachorro também. Qual o nome dele? - Pakkun. - Oi, Pakkun. Você é a coisa mais fofa que já vi, sabia? - Apertei ele Ele latiu e pulou no meu colo. Fui até a  cozinha com Pakkun nos braços, vendo Kakashi procurar algo nos armários. - O que tá procurando? - Perguntei - Estou pensando no que posso fazer para almoçarmos. - Eu posso ajudar a fazer algo. - Não precisa. - Mas vou. - Deixei Pakkun no chão - Vou lavar minhas mãos. Você separa o que tem e verei o que podemos fazer. Ensinei a ele como fazer um ensopado de carne. Comemos juntos e realmente ficou bom. Depois, recebemos uma mensagem de Obito, dizendo que não sabia onde estava e pediu para buscarmos ele, mandou sua localização e fomos buscá-lo um pouco longe, no centro da cidade. - Como Obito foi parar aqui? - Perguntei - Ele tem facilidade em fazer amizades. Principalmente quando está bêbado. - Ele é mesmo uma graça. - Ri - É. Uma graça. - Disse em um tom irônico [...] Encontramos Obito sentado na calçada. Abaixei o vidro e ele me viu. - Você foi um pouco longe, não acha? - Falei rindo - É. - Ele entrou atrás - Me desculpem por ter deixado vocês. Na próxima, vamos escolher um lugar mais calmo. - Concordo. - Assenti - Naomi-chan, gostaria de sair de novo? - Tipo, em grupo? - Não. Tipo um encontro. Você e eu. Que tal? - Dependendo do dia, sim. Eu aceito. Ele sorriu e deitou no banco. Kakashi permaneceu quieto durante o trajeto, me deixou em casa e nem me olhou quando me despedi. Que cara bipolar. [...] Dois dias se passaram e eu não tinha visto ou falado com Kakashi. - Naomi-chan. - Jiraya-Ojii san me chamou - Cadê o Hatake? - Não sei. Não o vi ainda. - Tá. Pode guardar essa caixa na sala de arquivos por favor? Assenti e peguei a caixa. Caminhei com ela e segui por um corredor escuro, indo para uma porta de metal. Peguei a chave e a abri. Que lugar grande. Parecia que a sala não tinha fim. Haviam inúmeras estantes, cheias de gavetas, caixas e outros objetos. Fui em uma e subi algumas escadas, abri uma gaveta e coloquei a caixa dentro dela. Ao descer, escorreguei no degrau e por reflexo, me segurei na primeira gaveta que vi. Mas não adiantou, caí junto com ela, batendo de costas no chão. Gemi e sentei devagar, esticando as costas doloridas. - Eu só faço m***a. - Murmurei - Verdade. - Kakashi apareceu - Finalmente chegou. Pode me ajudar com esses papéis? Derrubei sem querer. Ele se aproximou e pegou os papéis comigo. Coloquei uma pasta na caixa, vi uma foto e a peguei. - O que é isso? - Olhei uma foto que parecia ser de alguém morto. O corpo estava tão destruído que não tinha como saber o que era. Peguei outra pasta com mais fotos de mortos. - "Caso das crianças mortas: não concluído." - Li - Por quê não foi concluído? - Ah, me lembro desse. Algumas crianças foram encontradas mortas, um cara ficou de investigar isso, mas morreu em um acidente de carro. - Que triste. Isso quer dizer que nunca encontraram o assassino? - É. - Podemos pegar esse caso? - Nem vem, Naomi. - Por quê não? Não estamos com nenhum caso agora. - Para de dar idéia. - Disse em um tom rude - Nossa, que m*l humor. Ele tem estado assim desde aquele dia. - Kakashi, você- - Pare de perguntar se estou bem, Naomi. - Me perdoe por estar preocupada. Só queria saber. - Fiquei surpresa - Então pare de se preocupar! - Ele levantou apertando os cabelos - m***a! A última pessoa que eu queria ver hoje era você, e olha onde estou agora. - "A última pessoa que eu queria ver hoje"? O que foi que eu te fiz agora? - Levantei Ele ficou quieto e de costas. - Responda, Hatake. - O virei para mim - O que eu fiz de m*l para