RAIN

524 Palavras
Joalin praticamente marchou até a praia. Ela estava triste, irritada e principalmente com medo. Algumas nuvens se formavam e com certeza ia chover ao cair a noite. Como iriam se proteger? Como iriam sobreviver? Eram só algumas das perguntas que se passavam pela cabeça da loira. Felizmente Bailey tinha planos. -Precisamos construir um abrigo- O filipino surgiu entre as árvores. -me ajuda a puxar o bote pra cá. A loira não estava nem um pouco satisfeita com a situação. Mesmo que inflável, o barco era pesado e os dois precisaram de um tempo para conseguir arrasta-lo até próximo das árvores. -Quais são seus planos? - Ela recostou em um dos coqueiros do lugar. -Precisamos escrever um S.O.S na areia, mas antes precisamos de um lugar seguro, vai chover. - Só essa lona por cima do bote não vai ser o suficiente- falou pessimista sobre a lona que os protegeu do sol durante o tempo que passaram navegando. -Vamos ter que improvisar alguma coisa com galhos e folhas. Não sei se vamos ser resgatados antes da chuva chegar. - Eu ainda não acredito que entrei nessa enrascada. Se eu sabia que não ia dar certo, porque aceitei? - Ela estava inconformada, sentia medo que ninguém os encontrasse e que os dois ficassem presos pelo resto da vida. Pelas próximas horas, os dois passaram trabalhando em uma cobertura para o barco. Era difícil com o material disponível, as pontas dos dedos de May doíam de amarrar as folhas dos coqueiros na estrutura construída de bambu. Joalin viu o dia passar enquanto juntava as folhas por toda costa e levava até o mais novo. Ela também precisou ir algumas vezes atrás de água na cachoeira, estava cansada e com medo de se perder entre a mata. Enquanto o asiático terminava de construir o abrigo, Joalin conseguiu catar algumas frutas, principalmente bananas. Alguns cocos ainda com água e mangas. Para a sorte dos dois, a pequena ilha era repleta de árvores frutíferas. O bote era pequeno e os amigos teriam que dividir o único colete salva-vidas como travesseiro durante a noite. Ele espalhou algumas folhas pelo fundo do espaço tentando deixar um pouco mais confortável e colocou as mochilas do outro lado. Por sorte, havia acabado de ganhar de presente de seu pai um chaveiro com mini maçarico, isqueiro, faca de bolso e canivete. Quando os primeiros trovões começaram a se aproximar, ele acendeu a fogueira, ainda debaixo da tapagem mas com cuidado para não causar um incêndio no bote. Joalin chegou segundos depois, trazendo a garrafa de água cheia. Os dois se sentaram dentro do bote, cansados. - Eu trouxe algumas roupas, como a produção pediu, mas não vão durar por muitos dias. - ela olhou para roupa que vestia, uma blusa curta, short e tênis. - Um casaco, uma calça, chinelo e lingerie limpa. - Eu também só tenho uma roupa de frio e uma cueca guardada- o filipino falou -Se a chuva trouxer vento vamos precisar. - Ele parou por um segundo e pareceu pensar- Joalin -O que foi?- ele tinha ficado pálido e sua expressão ficou tensa - Nós estamos na temporada de furacão?
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