Corri em direção a ele, o coração preste de saí pela boca, o peso corporal de Brandon oscilou e ele se jogou para o lado, mas cheguei a tempo e consegui segurá-lo antes que atingisse o chão. ele revirou o olho para cima e então caiu em um sono profundo.
gritei seu nome, auto o suficiente, forte demais para que até a chuva fosse aplacada pelo meu desespero, mas ele não pareceu me ouvir, perdido em um limbo escuro e profundo.
-Brandon, por favor... maninho...choraminguei.
bati com as palmas da mão em seu rosto, mas não obtive nenhuma resposta.
- por favor...
gritei outra vez , até minha voz falhar pela falta de ar nos pulmões, até minha garganta implorar por misericórdia.
em alguns momentos, a vizinha da casa da frente, parou ao meu lado com o telefone no ouvido e me ajudou a segurar o meu irmão. depois disso, os flashes de memória foram alternativos. me vi sendo colocada no banco traseiro de um carro desconhecido e sendo conduzida para o hospital.
alguém me agarrou pelos ombros e me puxou para fora do veículo com brusquidão. pisquei, trêmula, o queixo batia freneticamente pelo frio que se infiltrava em meus músculos, as roupas parecia pesada e geladas demais
- o que você fez com o seu irmão? - gritou papai, chacoalhando-me , os respingo dos meus cabelo batendo em seu rosto.
balancei a cabeça.
- na-nada - gaguejei, as lágrimas embaçava a minha vista.
- Brandon... Meu filho - gritou mamãe em algum lugar.
papai me largou e correu na direção dela. obriguei minha mente inestir a agir e segui para dentro do hospital. o cheiro forte de álcool flutuou até o meu nariz. as vezes se misturavam avistei homens e mulheres vestindo roupa branca como o gelo correndo de um lado para o outro
- aplica adrenalina - alguém gritou.
- me passa uma manta aquecida, a temperatura ainda é de vinte e seis graus - outro falou.
Um barulho Constante e irritante sobressaiu, alto e continuo.
droga, desfibrilação... rápido afastam-se.
eles se aproximaram do corpo desvanecido de Brandon com dois aparelhos grandes e os colocaram em seu peito nu. meu irmão deu um solavanco para cima, mas o barulho Constante não parou, nada aconteceu, eles repetiam os movimento.
- voltou a distorcia, continuem massageando.
ouvi o suspiro de mamãe ao meu lado.
- está hipotérmico - gritou um homem.
- lavem a cavidade abdominal com o soro aquecido - disse uma das enfermeiras
não conseguia ver o que estavam fazendo através do fluxo de corpo correndo e gritando ao redor da maca de Brandon. mamãe se ajoelhou no chão e juntou as mão em frente ao rosto, murmurando uma prece baixa e quase inaudível. papai esfregou o cabelo e começou a andar de um lado para o outro.
- qual é a temperatura dele?
- saiu dos vinte e seis agora.
- coloquem mais adrenalina.
gostaria de entender o que estava acontecendo, mas nada fazia sentido para mim, como uma brincadeira tão inocente poderia fazer isso tudo com Brandon? nós sempre brincamos na chuva e nada disso nunca aconteceu.
me aproximei lentamente de mamãe, minha mão tremiam de frio e de medo. estava assustada, sem saber o que fazer.
- mamãe... Brandon vai ficar bem? - perguntei em um bramido.
ela me puxou para si, ignorando as minhas roupas molhadas, e me plantou um beijo no topo da minha cabeça.
- sim, meu amor - tudo vai ficar bem, tudo vai voltar a ficar como antes - repetiu, trêmula, a mesma coisa que falou por várias e várias vezes nos últimos meses.
Queria saber quando tudo ia ficar bem, porque eu estava cansada de ver meu irmão se sentir m*l por causa da doença, queria que ele melhorasse logo.
as máquinas apitaram de novo
- qual é a temperatura?
- está em trinta graus.
- porr@, estava em trinta e dois - gritou alguém, suspirando forte
- fenômeno pós-queda.
- reage, meu filho...por favor - murmurou minha mamãe.
o barulho começou a irritar os meus ouvidos, era tão chato e incessante, eu não sabia o que significava, mas parecia preocupar os médicos e irritá-lo também.
- nós o perdemos - alguém comentou.
-Não! - mamãe me empurrou para longe e se ergueu no chão com uma rapidez vertiginosa, então correu até a maca onde o Bronca estava, sacudindo - meu bebê, acorda... querido, acorda, volta pra mamãe.
-me desculpa, senhora, ele estava com a imunidade muito baixa e muito debilitado com o banho de chuva, seu corpo acabou desfalecendo por conta de uma hipotémia.
-um dos médicos se aproximou e depósito a mão no ombro dela .- fizemos de tudo para tentar salvar o seu filho, eu sinto muito.
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