CAPÍTULO 6

2088 Palavras
Eu estava ali sem saber quem era aquela mulher e também sem saber o porque dela me acusar também de ser a amante de um homem que nunca vi. Ela também estava me olhando com raiva, espanto, ou algo assim. Eu não saberia decifrar já que não a conhecia. Vejo Mia levantar do sofá sorridente e abraçar a mulher. - Tia Elena, porque você sumiu? Estava com saudades. Ela diz e a tal Elena desviou seus olhos de mim e olhou para Mia que já agarrava em um abraço. - Oi querida, eu também estava com saudades. E vejo que cheguei em uma hora boa né. Tal Elena fala voltando seu olhar para mim. - Sim, pegou o casamento de Christian a tempo. Mia fala com desdém. - Casamento? Porque você está se casando com essa mulherzinha Christian. Ela pede chegando mais perto de mim. - Uma exigência do testamento do meu pai Tia. Mas depois explicamos a você, quero acabar com essa palhaçada agora mesmo. Christian fala sem paciência. - Calma querido. Não é possível que seu pai quis fazer isso com você. Casar você com a própria amante. Não aguento mais essas acusações sem fundamento. Chega. - Eu não aguento mais vocês me acusando de algo que eu não fiz. Quero provas. E não me venham com merda dessa foto que não sei de onde surgiu. Falo cansada desse papo de amante. - Não precisamos provar nada a você. Elliot fala. Já basta saber que você entrou em nossas vidas para destruir nossa família. - Destruí a sua família? Como eu fiz isso? Que p***a eu fiz a vocês para me acusarem dessa forma? Falo exaltada. - Não adianta você negar sua vigarista de quinta. Nós sabemos quem você é. E agora eu tenho mais certeza que tudo que você quer é dar o golpe. Elena fala e eu abaixei a cabeça em negação e depois levanto sorrindo. - Você não sabe o que está dizendo titia. Resolvo provocar. Eu posso não ser tão rica quanto vocês, mas meu pai tinha dinheiro suficiente para eu não me preocupar. Digo e Christian já destila todo seu ódio por mim. - Dinheiro esse que tenho quase certeza que foi dado pelo meu pai por comprar você. Christian diz e eu me cansei de ser acusada dessa forma. Olhei para o advogado e para o Juiz. - Vamos encerrar essa palhaçada aqui. Onde eu assino. Peço e o Juiz me mostra. Assino e olho para todos ali na sala, respiro fundo. Vocês não sabem quem eu sou e não me conhecem direito. Eu ainda vou ver cada um de vocês me pedindo desculpas. Digo com raiva. Há querido marido. Falo olhando para Christian. Não espere sua v***a em casa. Digo e saio daquele ninho de cobras. Já não bastava mais três me acusando, agora tinha mais uma. Pai, eu nunca contestei seus atos, suas decisões, mas essa eu condeno. Porque você fez isso comigo? Sempre fui uma boa filha, e agora estava pagando por algo que só você sabia. Minha vida será um inferno com a essa família, e eu não posso fazer nada em três anos. Porque, porque eu tenho que passar por isso? Fui para o apto de Kate e me deitei na cama e chorei, chorei tudo que tinha que chorar, porque como disse José, eu não posso demonstrar minha fraqueza para essa família. Passo o resto do dia trancada no quarto e a noite acabo dormindo pensando que isso só está começando. No outro dia era sábado, e eu não queria ir para a minha nova casa. Tomei um banho e coloquei uma roupa de ginástica. Iria correr um pouco. Eu precisava colocar meus pensamentos no lugar, e ainda ter paciência para a minha nova vida, onde esses três anos seria meu fim. Acabo de calçar meus tênis e sigo para rua. Kate adora correr, mas pena que minha amiga não pode me fazer companhia hoje. Saio do prédio correndo, vou até o píer e me sento ali vendo o mar, o sol que quer porque quer ir embora, sendo que o mesmo m*l saiu. Seattle tem uma temperatura