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1417 Palavras
Nunca entendi por que me sentia assim, já que, para minha irmã e todas as outras garotas, o sexo era arrebatador. Só que as mãos de Calebe em meu corpo eram tão leves quanto plumas, e, quando ele se enterrava dentro de mim, tudo o que eu sentia era desconforto. Nas vezes que eu ousava pedir para que ele puxasse meu cabelo ou me batesse, o resultado era frustrante a ponto de me irritar. Ele puxava errado. Batia fraco. Não sabia enforcar. Me machucava, mas não de um jeito bom e que me desse t***o, servia só para me estressar. Até o dia que, irritado com a minha falta de prazer, eu disse que gostava de um sexo diferente do que ele me oferecia. Achei que pudesse conversar abertamente, contar minhas fantasias, ensinar a forma como meu corpo funcionava e o que eu realmente gostava. Mas, em vez disso, ele apenas perguntou se eu era uma p*****a, porque “só uma p*****a gosta de f***r desse jeito”. Ele me deixou tão envergonhada que, de um dia para o outro, reprimi tudo isso. Passei a ter vergonha de gostar de sexo violento. Vergonha do meu jeito de sentir t***o. Então eu parei. Não de trepar com ele, mas de tentar fazer ser bom para mim. Por vezes, tinha vontade de gritar que não queria ser chamada de docinho e trepar fofo. Eu queria ser xingada, arregaçada, dominada, ser fodida com tanta raiva que, no fim, terminaria ofegante, surrada e completamente fora de mim, em puro êxtase de prazer e destruição. E, se isso me tornasse uma p*****a, bom, eu seria uma p*****a muito satisfeita. O t***o que sinto agora, apenas observando Don, jamais senti em nenhuma f**a com Calebe. Com ele, era monótono. Sempre o mesmo roteiro. Como um homem não é capaz de perceber a frustração s****l de uma mulher e desejar mudar isso? Calebe rugia em cima de mim como um animal, disparando seus jatos quentes, sem ao menos se importar se eu já tinha gozado, se estava, pelo menos, gostando. E é por isso que estar aqui, vendo essa mulher gemer e choramingar, rebolando à medida que ele puxa a calcinha dela para cima, para roçar o pano na sua b****a, enquanto ela engole o p*u dele e rebola contra o colchão de puro t***o, torna o desconforto entre minhas pernas cada vez mais doloroso a ponto de minhas mãos suarem. Fecho os olhos. Eu queria estar no lugar dela. Eu queria até mesmo estar entre eles. Mal percebo quando minha mão se embrenha por baixo do vestido, impulsiva e insensata. Os dedos escorregam pela borda de renda. Me exploro por cima da calcinha, estimulando o clítoris com movimentos circulares, uma massagem que começa lenta, mas não tarda a se intensificar. Me apoio no cobogó quando minhas pernas fraquejam. O tecido está molhado. Eu estou molhada. Me sinto inchada de excitação. Deslizo para dentro da peça fina e arrasto os dedos por meus grandes lábios. Levo-os até o final, colocando-os dentro de mim para amenizar a sensação torpe. A reação é ainda mais forte, o pulso roçando no clítoris sensível enquanto eu me excito. Deus! Eu sei. Sei que pareço uma louca pervertida por estar fazendo isso, me tocando enquanto observo os dois ali, mas não consigo mais lidar com a agonia. Preciso me acalmar. Me embebedo com a expressão de volúpia e rispidez no rosto de Don, prestes a gozar na boca dela. Preciso me imaginar no lugar daquela garota. Vou gozar bem aqui, em segredo, enquanto olho para ele e estimulo minha b****a. Estou quase lá. Meu coração bate rápido e minha visão embaça, mas não o suficiente para evitar os olhos dele. Os olhos dele nos meus. Meu Deus?! Sinto a alma deixar meu corpo. Não é como na noite do Tártaro, quando ele me encontrou no meio da multidão. É muito, muito pior que isso. Paro de respirar. Don está me vendo pelas frestas, disso não tenho mais dúvida. Seus olhos estão nos meus enquanto a mulher engole seu p*u cada vez mais fundo, mais rápido. Todos os músculos que desenham seu corpo esculpido estão enrijecidos. Então ele para. Desata