Sóbrios e Bêbados

1580 Palavras
Naomi Depois de dias em casa, finalmente fui liberada para voltar ao trabalho. Mas para não exigir demais do meu corpo, começamos com um caso leve e simples. E antes que eu me esqueça, eu fui no julgamento de Masashi. Confessei tudo e pedi para que tivessem misericórdia dele; ele era só um garoto que estava sendo manipulado pelo tio. [...] Estava na minha mesa resolvendo um caça-palavras. O dia estava tedioso para uma sexta-feira. - Omi-chan! - Obito veio até minha mesa - Oi. Eu mesma. - Sorri - Por quê essa animação? - Quero te fazer um convite. - Um convite? Então, faz. - Quero convidar você para ir no Luau da Folha. - Luau da Folha? - Luau da Folha é uma festa noturna. - Kakashi apareceu - Uma festa na praia. É bom porque não é tão barulhenta quanto as outras festas. Tem bebidas, uma pista de dança e você pode se sentar aonde quiser. Tem gente que até entra no mar depois. Mesmo estando frio. - Eu já entrei. - Obito riu - Mas era porquê estava bêbado. - Obito, você fica bêbado fácil. - Que mentira. - E naquela vez que você tirou a camisa e dançou em cima de uma mesa sendo que só tinha bebido dois copos de cerveja? - Não estou lembrado disso. - Tá. Sei. - Mas voltando ao assunto. - Sua atenção foi voltada para mim - E aí, vai querer ir? - Me parece legal. Então vou. - Eu também vou. - Disse o Hatake - Ninguém te convidou. - Falou o Uchiha - Eu me convidei. Tenho que tomar conta de vocês. Kakashi A noite estava bonita, mesmo estando um pouco frio, não tinham nuvens no céu e a lua estava cheia. Coloquei uma calça jeans e uma camisa branca de botões, passei um perfume e deixei meus cabelos bagunçados. Fui para o carro e segui até a casa de Obito, que era mais próxima. - Cadê a Naomi? - Perguntou assim que entrou - Vamos passar na casa dela ainda. - Então vai dar para nós conversamos um pouco. - Pode falar. - Então... Eu... Acho que estou criando sentimentos pela Naomi. Freei derrepente, fazendo ele quase bater com a cabeça no porta-luvas. - Ficou maluco, Kakashi?! - Eu que pergunto. Desde quando sente algo por ela? - Ah... Tem pouco tempo. Comecei a reparar mais nela mesma do que só o corpo. O carisma, a risada contagiante, as caretas que faz quando lê algo... - Disse sorrindo Voltei a dirigir sem falar mais nada. - Você tá bem? - Perguntou - Estou. Por quê a pergunta? - É que eu achei que talvez, você sentisse algo por ela. - Eu? Que nada. Nós só... somos amigos. Amigos... - Que bom. Acha que tenho uma chance? Não. - Sim. Eu acho. Eu acho é que você precisa ficar longe dela. - Será que devo tentar algo? Porra, mas já? - Ahn... Só vai com calma. - Beleza. Caraca, me sinto mais aliviado em te contar. Não sei porquê. Eu me sentiria aliviado em te jogar do carro. Claro que eu jamais brigaria com ele por causa de uma mulher. Obito sempre foi meu amigo e me ajudou quando mais precisei. Jamais faria algo assim com ele. Parei o carro. - Vou lá chamar ela- - Não! - Interrompi - Quer dizer... Eu vou. Só para você não demorar lá em cima. Ele riu e assentiu. [...] - Naomi? - Bati na porta Como estava encostada, entrei e procurei pela loirinha. Vi a porta do seu quarto aberta e fui até ela. - Naomi? - O-Oi. - Ela se virou para mim Minha nossa. Naomi estava com um vestido solto e leve. Ele marcava bem suas curvas e deixava as costas à mostra. - Ficou h******l, né? - Ela riu - O que? Você tá linda. - Obrigada. Naomi se virou para o espelho e seu olhar parou em suas pernas que ainda continham algumas cicatrizes. - Acho melhor eu pôr uma calça mesmo. - São as cicatrizes, não são? Não precisa ter vergonha delas. - Sentei na sua cama - Parece que elas me deixam... menos feminina, eu acho. - Menos feminina? - Ri - Você só pode estar brincando. Não tem como você ser "menos feminina" só por ter cicatrizes. Você... Você é linda. Levantei, ficando um pouco atrás dela. A mesma parou e se virou para mim. - Você é linda. Tanto por dentro, quanto por fora. - Tá dizendo isso para eu me sentir melhor. - Não. Eu não minto. Sabe disso. Meu olhar desceu para a sua boca que estava convidativa. Ia levantar a mão para puxá-la para um beijo, mas lembrei de