muito inconstante, no mesmo momento que temos sol, daqui a dois minutos temos chuva. Fico sentada ali, até ver meu celular tocar, é José. Sorrio, pois ele pode alegrar meu dia. Atendo e ele me chama para ir ao seu apto, ele e seu amigo Jack, estão sozinhos em casa. Levanto e digo que já estou indo para lá. Não quero ficar em casa sozinha pensando nessa Merda de vida. Chego no apto de José e Jack. O porteiro já me permite subir, pois os mesmos já estão me aguardando. Vou até o quinto andar de elevador e a porta do apto já está aberta. Bato na mesma. - Oi gente, cheguei. Falo adentrando. - Entra gata. Como você está? José pede. - Agora bem. Cadê Jack? Questiono. - Foi comprar algumas coisas para o nosso almoço. José fala. - Hum. Não vou atrapalhar né? Indago. - Claro que não Ana. Você nunca atrapalha. Fique a vontade. Já tomou café da manhã? - Ainda não. Levantei e fui correr um pouco. Digo. - Ótimo. Vamos tomar então. Não quero ver a Srta com fome. Sorrio com o jeito dele. Começamos os dois a tomar café e a conversa de coisas da faculdade. José queria que eu o ajudasse numa exposição para suas fotos. E claro que eu iria ajudá-lo. Ele estava separado alguns dos seus quadros para fazer essa exposição daqui dois meses. Jack chegou e nossa festa estava arrumada. Passamos o sábado todo em casa e a noite os meninos me convenceram a ir a uma balada. Demais que eu aceitei. Fui em casa e me arrumei. Coloquei uma calça jeans e uma regata, peguei uma jaqueta, pois se fizesse frio eu estava precavida. Calcei um salto médio. Fui em direção ao meu carro e me encaminhei para o apto de José e Jack. Eles não tinham carro, então eu seria a motorista de hoje. Parei em frente ao prédio deles e dei um toque neles através do meu celular. Eles desceram e entraram no carro sorridentes. Fomos rumo a boate. A boate estava cheia, lotada para ser mais exata. Entramos e encontramos uma mesa vaga. Nos sentamos e uma garçonete já veio para questionar o que beberíamos. Jack pediu uma cerveja, enquanto José pediu uma tequila. Eu iria ficar com uma cerveja só, pois como estava dirigindo não podia beber demais. Estávamos tentando conversar, mas o barulho da música estava alto demais. - Gata, você casou ontem, e cadê a aliança. Jack pede e eu olho para meu dedo, nem lembrei disso. Sair daquela casa tão chateada, que nem lembrei que tinha que colocar uma aliança em meu dedo. - Nossa nem lembrei que tinha que ter colocado uma aliança. Esse casamento foi pior do que eu pensei. Falo triste lembrando de ontem. - Não, não, não, nada de ficar para baixo linda. Estamos aqui para curtir. Desculpe ter tocado nesse assunto. Jack diz e eu sorrio para ele. - Não se preocupe. Vamos esquecer isso, e vamos curtir. Digo esquecendo completamente que eu estou casada. Ficamos na boate até as duas da manhã. Dançamos, e vi Jack e José ficarem loucos na pista de dança. Eles pareciam almas gêmeas, de tanto que se davam bem. Torço para ambos serem felizes, se não for um com outro, que sejam com pessoas legais iguais eles. Quando saímos da Boate, tanto Jack quanto José estavam meio bêbados. Os ajudei a entrar no carro e quando eu ia para o lado do motorista vi minha então agora cunhada com um cara passando um pacotinho para ela. Fiquei observando, ela passou dinheiro para ele e depois foi para dentro da Boate. Só falta essa louca está envolvida com porcarias. Suspiro e entro no carro. Deixo os meninos em seu prédio, mas exatamente no apto deles. Depois fui para o meu apto. Acordo tarde, olho no meu celular já são quase uma da tarde. Não tenho vontade nenhuma de levantar, porém a fome me consome, então resolvo levantar. Vou ao banheiro e faço a minha higiene. Vou para a cozinha e