**Ester Narrando** Eu acordo e vejo que estou deitada no peito de Sampaio. Ao levantar minha cabeça, nossos olhares se encontram e ele me encara, ainda meio adormecido. — Acho que já é tarde — digo, tentando esconder meu desconforto com a situação. — Você precisa ir. Antes que alguém veja você saindo daqui de madrugada. — Precisamos conversar, Ester — ele diz, com uma expressão séria. — Precisamos resolver a nossa vida. — Não temos que resolver nada, Sampaio — respondo, firmando o olhar. — Na verdade, precisamos apenas matar o meu tio e resolver a minha liberdade. Ele me olha com um misto de surpresa e preocupação. — Eu não quero que você vá embora. — Eu preciso ir embora — afirmo, com a determinação que não me abandono. — Esse lugar é seu, da sua família, e não meu. — Você sabe qu

