CAPÍTULO 7

2439 Palavras
Eu ainda estava indignado em ter que em casar com aquela mulher. E o pior é que ela não se abalava com nada do que eu falava. Ela continuava mentindo pra gente na cara dura. Como pode ser tão dissimulada? Como pode ser tão hipócrita? Mas ela acha que vão ter alguma coisa de mim, não vai ter. Se a intenção de papai era deixar sua amante bem, ele não fez bem em deixar essa responsabilidade para mim. Pois eu não cuidaria dela, e ainda transformaria a vida da mesma em um inferno. O advogado pediu para que eu fosse em seu escritório e levasse a meus documentos e ainda assinasse a papelada para levar ao cartório. Fui antes de encontrá-la. Queria mesmo era evitar olhar para a cara de hipócrita dela. Entreguei meus documentos e ele tirou xerox e me entregou os originais. Também assinei os papéis para entrar com a papelada. Ele me mostrou os papéis do acordo pré nupcial. Eu não assinei, queria ler primeiro para ver se a bandida não colocou alguma cláusula a favor dela. Na hora que eu sair da sala, a biscate estava chegando. Ela passou por mim sem olhar na minha cara, porém eu tinha um recado para dar a mesma. - Eu mandei investigar se sua filha é filha do meu pai. Se for confirmado, eu vou tirá-la de você. Não vou deixar um ser indefeso ser cuidado por uma pessoa como você. Falo e ela tem um sorrisinho no rosto, que eu vou tirar assim que acabar com ela. - Boa sorte. Tomara que você consiga provar que ela é filha do seu pai, e ainda que consiga tirá-la da mãe. Ela diz e antes que eu responda a maldita fecha a porta na minha cara. Ela acha que eu estou brincando, mas não estou. Welch está com tudo pronto para me entregar, inclusive pedir a ele para verificar se tem registros onde meu pai ia, ligações antes dele morrer, alguma coisa que ligue a essa maldita, e assim eu vou poder desmascará-la de vez. Ela não vai pode mentir mais para mim. Volto para o escritório e afundo a minha cabeça no trabalho. É a única coisa que está me mantendo são, depois dessa do meu pai. Eu já não estava feliz com ele em vida, agora que está morto, e depois dessa exigência no testamento, meus sentimentos estão piores. Eu odeio mais ainda, e esse sentimento não vai mudar tão cedo, pelo contrário, só vai crescer a cada dia que eu passar casado com aquela mulher. Sou tirado os meus pensamentos com Andreia me dizendo que Welch está me aguardando. Digo a ela, que ele pode entrar. Espero alguns segundos e vejo ele entrar com seu jeito de militar. Ele vem até a mim e me cumprimenta com aperto de mãos firme. - Como vai Sr Grey? Ele pede - Bem. O que você tem para mim? Indago não querendo enrolação. - Primeiro vamos falar da menina, Ava Kavanagh. Ele diz o sobrenome e eu fico confuso. - Não seria Ava Steele Grey? Digo ainda confuso. - Não Sr. A menina não é filha da Srta Steele. É filha de uma amiga Katherine Agnes Kavanagh. Não acredito nisso. - Então a menina não tem nada haver com a Srta Steele? Peço para confirmar. - Não, a não ser o fato dela ser madrinha da menina, nada mais que isso. - Tudo bem, mas e quanto ao meu pai? Descobriu alguma coisa? - Sim. Seu pai fez a última viagem a Portland a três anos a trás, antes da morte da sua mãe. - Onde a Srta Steele mora? Peço colocando em movimento minha cadeira de rodas. - Em Portland. Ele só confirma as minha suspeitas. - Mais alguma coisa? Peço já com raiva. Ela menti descaradamente, tendo todas as evidências contra ela. - Sim, seu pai a vinte anos fazia duas vezes por mês visita a Portland. Ele se hospedada em hotel e mantinha contato com várias pessoas, inclusive Raymond Steele. - Srta Steele tem vinte anos. Afirmo mais para mim. Eu não acredito que meu pai, não, não mesmo. Esse pensamento é repugnante. - O Sr também me pediu as ligações que ele fez durante o período que ele estava vivo. Ele fez várias ligações, uma delas para um número específico, no qual constam diversas ligações a três anos atrás. - Que número é esse? Ele está ativo ainda? Indago intrigado. - Sim. Está, ele pertence a Srta Steele. Volto a minha cadeira de roda para o lugar e olho para Welch. - Você tem certeza disso? Peço, pois com isso a ordinária não vai poder contestar nada. - Sim. Esse número é novo, ele só tem três anos e meio de uso. E sempre esteve em nome de Anastásia Rose Steele. Ela não vai poder negar