Sofia Narrando Depois que eu desci e conversei com a dona Ingrid, fui direto pro banho. Precisava lavar o dia, tirar aquele peso do corpo e da mente. A água quente caiu nos meus ombros e pareceu aliviar um pouco a tensão, mas na minha cabeça o Iran não saía nem por um segundo. Terminei o banho, vesti uma roupa confortável e fui pra cozinha. A comida quentinha já tava ali no fogão: arroz, feijão fresco e um franguinho ensopado que a dona Ingrid deixou preparado. Comi em silêncio, saboreando cada garfada como se aquele prato simples fosse o banquete que eu mais precisava naquele momento. Depois de alimentar o corpo, subi pro quarto determinada a alimentar o espírito. Peguei o notebook, sentei na cama, ajeitei o travesseiro na cabeceira e abri o processo do Iran. O coração apertou quando v

