Fazia três semanas que Bailey e Joalin tiveram certeza da gravidez e para a loira, estar naquela ilha nunca pareceu tão entediante.
Se fosse possível, o filipino teria a enrolado no plástico bolha. Ele fazia sozinho todas as tarefas necessárias para a sobrevivência dos dois, não deixava Joalin sozinha nem na hora de tomar banho pois tinha medo que a garota pudesse se machucar, mas ainda assim, com a tentação de vê-la nua, ele não quis nada com ela.
Nesses dias, o que a Loukamaa mais fez foi comer. Ela literalmente estava levando a sério a história de comer por dois, May por sinal, procurava sempre trazer frutas e peixes dos mais variados tipos para tentar manter os nutrientes balanceados no corpo da garota.
Outra coisa que também mudou em tão pouco tempo foi a barriga de Joalin que agora já era perceptível quando ela estava de biquini.
Na verdade ela até se preocupava um pouco porque, pela experiência de sua mãe com seus irmãos, ela achava que sua barriga estava grande demais para o possível tempo de gestação. Ela se preocupava se seu corpo teria estrutura suficiente para aguentar os próximos meses, sempre foi muito magra e via suas coxas mais grossas assim como b***a, quadril e principalmente s***s.
Bailey conversava com a barriga da garota em tagalo todos os dias antes de dormir, Joalin achava a cena a mais linda do mundo, ele sempre acariciava sua barriga e muitas das vezes dormia abraçado a ela. Já Joalin conversava com o filho sempre que conseguia nas três línguas que sabia falar, ela não fazia ideia se ele conseguia escutar mas ela se sentia calma e leve quando o fazia, como se sua voz conseguisse tranquilizar o pequeno bebê.
Talvez a coisa mais importante e significativa que eles fizeram durante essas semanas foi conversar sobre o parto. A cada dia que passavam, a cada novo dia presos naquela ilha a preocupação sobre isso aumentava significativamente.
Joalin parecia repassar em sua cabeça todos os dias tudo o que sabia sobre partos naturais, desde histórias que ouviu a conversas com sua mãe e outras mulheres. Ela conversava sobre isso com Bailey a cada momento que conseguia, eles tentavam juntos pensar como seria se ainda estivessem naquela ilha, tudo o que teriam que fazer e como seria a melhor forma para a mãe e o bebê. Parecia precipitado, ela não tinha completado nem quatro meses de gestação ainda, mas precisavam da segurança de saber o que fazer o mais rápido possível.
Nesse tempo a saudade de casa também aumentou significativamente, mas junto com ela a sensação de que voltariam logo se fazia presente.
-Bay?
-O que foi Jojo?- eles se sentaram para observar o pôr do sol, faziam isso todos os dias.
-Por que você não quer mais nada comigo?- perguntou carente- É porque meu corpo mudou? Eu estou gorda e não consigo parar de comer, meu rosto está cheio de espinhas e eu continuo vomitando. É por isso que você não me quer mais? Eu sei que estou f**a, não preciso de um espelho pra saber disso. - ela tinha lágrimas nos cantos dos olhos quando acabou de falar
-O que? Lógico que não Jojo, você está linda, perfeita. Você precisa entender que seu corpo está se transformando porque você está gerando uma vida e isso é incrível
-Mas
- Por sinal, você está ainda mais gostosa e fica muito difícil me segurar
-Mas, mas por que se segurar?
-Porque eu não quero machucar nosso neném, amor- ele disse carinhoso- Nós não fizemos exames, não sabemos se está tudo bem, é melhor tomar cuidado, entendeu? Melhor a gente prevenir qualquer coisa que possa prejudicar nosso bebê. Por que você tá chorando Jojo?
- Você tá tão preocupado com nosso neném- ela sorriu entre as lágrimas, abraçando o filipino- É tão bonitinho ver você se tornando pai- ela gargalhou
Hormônios, hormônios que a faziam ter um humor super oscilante.
-Ei, vem cá- ele disse trazendo ela para seus braços novamente, a abraçando com carinho e paciência e acariciando seus cabelos.
- Vai ficar tudo bem com a gente, seremos bons pais- disse mais para si mesmo do que para a loira em seus braços. -A gente consegue Jojo, a gente consegue.