Minha

1437 Palavras
Caterina Gallo Eu ainda tremia inteira quando entrei no corredor dos fundos. As pernas moles, o coração na boca, o corpo inteiro pegando fogo. Eu tinha dançado. Tinha feito aquilo. E tinha sido… poderoso. Todo mundo olhando pra mim, querendo, mas ninguém podendo tocar. Mas o olhar que mais queimou foi o dele. Eu senti. Mesmo através do vidro fumê, senti Rocco me devorando. A porta do corredor se abriu com violência e ele apareceu. Olhos escuros, quase pretos de desejo e raiva. Camisa branca aberta no primeiro botão, o peito subindo e descendo pesado, a respiração visivelmente alterada. Ele veio direto pra cima de mim, me encostou na parede fria com o corpo inteiro, uma mão na minha cintura, a outra subindo devagar até o meu pescoço. Não apertou. Só marcou território. Dedos quentes, polegar roçando a pulsação acelerada na minha jugular. — Você tá querendo me matar, Caterina? — a voz dele saiu rouca, perigosa, quase um rosnado baixo que fez minha pele arrepiar inteira. Eu levantei o queixo, ainda ofegante, o suor da dança escorrendo entre meus s***s. — Eu só dancei. Como você mandou. — Você dançou pra c*****o. — Ele apertou mais a cintura, os dedos afundando na carne macia por cima do robe fino. — Dançou como se quisesse me provocar até eu perder o controle na frente de todo mundo. Eu sorri. Pela primeira vez em semanas, eu sorri de verdade. — E perdeu? Ele grunhiu, a boca descendo até quase encostar na minha. O hálito quente dele misturado com uísque e tabaco invadiu meus sentidos. — Perdi no segundo que você olhou praquele vidro, bambina. — Os lábios dele roçaram os meus, só um toque, leve, elétrico. — Agora vem comigo. A dívida de hoje… você acabou de pagar com juros. Ele me puxou pelo braço, me arrastando pro escritório dele. A porta bateu atrás de nós com força suficiente pra fazer o quadro na parede tremer. A chave girou duas vezes. Clique. Clique. Eu estava trancada com ele. O escritório era escuro, iluminado apenas pelas luzes vermelhas que vazavam do salão pelo vidro fumê. O cheiro era puro Rocco: couro, uísque caro, cigarro cubano e aquele toque masculino que me deixava tonta. Ele me soltou o braço, mas não se afastou. Ficou ali, a um passo de mim, me olhando como se estivesse decidindo se me devorava ou se me punia. Eu ainda sentia o suor da dança escorrendo pela espinha. O robe curto estava aberto, a lingerie preta colada na pele úmida, os m*****s duros marcando o tecido fino. Eu sabia que ele via tudo. Sabia que ele queria tudo. — Tira isso. — ordenou, voz baixa, quase um sussurro mortal. Eu engoli em seco. — O quê? — O robe, Caterina. — Ele deu um passo lento, predatório. — Tira. Devagar. Minhas mãos obedeceram antes que minha cabeça pudesse impedir. Desamarrei o laço com dedos trêmulos. O tecido deslizou pelos ombros, passou pelos braços e caiu no chão de madeira com um som suave. Fiquei só de lingerie preta, meias arrastão até metade das coxas e aqueles saltos altíssimos que faziam minhas pernas parecerem infinitas. Exposta. Tensa. Ardendo. Rocco não se mexeu. Só olhou. Olhou tanto que eu senti cada centímetro da minha pele queimar sob aquele olhar. — p***a… — murmurou, quase pra si mesmo, a voz rouca de desejo. — Você não tem ideia do que faz comigo. Ele se aproximou devagar, como se eu fosse um animal assustado que pudesse fugir. Parou a centímetros de mim. Eu sentia o calor do corpo dele, o cheiro dele me envolvendo. Uma mão grande subiu devagar pelo meu braço nu, deixando um rastro de fogo. Chegou no meu pescoço, os dedos envolveram minha garganta de novo, polegar acariciando a veia que pulsava loucamente. A mão livre dele desceu pela minha cintura, pelos quadris, até parar na borda da calcinha. Dedos grossos deslizaram por cima do tecido, bem devagar, roçando o lugar que nunca ninguém tinha tocado. Eu arqueei as costas sem controle, as coxas se abrindo sozinhas, o corpo traindo cada medo que eu tinha. Ele desceu os dedos até a borda da minha calcinha e reforçou seu aperto em meu pescoço. — Você é mesmo virgem, Caterina? — a pergunta saiu direta, sem rodeios, a voz tão baixa que quase