Sofia Narrando Esses últimos dias, eu não saí de casa pra nada. Entreguei o morro na mão do Bradock e falei pra ele segurar tudo, porque eu precisava de foco total. Me tranquei dentro do quarto, enfiei a cara no notebook, mergulhei de cabeça no processo. Passei horas e horas estudando cada detalhe do caso, repassando as falas na frente do espelho, ensaiando no meio do quarto, como se o juiz e o promotor tivessem ali na minha frente. Eu tava nervosa? Tava. Nervosa pra cärai. Mas não teve um dia que eu não dobrei meu joelho no chão, que eu não orei, que eu não chorei pedindo pra Deus me dar força, sabedoria e me guiar naquele tribunal. — Senhor, me usa como instrumento. Me dá palavra, me dá calma, me dá coragem. — era o que eu pedia todo santo dia, com o coração apertado, mas cheio de f

