Acordo com uma luz forte em meu rosto, não me lembro de nada. Só de ter ido ao jazigos da minha família pedi perdão ao meu pai. Olho para quarto e não é o meu. Vejo alguns aparelhos de hospital, e fico intrigado de como vim parar aqui e mais, o porque estou aqui. Me sento e minha cabeça lateja um pouco. A porta é aberta por uma enfermeira. Ela me olha e sorrir.
- O que estou fazendo aqui? Peço assim que ela se aproxima.
- O Sr foi encontrado desmaiado e com febre pelo seu irmão. Parece que o Sr estava no temporal. Ela diz.
- Cadê meu irmão?
- Está lá fora conversando com o médico. O Sr deseja alguma coisa?
- Água e também quero falar com meu irmão. Falo sentindo minha garganta seca.
- Vou pegar para você e dizer ao seu irmão que você já acordou. Ela fala e sai do quarto.
Será que eu acabei dormindo no jazigo? Eu não me lembro direito o que houve. A porta é aberta novamente com Elliot entrando.
- Cara, você me matou de susto sabia? Ele fala sério.
- O que houve? Peço.
- Você estava desaparecido dois dias. Taylor acabou ligando para mim, e disse que você havia saído de casa apavorado. Até cheguei a achar que era alguma coisa com Ana e seu filho, porém você não aparecia, e também não atendia o seu celular. Tive que mandar ativar o rastreador do seu carro, porque seu celular estava no seu quarto. Gail o encontrou e me disse. Te encontrei no jazigo dos nossos pais e avós todo molhado e queimando na febre. Trouxe você para cá. Agora me explica o que você estava fazendo no jazigo da nossa família. Abaixo a cabeça envergonhado. Sei que Elliot não acusou meu pai tanto quanto eu, ele reagiu m*l ao saber que supostamente papai tinha uma amante, mas eu travei uma guerra com meu pai.
- Papai deixou uma carta para mim. Falo e suspiro.
- O que dizia nessa carta? Elliot pede curioso.
- O motivo do casamento com Ana, a verdade que ele nunca teve uma amante, e principalmente que Ana é nossa prima distante. Foi ela que me salvou quando eu tinha treze anos e quando ela acabara de nascer. Papai e o pai dela queria protegê-la, pois a mesma ficaria sozinha após a morte do pai. Você percebe o quão e******o eu fui? Você percebe como fui intransigente com papai e Ana? Como eu pude me cegar tanto Elliot? Papai sabia que iria ter divórcio, por causa da minha falta de compreensão, minha falta de inteligência. Por isso o advogado me deu a carta. Eu fiquei destruído ao ler que ele nunca traiu a nossa mãe, e também que Ana foi quem me salvou e eu acabei com ela da pior forma possível. Eu estou devastado por dentro Elliot.
- Eu sinto muito por tudo irmão, e espero mesmo que Ana te perdoe e que vocês dois consigam seguir em frente.
- Eu também espero que ela me perdoe, que me deixe fazer parte da vida dela e do nosso filho.
- Então vamos a Portland resolver isso? Elliot pede me surpreendendo.
- Você vai comigo? Eu peço.
- Não vou deixar você ir sozinho. Eu não sei como ela vai reagir com você e dependendo da reação dela, eu prefiro está por perto. Não quero te ver para baixo Christian, você tem que voltar a ser forte, voltar a ser aquele cara determinado de antes. Esquecer essa Merda toda e buscar seu presente e futuro. Hoje eu vou com você, também quero pedir desculpas para ela. Afinal de contas não foi só você que foi hostil com a mesma.
- E como está Mia? Peço lembrando da minha irmã.
- Está ótima. Perguntou por você e eu contei a ela como você estava no hospital. Ela queria vim te ver, mas eu achei desnecessário, já que o médico disse que você estava com febre e logo iria passar.
- Você disse que iríamos hoje? Como? O médico já vai me liberar? Peço.
- Sim. Ele já vem com a alta. Só estava esperando você acordar. Pedi a Taylor para arrumar seu avião e arrumar algumas peças de roupas para você.
- Quero passar na clínica e ver Mia. Falo e Elliot sorrir.
Não demora muito para o médico me examinar e me liberar. Vesti minhas roupas e fui para a clínica com Elliot na direção. Ele me perguntou o que eu diria a Ana, e eu não soube responder. Eu pretendo pedir desculpas primeiro. Talvez não deixar a minha mente falar, e sim meu coração.
Na clínica, Mia estava radiante. Eu amava vê-la assim. A mesma pulou em meus braços sorridente.
- Estou tão feliz em vê-lo Christian. Ela fala me apertando em seus bracinhos finos.
- Eu também estou muito feliz em te ver. Ainda mais assim, tão bem. Falo feliz.
- O médico disse que eu poderei sair daqui um mês. Mia fala e ficamos feliz por ela.
- Que ótimo Mia. Espero que você tome juízo nessa sua cabeça e não queira voltar nunca mais pra cá. Elliot diz.
