Bailey se aproximou da fogueira, tirando os cocos com cuidado, já que estava quente. Ele também tirou o peixe apoiando tudo em cima de um tronco grande.
Joalin não sentia o gosto de outra coisa além das frutas desde antes de acabarem naquela ilha, algas nunca aprenderam tão saborosas, bananas fritas chamavam mais atenção que nunca e o peixe? O peixe parecia ter sido preparado pelo chefe mais renomado.
-Uma coisa eu tenho certeza, quando sair daqui vou valorizar muito mais a comida
- Sem dúvidas Jojo, vou querer ir em um restaurante e comer até não aguentar mais.
-Mas até que eu acho que pra quem tava com tanta fome, tivemos boas ideias pra "casa" - a loira descansou as costas
-Vai parecer mais uma mistura de oca com a casa de palha e de madeira dos três porquinhos do que qualquer construção normal, mas acho que vai trazer segurança.
-Bay, se não fossem suas ideias, ou se eu tivesse sozinha aqui, iria dormir na areia.
-Acho melhor começar logo- o filipino se levantou, adentrando a mata. Joalin o seguiu.
Quando chegaram até a lama argilosa, começaram pouco a pouco a grudar alguns galhos, para preparar a base para o barco. O trabalho se repetiu para as paredes e a estrutura do teto, a parte mais complicada sem dúvidas era levar as peças pesadas de volta para a areia e finalmente monta-las, antes que o barro ficasse seco.
O entorno do barco já estava pronto quando Bailey consegui "encaixar" o telhado, tudo parecia uma cabana de madeira, bem simples porém o maior conforto que a criatividade dos dois permitiu.
A finlandesa limpou as mãos na barriga a mostra, levando as frutas e suas mochilas para dentro do abrigo. O local como planejado, ficou pouco maior que o bote e a loira arrumou as coisas em volta de sua mais nova cama.
-Depois que você falou, eu tô me sentindo realmente o primeiro e o segundo porquinho
- Só espero que o lobo m*l não venha nos visitar- riram
-Preciso de um banho urgente.
-Vamos logo antes que escureça.
Parecia ser a vigésima vez que Joalin avistava a cachoeira naquele dia, mas dessa vez, pode voltar a se jogar nas águas. Bailey não fez diferente, seus músculos estavam tensos e as costas doíam, depois do trabalho pesado que fizeram durante a tarde.
- Eu ainda não me sinto bem e não vejo a hora de voltar para casa, mas me sinto mais segura de saber que temos um abrigo. - a loira começou
-Não é o exemplo de conforto, mas acho que fizemos nosso melhor. Te entendo completamente em querer voltar pra casa, mas acho que se estamos aqui é pra aprender alguma coisa
-Férias paradisíacas com valorização a vida e tudo que temos na civilização- a loira sorriu- Isso soa até que bem
-Pois é, ainda tenho a sensação que vamos viver bons momentos aqui.
-Acho que sim- a europeia parecia mais tranquila e conformada- Espero que nossas roupas estejam secas- saiu da água mudando de assunto.
May saiu atrás dela, levando consigo toda a afronta que carregava por baixo da cueca branca.
Ela sabia que ele estava atrás e não queria olha-lo com a peça molhada, não saberia como seu corpo iria reagir se o visse dessa forma mais uma vez. Joalin sabia que iria precisar passar por essa situação outras infinitas vezes enquanto estivessem ali. Ela só não entendia, por entre tantas cores, o motivo de Bailey ter levado uma cueca branca em sua mochila.
Parecia que o destino gostava de brincar com a cara e principalmente com os desejos da Loukamaa.
Para Bay as coisas não estavam muito diferentes, os dois pares de lingerie da garota pareciam ter sido costurados exclusivamente para noites quentes de s**o. A renda, a calcinha minúscula praticamente sumia em meio a b***a grande de Joalin.
Mas o interesse do filipino era maior pelo que estava debaixo da peça.
Não tinham internet, televisão, música e nem mesmo um bom livro. A única coisa que tinham em seu alcance, além do oceano, era o corpo um do outro.
O mais novo pensou nos dias de tédio que passaria, dependendo do tempo que passassem ali, hora ou outra precisariam arrumar uma diversão.
E o que poderia ser mais divertido do que uma boa aula prática de anatomia?