Que estranho soava a conversa deles, Brandon estava bem, um pouco abalado por causa da doença, mas não sabia como poderia piorar por causa do banho de chuva.
com passos curtos e precisos, me aproximei da maca onde ele estava. a pele estava mais pálida do quero o normal e um tubo saiu de dentro dos lábios semiaberto. Brandon não se mexia, os olhos estavam fechados e sem movimento algum.
Puxei a blusa de mamãe, tentando chamar a sua atenção, ela estava debruçada, por cima da maca.
- Mamãe, Brandon vai ficar bem? - perguntei, sem desviar o olhar da imagem aterrorizadora do meu irmão na minha frente.
Um grunhido rouco e profundo fou expelido atrás de mim.
- Sua criança maldita! acabou assassinar o seu irmão! - acusou papai.- eu disse que gêmeos não são abençoados, Ela deixou Brandon mais fraco no útero e agora terminou de matá-lo.
- Senhor, calma e para de proferir absurdos, entendo a sua dor, mas o câncer de Brandon não é culpa de ninguém.
uma mão agarrou os meu cabelo e me puxou longe da maca.
- Saia de perto do meu filho!
- Cuspiu papai, furioso.
- Se acalma! - brandou um dos médicos.
Meu pai foi puxado para longe de mim, enquanto uma das enfermeira s aplicava uma injeção em seu braço, levado a um sono profundo.
Corri os olhos para Brandon, ele ainda estava do mesmo modo, inerte... ele sempre me defendia quando papai fazia isso, por que ele não estava me defendendo agora?
Só aí que percebi que ele tinha morrido, assim como vovó, a mãe da minha mamãe, tinha no ano passado. ele não se levantaria mas para mim defender, tampouco para brincar comigo na chuva. Brandon não voltaria mais. A minha metade. meu melhor amigo. meu irmão gêmeo.
morto.
não conseguia suportar.
Doía tanto que eu m*l conseguia respirar.
Eu não poderia ficar sem ele. nascemos juntos e deveriam permanecer juntos. era assim que deveria ser.
Não.
fechei os olhos, sentindo o piso gelado bater em minhas costas, antes e cair em um limbo escuro e indolor
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