vibrou no meu peito. Eu corei violentamente, mas sustentei o olhar. — Sou. Eu disse que era. Ele fechou os olhos por um segundo, como se doesse ouvir aquilo. Quando abriu, estavam ainda mais escuros, quase animais. — Então eu não vou te f***r hoje. — Ele se inclinou, a boca roçando o lóbulo da minha orelha, o hálito quente fazendo minha pele arrepiar e meu corpo tremer, — Mas vou te fazer gozar tanto que você vai implorar pra eu ser o primeiro. Eu soltei um gemido baixinho sem querer. Ele sorriu contra minha pele, um sorriso perigoso. — Rocco… — seu nome saiu como súplica, voz fina e trêmula. — Shh. — Ele mordeu de leve o meu pescoço, a língua lambendo o ponto logo em seguida. — Quieta, bambina. Deixa eu te mostrar o que você fez comigo lá embaixo. Deixa eu te mostrar como isso pode ser bom. Os dedos dele pressionaram mais forte, circulando devagar por cima do tecido úmido da calcinha de renda preta. Eu senti que estava encharcada. Envergonhada, tentei fechar as pernas, mas ele não deixou afastando minhas pernas de um modo nada gentil. A outra mão segurou firme na minha nuca, me mantendo no lugar, forçando meus olhos nos dele. — Olha pra mim, bambina. — ordenou, voz grave, autoritária. — Quero ver seus olhos quando goza. Eu obedeci. Nossos olhares se prenderam. Ele aumentou o ritmo, pressionando exatamente onde eu precisava, o polegar encontrando aquele pontinho sensível que fez estrelas explodirem atrás das minhas pálpebras. Minha respiração virou gemidos curtos, desesperados. Eu nunca tinha sentido aquilo. Nunca tinha me tocado assim. Era demais. Era tudo. — Você já fez isso antes? — eu estremeci e meu corpo vacilou com um espasmo feliz — Eu.. eu… — minha voz vacilou e meu joelhos estavam tremendo, não estava conseguindo formar palavras. Então, eu chacoalhei a cabeça. — Boa menina. — ele inspirou profundamente enquanto seus dedos trabalhavam incansavelmente nas dobras úmidas da minha b****a. — Rocco… eu… eu não consigo… — eu gemi, as unhas cravando nos braços dele quando as luzes alcançaram minha mente. — Eu sei. — Ele beijou minha boca pela primeira vez, devagar, profundo, roubando o ar dos meus pulmões. A língua dele invadiu cada centímetro da minha boca, dominou e me fez derreter contra a parede fazendo meus joelhos ficarem moles. Eu amei a sensação de ter Rocco dentro de mim. Seus dedos eram o absoluto céu. — Goza pra mim, Caterina. Goza nos meus dedos como se fosse o meu p*u dentro de você. Mais um giro bem centralizado e foi o suficiente. Eu explodi num orgasmo brilhante. O meu primeiro induzido por outra pessoa. Minhas pernas cederam, o corpo inteiro convulsionando em ondas violentas de prazer que me rasgaram por dentro. Ele me segurou contra a parede, a boca ainda na minha, engolindo cada gemido, cada soluço, cada tremor. Quando acabou, eu estava mole, ofegante, lágrimas brilhando em meus olhos de tão intenso e o meu corpo inteiro mole como se eu tivesse corrido uma maratona. Ele afastou a mão devagar, levou os dedos brilhantes à boca e lambeu. Olhando nos meus olhos. Sem pressa. — Doce pra c*****o. — ele murmurou, voz rouca de desejo contido. — Quando eu te comer de verdade, bambina, você vai gritar meu nome até perder a voz. Eu não consegui responder. Só fiquei ali, tremendo, com o coração na garganta e o corpo ainda pulsando. Ele me pegou no colo como se eu não pesasse nada, me levou até o sofá de couro preto e me deitou com cuidado. Cobriu meu corpo com o paletó dele. Quente, cheirando a ele. E se ajoelhou no chão ao meu lado, afastando uma mecha de cabelo suado do meu rosto. — Hoje você pagou uma boa parte da dívida. — ele disse, a voz mais calma agora, quase carinhosa. — Mas a partir de amanhã… você dança só pra mim. Entendido? Eu assenti, ainda sem voz, os olhos pesados. Ele beijou minha testa, demorado, os lábios quentes contra minha pele fria. — Boa menina. E eu soube, ali, deitada no sofá do escritório dele, com o corpo ainda tremendo do primeiro orgasmo da minha vida… que eu já estava perdida. Completamente, irremediavelmente perdida pra Rocco DeLuca
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