você?! - Nasceu! Pronto, falei. Paralisei, vendo seu semblante fechado e respiração acelerada. Ele ficou mais calmo, percebendo o que tinha dito. - O que disse? - Minha voz saiu quase em um sussurro. - E-Eu não quis dizer isso. - Mas disse! - Saí, mas ele segurou meu pulso - Me solta, Hatake! Já entendi o recado. - Naomi, vamos conversar direito. - Eu não quero conversa nenhuma! Você já deixou claro o que sente por mim. - Não é isso que eu sinto! Me deixe falar. Eu- - Não! Não quero saber! - Ele me puxou e comecei a bater nele - Me solte! Eu te odeio, Hatake! Eu te odeio com todas as minhas forças! O empurrei e ele bateu contra uma estante. Aproveitei e saí, passando por todo mundo que provavelmente, escutou tudo. Kakashi É. Voltamos à estaca zero. Corri na tentativa de alcançá-la, mas o elevador estava fechado. Tive que correr até o outro e quando desci, a vi sair em um táxi. Naomi Mas que cara b****a! Como um homem pode ser tão canalha assim?! Entrei em casa e me joguei de cara na cama, socando os travesseiros. - Eu te odeio, Hatake! Eu te odeio! - Gritei no travesseiro Meu celular tocou e atendi, sabendo que era ele. - Naomi- - Vai se f***r! - Gritei e desliguei Não demorou muito e ele já estava batendo na minha porta. Mesmo que eu ignorasse, ele continuava a bater. - Naomi, abra essa porta. Eu sei que está aí. - Vai embora! - Gritei - Eu não vou até você abrir essa porta. Bati os pés, caminhando até a porta. Abri e a fechei rápido. - Pronto, abri. Já pode ir. - Será que pode parar de ser assim?! - Ah, me desculpe se eu não sou como as mulheres da qual você está acostumado. - Encostei na porta - Não é mesmo. E é por isso que é difícil. - Escutei seu suspiro e sua voz ficou mais calma - Olha, eu peço desculpas ajoelhado se for preciso. Eu tenho estado assim por motivos que nem eu entendo. Sentei no chão e esperei ele dizer mais. - Eu falei aquilo sem pensar. Lembra quando me perguntou se eu a queria por perto? Então, é claro que eu a quero. Eu... eu quero seu tudo. - Como posso saber se está falando a verdade? - Minha voz saiu falha - Eu não mentiria para você. Por favor, me perdoe. Abra essa porta e se quiser, eu ajoelho e repito tudo. - Perdoar não é fácil, Hatake. Posso perdoar com palavras, mas o coração é mais difícil. - Eu sei. Mas quero tentar. Então, o que acha de... pegarmos aquele caso das crianças e tentarmos solucioná-lo enquanto tomamos o seu sorvete preferido? - Não sei não. - Por favor. Eu... O Pakkun sente a sua falta, sabia? - Ele sente é? - Sim. Muita. Ele mesmo me disse. Soltei um riso abafado. Merda, tô com raiva dele e ele ainda me faz rir? Que efeito é esse que ele tem sobre mim? - O que mais ele disse? - Ele me disse que gosta muito de você. Que sente muita falta do único abraço que você deu nele, mas que amou aquilo e gostaria de mais. Ele te quer por perto e não quer que você saia mais. Por que caralhos eu estou chorando?! Que raiva! Eu quero ficar com raiva, não chorar! - Omi... Eu sou um i****a, sei disso. - E um b****a também. - Sim. E um b****a também. Se quer que eu vá embora, me diga. Se quer me bater de novo, bata. Mas não pare de falar comigo, eu quero você por perto. Respirei fundo, pensando no que iria dizer. - Se me comprar chocolates e trazer o caso aqui, eu penso em te perdoar. Escutei sua risada abafada. - Promete? - Prometo. Só não pense que tudo vai voltar a ser como estava antes assim do nada. - Tá bom. Mas eu vou me esforçar para ser como antes, pode deixar. O que estou fazendo? Eu odeio ele, não é? Então por que estou fazendo isso?! Que m***a!
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