154 - Sofia

1102 Palavras

Sofia Narrando Saí do presídio com os olhos ardendo, como sempre acontece. Não adianta, toda vez que deixo o Iran ali dentro meu peito aperta, minha visão embaça, e o mundo parece mais pesado. Mesmo sendo advogada, tendo meus privilégios, podendo andar por aquelas bandas com mais liberdade que muita gente, ainda dói. É como se, toda visita, parte de mim ficasse lá trancada com ele. Engoli o choro, respirei fundo, ajustei os óculos escuros no rosto e segui em direção ao carro. A brisa quente da rua bateu no meu rosto, mas não refrescou a cabeça fervendo com os pensamentos. Entrei no carro, bati a porta com força, girei a chave e o motor roncou. Era hora de seguir. Dirigi com calma no começo, tentando organizar as ideias, pensando em tudo que eu precisava fazer ainda naquele dia. Mas foi

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR