Almoço de domingo era de praxes se fizesse chuva ou sol vive almoçava na casa da vovó. A matriarca da família Varela não se importava se a neta tinha ido dormir quando o sol já estava nascendo o sistema dela estava queimando por causa do espumante a senhora queria toda a família reunida orbitando e sua volta e era por isso que Vivian estava ali empurrando o portão de ferro da casa da avó quando seu corpo queria estar cheirado no conforto do quarto dela se recuperando das acrobacias de ontem à noite.
Atravessou o Jardim bem cuidado orgulho de sua avó o seguiu pela lateral da casa o imóvel estava na sua família há três gerações E durante este tempo sofreu várias reformas e ampliações sua mãe e irmã Catarina tinham juntado suas economias e construindo mais dois quartos para que os quatro netos de dona sirene tivesse um pouco de conforto e não se matasse em um cômodo minúsculo Vivian dividiu um desse quartos com a prima Leila por quase 15 anos e o outro era culpado por Tássia e Natanael irmãos de Leila.
Vivian sempre morou naquela casa até se mudar para o seu apartamento sua mãe não chegou a deixar a casa de dona sirene um homem que ela engravidou o qual Vivian se recusava chamar de pai fugiu assim que soube da criança quando estava com 5 anos sua tia Lurdinha voltou para a casa da mãe porque o marido achou que era pesado demais cuidar de três crianças e também deu no pé.
E assim vivia cresceu rodeada por toda a família discutindo com Tássia e Leila por roupas, sapatos e maquiagem esmurrando a porta para que Natanael desocupasse o único banheiro da casa. Sorriu ao lembrar, eram bons tempos.
Gustavo Henrique filho de Tássia passaram correndo por ela com uma bola de futebol alheios ao calor do sol do meio-dia um começou a chutar depois que o outro delimitou a área de gol com as havaianas esse posicionou junto ao muro branco na posição de goleiro.
Antes mesmo de chegar na cozinha ouviu a risada estridente de sua tia Lurdinha seguida pelo som das panelas se chocando no fogão.
Sua tia fez uma piada como se ela só viesse apenas para o almoço e ela lembrou que se viesse para fazer o quão r**m era na cozinha e que certamente ninguém comeria essa comida.
O dia foi um típico de famílias tinha aquelas inconveniências tipo tentarem colocar na cabeça de Vivian como ela deveria se casar ter filhos a vidinha medíocre na qual ela sempre sentiu que não se encaixava Vivian queria se divertir viver o momento ter um até um bom emprego para ganhar seu próprio dinheiro independente de ninguém.
a prima insistir em fazer interagir com a filha para que ela perdesse o medo de bebês era como Tássia chamava a aversão de Vivian a crianças e as tentativas dela sempre geravam momentos constrangedores.
Vivian bateu na porta do quarto da vó e entrou dona sirene estava na cadeira de balanço um novelo de linha de crochê no colo e os dedos se movendo numa velocidade invejável ao ouvir hoje da porta ela ergueu os olhos por cima dos óculos das lentes grossas e sorrio para neta.
“Com sua benção, vó” pediu aproximando-se da cadeira e agachando separa que ela beijasse o topo de sua cabeça como fazia desde que Vivian era criança.
Vivian sentou-se na beira da cama tomando cuidado para não amassar o lençol perfeitamente esticado dona serene gostava de manter o quarto impecável não havia nada fora do lugar e nem um grão de poeira sobre as imagens religiosas dispostas na penteadeira de madeira sua avó tentou durante muito tempo aplicar a mesma ordem ao resto da casa mas os quatro netos tornaram a tarefa impossível e ela acabou aceitando o caos que eles faziam da porta do quarto dela para fora.
Vive apenas por ali para receber o carinho e sentir o cheiro que era ali tão familiar o cheiro de infância o cheiro da avó.
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Já era noite quando Vivian chegou em casa suas costas doíam depois de ter arrumado o cabelo de quase toda a família Lurdinha estava cansada de ser ruiva ela tinha mudado a cor das madeixas há duas semanas Leila queria uma escova e Natanael Gustavo Henrique precisavam de um corte.
largou a bolsa de patchwork no sofá e foi para o quarto sonhando com o banho quente e a cama macia mas seus planos foram frustrados assim que viu a bagunça que reinava no quarto a trouxa que ela tinha feito ontem ainda estava jogada ao lado da cama e agora novas roupas cobriam o colchão ela nunca sabia o que usar o vestido usado na noite anterior estava jogado na cabeceira da cama as sandálias tinha sido largadas junto à porta do guarda-roupa e perto delas havia um tecido azul brilhante.
Vim ver se abaixou para pegá-lo e reconheceu a gravata de Gerard inconscientemente os dedos fizeram um carinho suave no acessório e ela se viu lembrando da noite anterior um calor gostoso em radiando para o seu ventre queria vê-lo de novo seria o calor do corpo dele o gosto de sua boca o m****o forte puxando dentro dela outra vez.
Droga ela não era assim ela não ficava ansiosa imaginando um segundo encontro acariciando a peça de roupa e esqueci em sua casa mesmo que o dono da gravata em questão tivesse lhe dado um dos melhores orgasmos da sua vida. Ela conhecia um cara passava a noite com ele e depois seguia em frente não ficava fantasiando com uma segunda vez se acontecesse ótimo tudo bem E quando a frequência ameaçava a transformar a diversão em compromisso ela pulava fora sem dizer adeus este era o procedimento padrão.
O t***o devia estar afetando-lhe o juízo esta era a única explicação para a crise das manias de protagonista de comédia romântica jogou a gravata no chão e despiu-se de uma vez ia tomar um banho cai na cama e esquecer essas tolices amanhã depois de fechar o salão terminaria a noite no samba do Bar do seu Juca beijaria uma boca ou duas e com certeza aquele nerd gostoso seria só uma lembrança.