agora que mantinha contato com meu pai. Ela é... eu não tenho nem palavras para descrevê-la. - Algo mais Welch? Peço irritado. - Não Sr. E o Sr deseja mais alguma coisa? Ele questiona. - Sim. Quero que coordene com Taylor dois seguranças para seguir a Srta Steele. Daqui a alguns dias ela estará morando no escala e quero saber cada passo da mesma. Falo. - Tudo bem Sr. Mais alguma coisa? Ele pede. - Não. Só isso. Falo e ele se levanta e me dá um aceno positivo com a cabeça. Ódio me consome. Como ela pode se fazer de vítima? Como ela mente descaradamente? Ela vai me pagar por tentar nos fazer de i****a. Ela vai me conhecer e aprender que nunca mais deve destruir uma família. Não tenho mais cabeça para o trabalho. Preciso conversar com Elliot. Ligo para o mesmo e marquei de encontrá-lo no meu apto. Pego minhas coisas e saio da sala. Digo a Andreia que não volto mais hoje e qualquer coisa estarei no celular. Em casa, com a cabeça menos preocupada começo a ver alguns relatórios. Depois de meia hora, Elliot aparece. - Como você está mano? Ele pede se sentando. - Com raiva, com um ódio mortal daquela descarada. Falo passando as mãos no rosto. - O que foi que você descobriu? A menina é filha dela e do papai? - Não, a menina não é filha dela. A garotinha é filha de uma amiga dela. Digo e Elliot acha estranho. - Não é possível. Eu trouxe essa foto para você. Eu não consigo dormir pensando naquela garotinha. Christian, aquela menina era eu quando criança. Se papai não teve nada com essa mulher, pode ter tido com a amiga, e ambas podem querer tirar dinheiro da gente. Elliot diz e eu não tinha pensado nessa possibilidade. - Posso pedir a Welch para investigar. Digo. - Não. Vamos fazer um exame de DNA sem ela saber. Ele fala. - Como? Precisamos de algum material para fazer esse DNA. - Da próxima vez que ela estiver com a menina, podemos pegar um fio de cabelo. Assim podemos pedir o DNA. - Tudo bem. - E se as minhas suspeitas se confirmarem, temos não só uma vigarista aqui, mas sim duas, que pode estar usando até a criança para nós chantagear. - Não vamos deixar nada disso acontecer, mesmo porque eu confirmei que papai sempre teve contato com ela. Welch me deu um relatório completo, onde papai fez a última visita em Portland meses antes de mamãe morrer. Tem três anos que papai fez essa última ida a Portland. - E nessa ocasião mamãe já estava doente e papai mantinha seu caso com essa mulher e ainda com a mãe da garotinha. Elliot afirma. - Sim. Eu nunca vou perdoá-lo por me fazer casar com a amante dele. Nunca vou perdoar essa mulher por querer entrar em nossas vidas. - Nem eu cara. Vamos ver o que podemos fazer quanto a garotinha. Elliot fala. Ficamos conversando mais algumas coisas e depois ele foi embora. Dias depois o advogado me disse que o casamento havia sido marcado para sexta feira que vem. Eu disse que queria que fosse na casa dos Greys. Queria acabar com essa palhaçada logo. Uma semana depois já estava em casa esperando a maldita chegar. A mesma entra vestida de preto. Definitivamente hoje é o nosso luto. - Podemos começar? O advogado pede. - Sim, por favor sejamos rápido. Ela diz, e eu vou até ela a olhando de cima a baixo. Cada dia que passa sinto mais repúdio por ela. Nos posicionamos na frente do juiz e uma voz entra na sala alegremente. Merda minha tia Elena. Ela havia sumido depois que meu pai resolveu se trancar no quarto e ficou doente. Ela viveu com a gente pelo menos por dez anos. Foi um apoio para a minha mãe enquanto a mesma estava doente, consolou a gente após a morte dela, e ainda ficou cuidando do meu pai quando o mesmo caiu em depressão por causa daquela bandida. Porém papai se trancou no quarto e não queria falar com ninguém, e assim tia Elena resolveu seguir sua vida. - O que está acontecendo aqui? Ela pede. Christian, você está se casando com amante do seu pai? Ela pede e eu fico sem entender como ela sabe dessa história? Não me lembro dela aqui quando isso foi revelado. - Tia Elena, porque você sumiu? Estava com saudades. Mia se levanta e a abraça. - Oi querida, eu também estava com saudades. E vejo que cheguei em uma hora boa né. Elena fala voltando seu olhar para Ana. - Sim, pegou o casamento de Christian a tempo. Mia fala com desdém. - Casamento? Porque você está se casando com essa mulherzinha Christian. Ela