Terror Narrando Eu não dormi nada na noite antes do julgamento. Quem consegue? Eu ficava encarando o teto da cela, pensando em tudo que podia dar errado. Mas, no fundo, eu confio na Sofia. Se tem alguém que pode me tirar dessa enrascada, é ela. A mulher é braba demais. Eu nunca vi igual. No dia seguinte, quando entrei naquela sala, o coração batia na boca. Os olhos de todo mundo em mim, os jurados me encarando, os advogados cochichando entre eles, parecia que já tavam me condenando só no olhar. O juíz pediu silêncio e o julgamento começou. Eu sentei ali, quieto, igual Sofia mandou. Meu papel era escutar e só falar na hora certa. Só que, mano, conforme as acusações começaram a ser lidas, o sangue ferveu. — O réu é acusado de chefiar organização criminosa, tráfico de drogas em larga escal