- Eu também espero. Falo sério, mas logo depois a puxei para meus braços. Eu te amo muito Mia, e não quero nunca mais te ver destruída daquele jeito.
- Eu também não. Prometo para vocês que não vou entrar em recaída. Ela fala e eu fico feliz em ouvir isso. Eu quero pedir uma coisa para vocês dois. Ela indaga e eu e Elliot nos olhamos.
- Pode pedi. Elliot pede.
- Não quero mais morar na casa dos nossos pais. Aquilo me traz lembranças dos nossos pais, boas e ruins. Mas eu não quero morar lá mais. Quero que vocês comprem um apto para mim. Ela diz e sorrimos com seu pedido.
- Não nos importamos com isso. Vamos devolver o que é seu. Falo e Elliot assenti.
- Não, por enquanto podem ficar responsáveis por eles. Quando sair daqui vou procurar uma faculdade e vocês me dão uma quantia mensal.
- Você é quem sabe. Elliot fala. Christian precisamos ir.
- Aonde vocês vão? Mia pede sorrindo.
- Ver Ana. Eu preciso pedir perdão.
- Elliot me contou que ela está grávida. Eu vou ser titia. Mia diz empolgada.
- Espero que ela deixe a gente participar da criação dele.
- Anastásia é boa Christian, ela nao faria isso. Mesmo sendo o certo a se fazer com a gente, eu creio que ela não fará. Mia diz me surpreendendo.
- Papai nunca teve uma amante Mia. Anastásia foi quem me salvou ao treze anos de idade. Falo e Mia fica pensativa. Olha precisamos ir. Quando voltar eu venho te ver. Dou um beijo nela e Elliot faz o mesmo. A hora que iríamos sair Mia nos chama.
- Tire a tia Elena da nossa casa. Não quero ela mais lá. Ela fala nos surpreendendo. Parados na porta a questionamos.
- Porque? O que ela fez a você? Elliot pede.
- Vão para viagem de vocês e depois quando voltar tenho algo para contar. Mas quero que vocês tirem ela da nossa casa. Mia fala firme. Ficamos intrigados, mas saímos do quarto.
Elliot já estava com pé atrás com Elena, agora ficamos os dois preocupados com que ela pode ter feito a Mia. Espero que não seja nada grave, porque eu mataria Elena. Ela não sabe do que eu sou capaz de fazer por causa da minha irmã.
Já era quase três da tarde quando chegamos a Portland. Hoje era sábado, então o trânsito até a fazenda de Ana estava calmo. Ao chegar notei um lugar bem grande. Seu pai fez um belo trabalho na entrada da fazenda. Entramos e fomos direto para a entrada da casa, que por sinal era espetacular. Fico feliz do pai dela ter deixado a mesma bem. Essa hora eu estaria o dobro de remorso. Taylor para o carro, e meu coração começa a bater a mil. Suspiro e sei que essa é a hora.
- Cara, fica calmo. Eu vou primeiro, vou em missão de paz, e depois deixo vocês dois conversando. Eu quero conhecer essa belezura de fazenda. Elliot diz sorrindo.
Descemos do carro e fomos para a porta principal. Elliot toca campainha e não demora muito para Ava abrir a porta. Já fazia muito tempo que não há via e ela está grande, mas ainda continua a cara de Elliot.
- Cara não é possível essa menina não ser nada nossa. Elliot sussurra.
- Ei gatinha, tudo bem? A tia Ana está?
- Está no quarto dela. Ava fala. Escutamos uma voz vindo de dentro.
- Ava meu amor, quem é? Uma loira de olhos verdes chega na porta e fica pálida ao ver Elliot.
- Merda, eu não acredito. Elliot fala e eu não entendo.
- Está tudo bem Elliot? Peço.
- Porque você não me disse? Ele pede olhando para loira e passando as mãos na cabeça.
- O que vocês querem? A loira pede.
- Não, não mesmo, você não vai fugir da minha pergunta. Elliot diz exaltado assustando Ava.
- Mamãe o que está acontecendo? Ava pede. Então essa é Katherine Kavanagh.
- Ava, você pode me levar até a sua tia Ana? Peço, porque acho que alguém descobriu algo aqui.
- Sim tio Chris. Ela fala e Elliot não tira os olhos de Katherine.
Saio deixamos os dois na porta. E Ava me leva para o andar de cima. Vejo que são vários quartos. Ava me leva ao último da esquerda. A porta está fechada.
- Pode bater tio, eu vou deixar você aqui porque não posso ouvir conversa de gente grande. Ela fala me fazendo sorrir.
- Obrigada! Digo dando um beijo na bochecha dela. Ela sai cantando uma música de criança e eu volto o meu olhar para a porta. Suspiro. Essa é a hora.
Bato na porta e escuto a voz dela pedindo para entrar. Abro e ela está deitada lendo um livro. Está parecendo mais magra, seus cabelos estão bagunçados pela posição que ela está apoiada na cama. Ela tira o livro da frente e se assusta ao me ver.