faço uma salada com uma carne grelhada. Depois de comer, arrumo a cozinha. Me deito no sofá e meu celular toca. É Kate, ela me diz que vai voltar somente à noite. Eu informo que estarei na minha nova casa. Peço para ela passar na fazenda e trazer a minha bolinha de pelos. Eu não sei se o rabugento vai aceitar que meu cachorro fique no apto, mas de qualquer forma, vou arrumar um hotel de animais aqui para deixá-lo durante a noite e o tempo que tiver na faculdade. Vou até o quarto e começo a fazer a minha mala, não vou levar tudo, mesmo porque trouxe poucas coisas da fazenda. Se precisar no final de semana vou para lá e trago mais coisas. Acabo de fazer a mala. Tomo um banho e já são quase seis da tarde. Pego minhas coisas da faculdade, suspiro, pois a partir dessa noite meu pesadelo começa. Cheguei no prédio dele e informo ao porteiro que sou a esposa do Sr Grey. Ele me ajudou a colocar a mala no elevador e colocou o código no elevador. Ele começa a subir e eu torço para não ter ninguém no apto. As portas se abrem e eu saio com a mala. Um homem vem até a mim. - Boa noite Sra Grey. Deixa que eu lhe ajude com essa mala. Ele fala. - Qual seu nome? Peço. - Taylor, Sra. - Obrigada Taylor e me chame de Ana. Ele não fala nada e pega a minha mala. Entro atrás dele e meu querido "marido" está vendo a paisagem de Seattle pela janela. Como eu não quero muita conversa, só quero saber qual é meu quarto, porém noto que ele não está sozinho. A noiva também está aqui. Ele ainda não me viu. - Suzanna, por favor não insiste. Eu já disse que não vai dar certo isso. Vamos esperar passar esses três anos e depois conversamos. Ele diz. - E se nesses três anos você se apaixonar por ela? Suzanna pede. E é uma resposta que eu quero ouvir dele. - Impossível. Nunca me apaixonaria por uma v***a, vagabunda, uma destruidora de lares. Essa chance ela não terá comigo. Suspiro, porque minha vida não é nada fácil. - Acho ótimo que você pense assim. Qual é o meu quarto? Indago para ele que vira sua cadeira para mim e me lança um olhar de raiva. - Resolveu aparecer? Achei que iria ficar com aqueles homens e ainda iria mais uma vez se expor em uma boate. Já vi que tem alguém me seguindo. - Hoje não, hoje eu quis ficar em casa. Mas vejo que você sabe cada passo meu. Espero que eles tenham te dito quantas vezes eu fui ao banheiro. Falo irônica. - Cuidado com que você faça. Eu não quero ver uma nota do meu sobrenome nos jornais. Ele diz com raiva. - Não se preocupe marido, da minha parte você não verá nada, agora da sua irmã, não posso dizer o mesmo. Aliás, ao invés de você se preocupar comigo, de colocar gente para me vigiar, deveria vigiar sua irmã. - O que você tem a haver com a minha irmã? Cuidado, pois você já nos fez m*l demais, e se eu souber que você está tentando prejudicar mais ainda minha família, eu acabo com você. - Eu não vou perder meu tempo discutindo com você. Por mim pense o que quiser. Só quero uma coisa de você. Falo e ele me olha. Que evitemos nos ver, temos três anos para conviver juntos, então peço que tentamos ao máximo não nos ver. Eu não preciso de você, e você muito menos precisa de mim. Vamos tornar esses três anos menos desagradáveis. - Eu só quero que você cumpra honrando meu sobrenome. - Já disse que não serei eu jogar seu querido sobrenome no lixo. Agora você pode me dizer onde é meu quarto? - Qualquer um. Ele fala virando de costa para mim. Suzanna me olha como se ela fosse a esposa. Tenho dó dela. Subo e encontro três quartos de hóspedes. Entro em um deles e Taylor já vem com a minha mala. Agradeço o mesmo, e fecho a porta. Que esses três anos passe rápido, e menos doloroso.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR