Mariana
Voltei para o meu escritório com a mente ainda turva, mas um alívio tremendo por ter conseguido ganhar um pouco mais de tempo. Fechei a porta atrás de mim e me deixei cair na cadeira, tentando recuperar o equilíbrio. Meu coração ainda estava acelerado, e uma onda de adrenalina estava começando a diminuir, substituída por uma sensação de exaustão.
Enquanto tentava organizar meus pensamentos, ouvi uma batida leve na porta, seguida pela entrada de Clara, minha secretária. Ela parecia preocupada e curiosa ao mesmo tempo.
— Mariana, como assim você se casou e não me contou? — perguntou ela, o tom de voz cheio de surpresa e uma pitada de indignação.
Eu me levantei rapidamente, olhando ao redor para garantir que ninguém mais estivesse por perto. Precisava manter a situação sob controle. — Clara, por favor, fale baixo e feche a porta — pedi, com um tom urgente.
— Como você soube disso tão rápido?— Perguntei assustada em como as informações nessa empresa voam.
— Soube pelo grupo dos secretários.— Ela respondeu como se fosse normal esse tipo de informação vazar assim.
— Como chegou na boca dos secretários? Tem 5 minutos que eu saí da sala de reuniões.
— Vai me dizer que você não sabe como os sócios são fofoqueiros?
— Na verdade, eu não fazia ideia.
. — Mas me conta, o que está acontecendo? Como você pode ter se casado e não me disse nada? Achei que a nossa amizade significava mais do que isso.
Sentei na beirada da mesa e comecei a explicar, mantendo a voz baixa. — Clara, é uma longa história. Eu... eu acabei de inventar essa história sobre o casamento porque... bem, porque a empresa exige isso pra poder me dar a promoção.
Ela franziu a testa, claramente confusa. — Então você mentiu sobre ser casada só para conseguir a promoção?
Eu assenti, tentando manter a calma. — Sim, exatamente. Eu não tinha outra escolha. A política da empresa é muito rígida, e sem isso, todo o meu trabalho e esforço seriam em vão. Não era uma situação fácil para mim, e eu sabia que precisava fazer algo para manter minha carreira em movimento.
Clara me olhou, ainda um pouco desconfiada, mas também com um olhar de compreensão. — Entendo. Mas agora, o que você vai fazer? Como pretende lidar com isso?
Eu suspirei profundamente, sentindo a pressão aumentar. — Vou precisar manter a mentira por um tempo. Se tudo correr bem, eu poderei finalmente obter a promoção que mereço. Mas, por enquanto, preciso que você mantenha isso em segredo. Não quero que ninguém mais saiba.
— Mariana, você precisa arranjar um marido o mais rápido possível — disse Clara, com uma expressão grave. — Não é só uma questão de manter a mentira viva, é sobre garantir que tudo esteja em ordem antes que a empresa comece a fazer qualquer verificação mais detalhada.
— Eu sei, Clara. Estou ciente da urgência. Estou tentando pensar em alguém que possa ajudar, mas as opções são limitadas.
Clara franziu a testa. — E como você conseguiu convencer a diretoria com essa história? Como eles engoliram tão facilmente a ideia de que você estava casada, mas ninguém te viu com um marido?
Eu respirei fundo e expliquei a situação. — Eu disse à diretoria que meu marido está trabalhando fora do país. Expliquei que, devido ao trabalho dele, ele não pôde estar presente e, por isso, ninguém o viu aqui. E, para adicionar um pouco de credibilidade, falei que a nossa situação era complicada, então preferi não comentar sobre isso antes.
Clara me olhou com uma expressão mista de surpresa e admiração. — Parece que você pensou em tudo. Mas e agora? Como você vai conseguir encontrar alguém para assumir esse papel?
Eu suspirei, a sensação de urgência se intensificando. — Estou trabalhando nisso. Preciso encontrar alguém que possa se passar por meu marido por um tempo. E precisa ser alguém que não só tenha um perfil adequado, mas que também possa lidar com essa situação sem levantar suspeitas.
— Precisa de um homem que ninguém conheça por aqui, alguém que não seja do mundo deles.— Clara disse se sentando na cadeira a minha frente.
—Um homem que não seja do mundo deles….— Fiquei pensando sobre isso ate que algo surgiu na minha mente. O folheto….