- O que faz aqui? Ela pede já levantando. Olho para sua barriga e ainda não está visível. Talvez porque ela deva estar de poucos meses.
- Desculpe, quero conversar com você. Acredito que precisamos conversar.
- Eu não preciso conversar com você. Ela fala e seu rosto demonstra toda a chateação que ainda sente por mim.
- Mas eu preciso. Suspiro. Como você e o nosso bebê está? Peço antes de mais nada. Ela dá um sorriso de canto.
- Eu estou ótima, e meu bebê também. Agora se é isso que você gostaria de saber, por ir embora. Ela fala não olhando para mim.
- Eu vim te pedir perdão. Eu fui um t**o, um i****a. Não acreditei em você, eu não tenho maneiras para consertar meu erro. Digo e ela me olha.
- Você chegou a conclusão da verdade pela carta do seu pai? Ela pede eu fico surpreso.
- Como você sabe? Peço.
- Eu recebi duas cartas. Uma do meu pai e uma do seu pai. Mas não interessa isso. Respondi a minha pergunta.
- Constatei dias depois da nossa noite, mas confesso que a carta do meu pai me fez ver muitas coisas que eu não via. Eu estou mais que arrependido. Eu ao invés de te agradecer por ter me dado a vida novamente, eu te ataquei. Eu fui o pior dos homens. Eu peço que me perdoe, que me deixe consertar a coisas com você, que me deixe fazer parte da sua vida e do nosso filho. Falo e ela não diz nada. Ana. A chamo, mas nada.
- Sabe o que mais dói em mim? Ela pede quebrando o silêncio. Eu não digo nada, espero ela responder. Que tem coisas na vida que não dá para consertar. O que você fez comigo, suas palavras não dá para apagar. Eu fui odiada por você, sem nem almenos ter feito nada a você e nem a sua família. Eu não posso esquecer da noite para o dia o que você fez. Então eu não te perdoo. Pode ir embora por favor. Ela fala e eu fico sem reação.
- Eu não posso mudar o que eu fiz, o que aconteceu. Mas eu posso te mostrar um cara diferente daquele que você conheceu. Eu posso ser diferente, na verdade eu posso ser eu mesmo, porque aquele que você conheceu não era eu, era um i****a que mudou quando achou que seu pai traia a sua mãe.
- Eu não quero conhecer você, nem o antes e nem o depois. Eu só quero que você não volte a me procurar.
- E nosso filho? Eu quero fazer parte da vida dele. Falo não querendo abrir mão dele, e nem dela, porque se vou vê-lo, vou poder vê-la também.
- Você não tem filho. Eu tenho um filho. Esse bebê é meu. Ele ainda não nasceu para ser seu. Quando ele nascer você saberá e poderá vê-lo sem problema nenhum. Ela diz e suspiro. Pelo menos isso. Tomará que com o tempo ela me perdoe
- Tudo bem. Quero saber sobre as consultas de pré natal. Quero acompanhar tudo de perto.
- Isso você não terá. Ela fala e eu fico sem entender. Não quero você perto de mim enquanto o bebê não nascer. Não precisamos nos ver, nos falar e nem nada. Já disse que enquanto meu bebê estiver dentro de mim não quero sua aproximação.
- Ana por favor. Sempre sonhei com esse momento. Sempre esperei para ter um filho. Não tire isso de mim.
- Você fez pior comigo. Minha dignidade, minha alegria. Você me humilhou por três anos, e a pior humilhação foi ter me entregado a você e ainda ser humilhada. Portanto não estou te tirando nada comparado ao que você me tirou. E friso novamente, enquanto esse bebê tiver crescendo aqui não quero você perto. Você não me acompanhará em nada, nenhuma consulta. Seu contato com ele será quando o mesmo nascer.
- Não faz isso. Me puna de outra forma. Não olhe mais na minha cara, mas não me deixe de fora desse momento. Peço, e ela vai até a porta e abre.
- Vai embora. Daqui seis meses eu te ligo para te avisar que ele nasceu. Passo as mãos na cabeça. Não acredito que ela vai fazer isso comigo. Suspiro pesado e saio do quarto, olhei novamente pra ela, e ela nem me olha, fecha a porta sem se importar.
Ela não pode fazer isso comigo. Eu preciso fazer parte desse momento. Eu darei tempo a ela, mas eu quero acompanhar a gravidez dela. Sentir nosso filho, vê-lo crescer na barriga. Vê-lo todo mês no ultrassom, sentir aquela emoção de vê-lo pela primeira vez através da tela. Eu quero passar por isso, eu sentir o amor crê-se por ele, também ver os olhos dela brilhando ao sentir ele mexer pela primeira vez. Droga, eu não quero perder isso tudo, não quero deixar de fazer parte desse momento. Mesmo que ela não me perdoe, vou mostrar que sou diferente.