Obito. - Melhor irmos. Obito está esperando. - Tá. Só vou pegar minhas sandálias. [...] Caminhamos pela areia, avistando a festa. Era a céu aberto, tinha um barzinho, e de frente para ele, uma pista de dança colorida. Algumas pessoas estavam sentadas em cadeiras, outras em panos e alguns, na areia mesmo. - Que bonito. - Disse Naomi - Não é? Vamos procurar um lugar para ficar. - Obito passou o braço em volta do seu pescoço Legal, fiquei de vela. Como foi que eu cheguei a esse ponto? Havia uma toalha grande forrada na areia, escolhemos ela e ficamos ali. - Vou pegar uma bebida para nós três. - Disse saindo - Gostou daqui? - Perguntei - Sim. É bonito. - Ela sorriu - Mas estou com um pouco de frio. - Depois que beber, vai até esquecer disso. É só relaxar. Merecemos isso. - Tem razão. Hoje, irei me divertir, sem preocupações. - É isso aí. Obito voltou com as bebidas e viramos tudo de uma vez. Por incrível que pareça, eu não fiquei com vontade de beber muito. Tomei alguns copos e depois, parei. Já Obito e Naomi, estavam bebendo de tudo. Ela ficou mais solta e foi dançar junto com outros. Mesmo com várias pessoas, não tirei os olhos dela. Naomi dançava sensualmente e mantinha o olhar em mim. O que estragou, foi quando Obito apareceu ao meu lado. - Cara, vou indo. - Disse - Mas já? Dava para perceber que estava muito bêbado. - Eu... Eu encontrei uns amigos e vamos pôr o papo em dia. - E a Naomi? - Perguntei - Cuida dela para mim. - "Cuida dela para mim"? Acha que sou babá? - Obrigado, amigo. Eu te amo. - Ele saiu - Ei, espera. Vai me deixar sozinho com ela? Vi Obito correr e cair de cara na areia. Ele levantou e voltou a correr, entrando em um carro. - Que legal. - Murmurei - Agora, cadê a Naomi? A loira não estava mais na pista. Levantei e fui até um grupo que estava em volta de uma fogueira. Naomi estava abraçada com eles e cantando. - Naomi, vamos logo. - Falei - Vamos? Pra onde? Quero ficar. - Você está muito bêbada, tenho que te levar. - Não. Vou ficar aqui. Esses carinhas são meus melhores amigos. - Você nem os conhece direito. - Nunca ouviu falar em "amizade a primeira vista"? - Você acabou de inventar isso. - Que calúnia, Hatake. - Naomi, se não vir por bem. Vai ser por m*l. Ela levantou e suspirei aliviado. Foi quando saiu correndo e tive que correr atrás dela. - Naomi, volte aqui! - Gritei - Não! Ela não correu muito longe, tropeçou e caiu pouco depois. Cheguei nela e a peguei no colo. - Você é m*l, Hatake. - Murmurou - Você vai me agradecer depois. Naomi entrelaço suas pernas na minha cintura e caminhei em direção ao carro. - Caraca. Você é cheiroso. - Disse perto do meu ouvido, me causando arrepios. - Por favor, fique quieta. - Muito cheiroso. Já estava no estacionamento, indo para o carro. Senti ela lamber meu pescoço e quase caí. - Naomi! Não faça mais isso. Ela riu e aproximou a boca no meu ouvido. - Qual o problema, senpai? Não aguenta o fogo? - Por favor, Naomi, não faça isso. - Mas eu te quero. - Se você tivesse sóbria, não diria isso. - Mas é a verdade. Bêbado só fala verdade. - Aposto que foi um outro bêbado que inventou isso. Abri a porta do carro e a coloquei lá. Dei a volta e entrei também. Fui surpreendido quando ela pulou no meu colo. - N-Naomi, estou tentando te respeitar. Ela beijava meu pescoço e rebolava no meu colo. Eu estava uma vontade enorme de agarrá-la, mas não podia com ela daquele jeito. - Então não me respeite. - Disse ela - Eu quero você. Você sempre me quis e agora que eu quero, não me quer? - Eu adoraria fazer isso com você. Muito mesmo. Mas não posso com você assim. - Segurei seu rosto e ela parou - Se você estivesse sóbria, eu adoraria te ter de várias formas. Você não sabe o quanto te desejo, mas não posso agora. Com um olhar de cachorrinho, ela voltou para o seu banco. - Sabe que Obito está afim de você, né? - Falei saindo com o carro - Eu nem deveria ter te falado isso. - Mas já falou. E não estou afim dele. Eu quero você. - Você só me dá trabalho. - Suspirei - Quem eu quero não me quer. Quem me quer, não vou querer. - Começou a cantar Essa noite vai ser longa...
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