a corda e a manda sair. Meu coração vai explodir no peito. Suo frio, sem ideia do que fazer. A mulher fica perdida. Por longos segundos, ela o encara incrédula. Mesmo assim, não o questiona. Apenas ajeita a roupa e some de vista. Ainda estou petrificada no lugar. Penso em correr e me trancar no banheiro, mas não consigo. Don sobe a calça e eu começo a tremer quando ele vem na minha direção. — Eu… Don… — Cala a boca! — Ele avança até me pressionar contra a parede. Com a mente nublada, minha resposta não passa de um ofegar anestesiado. — Que p***a estava fazendo aqui escondida? Se divertindo? — Não, eu não… — Não?! — Perco a voz quando ele puxa minhas mãos e cheira meus dedos. — Mentirosa. — Tento me desfazer do toque, mas ele me segura firme e inspira minha pele. — Que delícia o cheiro dessa sua b****a gostosa… — Os olhos dele escurecem de t***o. — Estava se masturbando pra mim, Barbie? Minhas bochechas pegam fogo. Seu rosto está tão próximo do meu que as lufadas de ar e o hálito de conhaque me inebriam. A pulsação entre minhas pernas atinge um nível mais doloroso, e eu aperto uma coxa na outra de tanta agonia. — Eu fiz uma pergunta, p***a! — Fito seus lábios tão próximos aos meus. — É melhor responder… O volume duro dentro de sua calça pressionando minha barriga só intensifica meu t***o. Inspiro o ar com cuidado, tremendo. Observo sua expressão cafajeste. O maldito sabe que eu estava siriricando e quer que eu confesse. Quer ouvir da minha boca que eu me toquei por causa dele e que estou tão molhada porque meu corpo está desesperado para ser fodido, não por qualquer um, mas por ele. — E se… eu estivesse? — Minha voz sai num sussurro hesitante. Don ergue uma das sobrancelhas. Meu corpo esbraseia. A luxúria em seu olhar é intensa e queima como lava em erupção. Ele sobe a mão até o meu pescoço e aproxima os lábios do meu ouvido. — Sua filha da p**a safada e pervertida, você não tem noção de onde está se metendo… — Don… — Sua boca resvalando na minha confunde meus sentidos, me desorienta. — Seus olhos me diziam que gostava de s*******m, Louise, mas te ver desse jeito, sentir o cheiro dessa sua b****a melada… p***a, você desperta o d***o em mim. — Fecho os olhos e arfo quando ele encosta a testa na minha e cheira meu cabelo, inspirando minha têmpora, descendo pelo pescoço. — Levanta o vestido. — O quê? — Você me ouviu. Levanta o vestido e arrasta a calcinha pro lado, quero ver sua b****a. Vou ter um treco a qualquer instante. O cheiro dele, a voz sedutora e autoritária, um combo completo que propaga arrepios pela minha pele e ateia um calor que se alastra e causa um incêndio irreversível. Sem demora, faço o que ele manda. — Abra as pernas. Eu as afasto, tentando buscar qualquer resquício de sanidade dentro de mim, mas Don desperta instintos que até então eu desconhecia, que me dominam e intoxicam. É como se não fosse eu mesma ou uma parte minha enfim assumisse o controle. Como se o desejo falasse mais alto do que qualquer outra coisa. Sinto a umidade tomar proporções bizarras quando ele pega dois dos meus dedos e os coloca na boca. Me desmancho sob sua língua quente, meu íntimo latejando com uma violência dolorosa. — Agora continue… — ele manda. — Quero ver seu rosto enquanto goza pra mim. Don desce meus dedos molhados de saliva até o meio das minhas pernas. Apenas o roçar da sua mão próximo da minha virilha é suficiente para me fazer gemer baixinho. Ele encosta a testa na minha. Sua pele tão quente que parece febril. Ele não me beija, mas sua boca roça na minha e seu corpo pressiona o meu possessivamente. — Você poderia fazer isso por mim. Pode me tocar… se quiser — Minha voz fraqueja. Sinto as coisas mais insanas. Vergonha. t***o. Frio na barriga. Tudo se mistura dentro de mim. Uma escuridão voraz preenche seus olhos. — É o que você quer? — Sim… — Então pede, gostosa. Pede com jeitinho, como a p*****a safada que você é.
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