O silêncio entre os dois ficou pesado… daqueles que carregam passado, dívida e sangue. Macário estreitou os olhos, analisando cada detalhe do homem à sua frente, como se confirmasse algo que já desconfiava. — Fala logo — disse, com a voz baixa. — Ou vai ficar nesse teatrinho? O homem deu um passo à frente, ficando cara a cara com ele. Os olhares se chocaram sem medo. — Tu sabe quem eu sou. Macário soltou um riso seco, sem humor. — Achei que tu não tava mais vivo. Aquilo fez alguns dos capangas se entreolharem, confusos. O homem inclinou levemente a cabeça. — Pois é… tentaram me apagar. Quase conseguiram. Pausa. — Mas eu voltei. Macário respirou fundo, passando a mão pelo rosto, claramente irritado. — Fala teu nome então… pros curiosos aqui. O homem olhou ao redor, depois vo

