156 - Terror

1057 Palavras

Terror Narrando Acordei com o barulho dos cadeados batendo e o grito dos carcereiros mandando geral levantar. Aqui dentro, parceiro, não tem essa de acordar no teu tempo. O dia começa quando eles mandam. O corredor já tava naquele clima pesado de sempre: uns caras resmungando, outros já colando na grade pra ver o movimento, e aquele cheiro azedo que mistura suor, mofo e tristeza. O café da manhã é a mesma parada todo dia: um pão duro, às vezes até com mofo escondido, e um café ralo, quase água suja. Eu pego porque a fome é föda, mas engulo no seco, sem gosto, só pra manter o estômago de pé. O parceiro de cela, o negäo, comeu o dele e já deitou de novo, cochilando no canto, tentando fugir da realidade no sono. E eu fiquei ali, sentado na cama, olhando pro nada, com a mente a mil. Porque

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