pede chegando mais perto de mim. - Uma exigência do testamento do meu pai Tia. Mas depois explicamos a você, quero acabar com essa palhaçada agora mesmo. Digo sem paciência. - Calma querido. Não é possível que seu pai quis fazer isso com você. Casar você com sua própria amante. Tia Elena fala e eu quero saber dela, como ela sabe dessa história? - Eu não aguento mais vocês me acusando de algo que eu não fiz. Quero provas. E não me venham com merda dessa foto que não sei de onde surgiu. A biscate fala com raiva. - Não precisamos provar nada a você. Elliot fala. Já basta saber que você entrou em nossas vidas para destruir nossa família. - Destruí a sua família? Como eu fiz isso? Que p***a eu fiz a vocês para me acusarem dessa forma? Ela continua exaltada. - Não adianta você negar sua vigarista de quinta. Nós sabemos quem você é. E agora eu tenho mais certeza que tudo que você quer é dar o golpe. Elena fala e vejo Ana abaixar a cabeça em negação e depois levantar a cabeça sorrindo. - Você não sabe o que está dizendo titia. Ela fala irônica para Elena. Eu posso não ser tão rica quanto vocês, mas meu pai tinha dinheiro suficiente para eu não me preocupar. Diz e eu já estava cansado de ouvir a voz dela, de ver tanta falsidade em suas palavras. - Dinheiro esse que tenho quase certeza que foi dado pelo meu pai por comprar você. Ela não diz nada para mim. Olhou para o advogado e para o Juiz. - Vamos encerrar essa palhaçada aqui. Onde eu assino. Pede e o Juiz mostra. Ela assina e olha para todos ali na sala, respira fundo. Vocês não sabem quem eu sou e não me conhecem direito. Eu ainda vou ver cada um de vocês me pedindo desculpas. Fala com raiva. Há querido marido. Diz olhando para mim. Não espere sua v***a em casa. Ela indaga e eu sentir um gosto amargo na minha boca ao ouvir ela se referir a si mesmo assim. A mesma sai sem olhar para trás. O juiz me dar o papel para assinar e assim estou malditamente casado com essa mulher. Elliot e Mia assinam como testemunhas. Logo depois o advogado me passa a certidão de casamento e vai embora junto com o Juiz. - Eu vou lá em cima para me arrumar. Vou ver uma amiga agora que estou liberada. Mia fala. Meus pêsames meu irmão. Sinto muito por isso. Ela fala e sobe para seu quarto. - Agora você pode me explicar o porquê teve que se casar com essa mulherzinha? Tia Elena pede. - Meu pai e o pai dela deixaram isso em testamento. Caso se isso não acontecesse perderíamos nossos bens e ela também. - Quer dizer que o pai dela vendeu ela para seu pai, e para não deixá-la na rua, ele fez vocês dois casarem. Elena diz confirmando toda a nossa história. - Como você sabe da traição do meu pai Tia? Peço, querendo saber como ela soube de toda a história. Ela me olha surpresa com a minha pergunta. - Mia. Depois que ela descobriu, a mesma me ligou e contou. Achei cúmulo, já que sua mãe ainda era viva quando ele começou esse caso. - Nem nos fale Tia. Elliot indaga. Eu não quero ficar remoendo isso. Vou sair com alguns amigos. Você quer vir Christian? - Não. Eu vou para casa. Tenho um monte de relatórios para rever. Deixa para próxima. Digo. - Há não. Vocês vão me deixar aqui sozinha? Mia já disse que vai sair, e agora vocês dois. Elena pede e eu não estou com humor nenhum para escutar sobre a vida dela e as viagens que a mesma fez. - Desculpe tia, mas eu já tinha marcado com alguns amigos. Elliot fala já saindo. - E eu também tenho muito trabalho. Falo e ela me olha triste. Até quando você vai ficar? Peço. - Vim de vez. Posso morar aqui? Ela pede. - Conversa isso com Mia, pois para mim não tem problema nenhum. Ela que mora aqui agora. Falo e ligo minha cadeira para ir embora. E por falar nisso, porque a Sra não apareceu no enterro do papai? Indago. - Porque não iria chegar a tempo. Quando soube já estava sendo enterrado. Ela fala e eu me viro para ir embora. - Até mais tia. Digo já saindo na porta. No caminho de casa perguntei a Taylor se os seguranças estavam seguindo a Sra Grey. Ele me disse que sim. Ela tinha ido para o apto da amiga, e até agora não tinha saído de casa. Cheguei em casa e me pus a pensar no meu trabalho. A minha "esposa" não veio para casa, e esperava que ela se comportasse, pois eu seria implacável se visse meu sobrenome na lama.
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