Percorri os corredores da clínica observando tudo ao redor, era um lugar muito bonito e aconchegante, diferente de alguns hospitais que precisei visitar ao longo da faculdade. O ar-condicionado gelado arrepiou a minha pele, me fazendo estremecer. As paredes de vidro davam vista para a rua, as películas espelhadas proibiam que a mesma visão se sucedesse na parte de fora e que a luz solar incomodasse, repelindo os raios. O cheiro de álcool com pinho era forte e agradável. Parei em frente a um balcão de mogno branco e sorri para a recepcionista. — Olá, tenho uma consulta marcada — avisei, recolhendo a identidade da minha bolsa transversal. A jovem — uma loira muito simpática —, recolheu o documento e digitou em seu computador, mexendo os dedos em uma velocidade vertiginosa. Uma pilha de

