Puxei as lapelas do meu jaleco e me preparei para deixar o escritório, o dia será cansativo e cheio de trabalho para fazer. Iria para o laboratório que ficava no último andar do prédio, enquanto Izabela passaria o dia assistindo as inseminações e coletando exames ginecológicos de mulheres.
- Para ser bem sincero, fico feliz com os seus planos, significa que Elizabeth passará o resto dos meses cuidando do neto e me deixará, finalmente em paz.
Minha mãe não estava muito contente com o jeito que eu levava a vida, ela dizia que eu estava seguindo os mesmos passos do meu pai e isso não agradava, já que ele tinha morrido sem aproveitar nada. e era por esse motivo que passava todos os seus dias em viagens pelo mundo, conhecendo cada canto, aproveitando tudo o que cada cultura poderia lhe dar.
Isabela riu.
- E por mais que você possa assustar a criança um pouco, tenho certeza que será um ótimo tio.
Levantei um dedo em reste.
- O melhor de todos! - Expressei, imaginando tudo que eu ensinaria para ele ou ela.
Ben limpou a garganta.
- É claro que sim, a pobre da criança não terá outra opção para comparar - debochou, fazendo Isabela se juntar a ele na gargalhada alta e exagerada.
Bufei
- Ao Trabalho - Ordenei crispando um dedo em direção a porta.
Isabela bufou e revirou os olhos, desfazendo das minhas ordens, mas se direcionando para a saída do escritório. e Ben colocou as mãos nos bolsos da calça e fingiu me ignora.
Assim que atravessei a porta , encontrei Bridget Sulivan no corredor. Ela andava de um lado para o outro e parecia nervosa. a garota era uma jovem enfermeira que havia começado a trabalhar na clínica a pouco mais de dois meses. Bridget era responsável por manter a temperatura estável do banco de espermatozóides, assim como congelar e remover os escolhidos pelas nossas pacientes para que pudessem ser utilizados.
- Leon... Eu preciso falar com você - disse, vindo em minha direção.
Nós transam@s duas vezes, foi a única que acabei repetindo a dose, ela era muito focada ao trabalho, assim como eu, costumava ir embora tarde da noite, porém, como nem tudo era feito só de coisas boas, Bridget desenvolveu uma certa obsessão por mim depois da nossa segunda transa, ela se sentiu especial por saber que tinha sido a única a conseguir tal feito.
- Sim Bridget, Algum problema com o trabalho? - perguntei, mantendo uma postura altiva e profissional.
Ela vinha me causando alguns problemas, o último deles foi quando entrou em uma discussão acirrada com uma das recepcionista s na frente de alguns pacientes. Bridget descobriu, de alguma forma, que Hanna e eu transamos, então foi tirar satisfação com a garota. eu só não a demiti porque ela era realmente boa com o trabalho que exercia. mas deixei claro que não aceitaria outra situação como aquela.
Ela balançou a cabeça, os cabelos ruivos oscilaram no ar com o movimento.
Bridget era muito bonita, talvez uma das funcionárias mais linda da clínica, cabelo ruivo, olhos verdes, pele clara e com sardas e que a deixavam mais ainda atraente.
- Quero falar com você sobre...
- comprimiu os lábios, corando levemente. -Nós- acrescentou.
Deus!
Izabela fez um barulho de desdém com o fundo da garganta, o que aumentou a vermelhidão nas bochechas de Bridget.
- Bridget, não existe um nós e nem nunca existiu - Expressei, balançado a cabeça. - somos adultos, nos divertimos e agora vamos trabalhar e ser profissionais, seguindo as nossas vidas.
- Podemos seguir juntos, nossa diversão foi boa o suficiente para entendemos que pode ser levada adiante - cortou, aproximando um passo.
Não era a primeira vez que eu enfrentava uma situação como essa, mais ainda assim não deixava de me chatear menos. Não me importava em dormir com as minhas funcionárias porque eu sabia separar as coisas e esperava que elas fizessem o mesmo, e na maioria das vezes, dava muito certo.
- Não! - afirmei, erguendo o maxilar e engrossando a voz. - por favor, vá para a sua sala, o expediente já começou e não toque mais neste assunto comigo.
Os olhos Claro de Bridget brilharam com lágrimas não derramadas e os lábios carnudos tremeram levemente.
- Leon... não faça isso conosco - implorou.
Ela ainda era muito jovem, conseguia entender o amor que criou por uma situação que só existia na mente fértil e romântica dela. Lamentava por isso, mas não havia nada que eu pudesse fazer.
- Bridget, vá para a sua sala - refutei.
Izabela me laçou um olhar cheio de reprovação antes de pousar uma mão no ombro da garota.
- Venha, eu também preciso ir para a minha sala, vou te acompanhar - murmurou, assumindo um tom de voz condescendente.
- vá com ela Bridget, os pacientes então chegando - concluiu Ben induzindo.
A garota ergueu a mão e passou e passou a ponta do dedo no canto dos olhos, limpando as lágrimas acumuladas.
- Você vai ser meu - declarou, encarando no fundo dos olhos. - Não importa o que diga, Leon, vamos ficar juntos.
Dito isso, ela virou as costas fazendo os cabelos baterem em meu rosto e atravessado o corredor em passos largos, afastando e deixando um rastro de perfume doce e enjoativo para trás.
- Essa garota vai causar mais problemas - comentou Ben.
Confirmei com um aceno de cabeça.
- Parece que sim.
Izabela deu um t**a em meu ombro.
- Mantenha o seu p@u dentro das calças e para de ser tão canalha, isso já seria o suficiente para evitar esses tipo de situação - acusou, seguindo em direção por onde Bridget sumiu momento antes, sem esperar uma resposta.
Como eu disse, era situações raras, portanto, nada me impediria de conhecer pessoalmente e intimamente as novas residentes que chegariam na semana que vem.
Ben riu, tirando-me dos devaneio.
- Sei bem no que está pensando... residentes e essas coisas - Zombou.
- Longe de mim.
Girei nos calcanhares e fui em direção ao elevador, me isolando no meio laboratório, minha atividade preferida, nada melhor do que o silêncio.
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