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1074 Palavras
— Claro! Mas... Os seus lábios interrompem a minha próxima alfinetada. — O que você iria dizer? — Não lembro. Tento puxá-lo para outro beijo, mas ele retrai-se. — O que tem de bom para fazer por aqui? Esfrego os meus dedos na minha testa para amenizar a frustração de não ganhar outro beijo, ele caminha pela casa buscando o que fazer, quando ele para de repente e me encara. — Você ainda pergunta? — Cruzo os braços. — Está com fome? — Não sei ao certo. — Posso? — [Aponta para a cozinha] [Meneio um, sim.] Ele segue para a cozinha. Será que ele é habilidoso na cozinha, se for vai ser um clássico cliché de filmes românticos que já assisti. Assisto atrás do balcão, tudo que ele precisa vou a dizer ou apontando onde estão guardados. — Vai fazer um doce? — Melhor, sabia que cursei gastronomia alguns anos atrás?! — Para aprender a fazer uma sobremesa? — Indago. — Esta desdenhando das minhas habilidades sem ao menos provar. — Desculpe-me, pela minha falta de apreço. Ele me obriga a cortar frutas, e chama-me varias vezes de subchefe. — Você tem assistido muito a Ratatouille. — Zombo. [Risadinhas] [Grito] Ele dá-me um belisco na bochecha. — A mousse de salada de frutas tem que ficar perfeito, deixe de brincadeiras, subchefe, mais atenção ao trabalho. Desdenho com caretas. — Eu quero que você mexa a calda por trinta minutos sem parar! — Ele ordena. Faço um pacto interno de ficar calada comigo mesma, sigo calada fazendo tudo que ele ordena. Até eu sou capaz de entender o grau da situação apesar de não querer levar a sério. — Quero a maior travessa que a sua mãe tiver, ok?! — Sim chefe. [Risos] a sua risada é tão fofa, que chega a ser gostosa de ouvir. Depois de toda a obra-prima feita a bagunça é enorme, como uma simples sobremesa suja tanta louça? Assim como dividimos as tarefas anteriores, dividimos a essa. Ele lava e eu seco e guardo a louça. [Barulho de porta abrindo] Isaías chega. — O que está a acontecer aqui? — Isaías pergunta. — Greg veio fazer sobremesa. Isaías dá um sorriso de canto e sobe para o quarto dele. Greg e eu vamos para a sala jogar um pouco com Isaías, o que, na verdade, eu apenas fico a assistir e é uma disputa acirrada entre os dois. A sobremesa leva um tempo para ganhar consistência na geladeira. — Quer dizer que os pombinhos estavam se divertindo sozinhos em casa? — Salienta Isaías. [Barulho de porta] — Oi galerinha do m*l! — Diz Larissa num tom divertido. — Oi Lari! — Digo. — O que faz aqui garoto? — Mousse! — Ah eu quero! Greg foi preparar a mousse e enquanto isso tiro as minhas dúvidas sobre Greg e a sua culinária. — Essa história que o Greg é cozinheiro é balela, não é? — Não bobinha, é a mais genuína verdade! Ele até deixou os estudos por um tempo para fazer o curso. Enquanto ela fala sobre o Gregorio eu observo que os meninos trazem as tigelas de sobremesa até nós. [pigarro] — Garotas! Ele serve-nos, coloco a primeira porção na boca. [gemidos] É ótimo, melhor até que as tradicionais, tento não olhar para Greg, mas falho. — O que me diz subchefe? — Se você tivesse trazido esta sobremesa quando chegou e pedido perdão não teríamos brigado tanto! — Brinco. [risos e conversas calorosas] A tarde foi bem agradável na companhia de todos, mesmo até quando os meus pais chegaram, eles até provaram e aprovaram a sobremesa do Greg. — Amor? — Isaías indaga ao ouvir Greg chamar-me de amor. — Somos namorados. — Diz Greg. — Desde quando? Ela sabe que vocês estão a namorar? E os nossos pais? [Gargalhadas]— Para você ver, sabemos e ela também, é um tanto quanto estranhos essa frase ser verdadeira, tratando se desses dois. — Diz o meu pai. — Já tem uma semana! — Respondo Isaías. — Traidora, o que aconteceu com o nosso tratado de irmãos que contam tudo um para o outro? — Eu esqueci! — Desdenho. Gregório beija-me na frente de todos, e o meu coração fica figurativamente na minha mão, pois os meus pais estão a ver a cena toda. — Eu amo-te. — Ele sussurra entre os nossos lábios. — Obrigada por hoje, diverti-me bastante. — Agradeço-o. Depois de um tempo, Gregório vai para casa fico a observar ele ir embora. Ao virar-me Isaías e Lari encaram-me surpresos ainda. — Anaju meu irmão não te merece, mas é um máximo vê-los juntos. — Sério mesmo, como ele conseguiu? — Pergunta Isaías surpreso. — Venceu-me pelo cansaço! No entanto, ao anoitecer, minha família e a Larissa nos encontrávamos à mesa. Depois do jantar subo para o quarto, deito-me no puf e fico a encarar o teto pensado sobre o hoje. Foi ótimo e eu não quero iludir-me nem nada acreditando na ideia de que tudo será perfeito por que sei que não será as brigas e discursões viram. Uma luz chama a minha atenção, observo a janela e alguém continua a direcionar a luz da lanterna na minha direção, vejo Gregório na janela do seu quarto. Fico ao lado da janela. Ele mostra um cartaz: (●'◡'●) ESTOU COM SAUDADES! Eu sorrio para ele. Ele pega outro: (┬┬﹏┬┬) QUERO DORMIR COM VOCÊ! (✿◡‿◡) DEIXE A JANELA ABERTA! Pego o meu caderno e um pincel e escrevo-lhe um belo não: NÃO (╬▔*▔)╯ Fecho a janela e puxo a persiana, sem chance Greg, sem chance de você dormir aqui comigo! Onde está com a cabeça!? [batidas na janela] Foi questão de segundos e ele já batia na minha janela. — Greg, o que faz aqui? — Vim dormir com você, agora sai da frente que eu quero entrar, sabia que aqui está frio? — Mas eu falei não! — Não ouvi isso. — Eu escrevi! — Não enxergo de tão longe. — Vai embora. Ele pula para dentro do quarto, mesmo eu não o permitindo. — Podemos ficar acordados, já que não quer dormir comigo, contando que eu fique com você é o que me importa. — Sabe que não podemos ficar acordados temos aulas amanhã. — Então vamos dormir, eu aaah [bocejo] já estou até com sono, não seja irresponsável vamos dormir logo.
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