O final de semana passou e aquela mulher não voltou para casa. Claro que sabia cada passo da mesma. Inclusive que ela havia saído sábado para uma boate com dois homens. É uma vagabunda mesmo. m*l se casou e já está aí andando com dois homens. Mesmo que meus seguranças relataram que não houve nada entre eles, já que eles só foram para boate e ela deixou eles no apto deles e foi para o apto da sua amiga, eu não estava concordando com o comportamento dela. Ela era agora é uma mulher casada, e ainda por cima comigo. Eu vou cobrar dela todos os dias a fidelidade, pois eu farei o mesmo nesses três anos. Deixei a minha vida para dar meu sobrenome a ela, e que ela tivesse o mínimo de respeito.
Já era domingo a noite e Taylor me avisou que ela havia ficado o dia todo trancada no apto. Não recebeu ninguém, e não saiu para nada. Eu estava esperando ela chegar para colocar os pingos nos is. Fora que eu quero que a mesma use a aliança, já que ela saiu tão irritada do casamento e nem deu tempo da mesma colocar. Eu não sei o motivo daquele teatro todo, ela não tem motivos para ficar ofendida, afinal de contas, ela é a amante do meu pai e mente como ninguém.
Ouço um pigarro de Taylor, viro minha cadeira para ele. O mesmo me diz que Suzanna está subindo. Merda. O que ela veio fazer aqui? Deixei bem claro que não quero vê-la, pois não é só Anastásia que ter que zelar pelo meu nome, eu também. Papai passou anos escondendo da mídia sua vida dupla, mas eu não conseguiria fazer isso. Mesmo odiando esse casamento, odiando a minha "esposa", eu quero ter o mínimo de problema com a mídia possível. Nada de escândalos conjugais escancarado em todos os jornais do país. Suzanna entra vestindo uma sainha curta, com uma sandália de salto alto barata e uma regata. Se eu me casasse com ela algum dia, ela receberia uma consultoria de moda, de como se vestir. Jamais apresentaria ela a mídia vestida dessa maneira vulgar.
- O que faz aqui Suzanna? Não deixei claro que não queria ver mais você? Peço e ela se aproxima e tenta me beijar, mas eu devio meu rosto.
- Credo Christian. Você está tão azedo. Que foi? Acho que é falta de sexo. Se você quiser posso tirar essa tensão agora mesmo de você. Ela fala e me causa uma repulsa.
- Não quero nada Suzanna. Só quero saber o que faz aqui. Indago sem ânimo nenhum para conversa.
- Queria conversar com você sobre nós. Você já casou? Ela pede.
- Sim. Sexta feira. Não percebeu minha aliança? Falo ríspido.
- Nossa, hoje você está insuportável. Ela fala e eu reviro os olhos.
- Eu sempre fui assim, você é que nunca percebeu. Digo sem tato nenhum.
- Olha porque não ficamos juntos? Eu sei que esse casamento é de fachada, portanto podemos ficar juntos, até essa situação toda acabar.
- Suzanna, qual parte do casado você não ouviu? Qual parte da nossa conversa, no qual eu disse que você estaria fora da minha vida se eu me casasse, você não escutou? É um desenho que você quer? Indago sem paciência. Droga, eu estou no meu limite hoje. Três dias que aquela maldita anda por aí com meu nome e não dar as caras e eu ainda tenho que aguentar essa DR com a minha ex. Eu merecia só um pouco de compaixão, não?
- Eu só quero poder ficar com você. Eu só quero poder fazer planos como antes com você. Eu quero voltar a ser sua. Eu te amo, e você não? Que Merda de pergunta é essa? Eu nunca disse que a amava. Gosto dela, mas nada de amor, mesmo porque não me permite a isso desde que soube da traição do meu pai.
- Suzanna, por favor não insiste. Eu já disse que não vai dar certo isso. Vamos esperar passar esses três anos e depois conversamos. Digo mais para ela do que para mim, já que não sei se quero voltar com ela.
- E se nesses três anos você se apaixonar por ela? Só se eu estivesse louco.
- Impossível. Nunca me apaixonaria por uma v***a, vagabunda, uma destruidora de lares. Essa chance ela não terá comigo.
- Acho ótimo que você pense assim. Qual é o meu quarto? Ana fala e eu viro a cadeira para olhá-la. Raiva me consome.
- Resolveu aparecer? Achei que iria ficar com aqueles homens e ainda iria mais uma vez se expor em uma boate. Ela me olha nem um pouco abalada.
- Hoje não, hoje eu quis ficar em casa. Mas vejo que você sabe cada passo meu. Espero que eles tenham te dito quantas vezes eu fui ao banheiro. Ela diz irônica.
- Cuidado com que você faça. Eu não quero ver uma nota do meu sobrenome nos jornais. Digo com raiva.
- Não se preocupe marido, da minha parte você não verá nada, agora da sua irmã, não posso dizer o mesmo. Aliás, ao invés de você se preocupar comigo, de colocar gente para me vigiar, deveria vigiar sua irmã. Ela fala de Mia, e deveria lavar a boca para falar da minha irmã.
- O que você tem a haver com a minha irmã? Cuidado, pois você já nos fez m*l demais, e se eu souber que você está tentando prejudicar mais ainda minha família, eu acabo com você. Sou capaz de matá-la com minhas próprias mãos.
- Eu não vou perder meu tempo discutindo com você. Por mim pense o que quiser. Só quero uma coisa de você. Ela diz e eu a olho. Que evitemos nos ver, temos três anos para conviver juntos, então peço que tentamos ao máximo não nos ver. Eu não preciso de você, e você muito menos precisa de mim. Vamos tornar esses três anos menos desagradáveis. Maldita, ela quer impor regras entre nós, ela não perde por esperar.
- Eu só quero que você cumpra honrando meu sobrenome.
- Já disse que não serei eu jogar seu querido sobrenome no lixo. Agora você pode me dizer onde é meu quarto?
- Qualquer um. Digo me virando de costas para ela. Havia até esquecido de Suzanna. Suzanna, não temos mais nada para conversar. Falo ligando a minha cadeira para ir para o meu quarto.
- Vamos ficar assim mesmo? Você não me quer mais? Depois de vir aqui me humilhar para você, você não me quer mais. Ela pede eu abaixo a cabeça. Suspiro pesado.
- Suzanna, não temos mais nada. Eu não posso te dar mais nada, a não ser o que já te ofereci. Não me entenda m*l, eu sou um homem casado e tem princípios. Imagine se eu fosse casado com você e eu procurasse outra mulher fora? Acredito que você não iria gostar.
- Isso não aconteceria com a gente. Eu me garanto. Sou muito mulher para segurar meu homem. Sorrio com que ela fala.
- Mas eu não quero que você seja a outra. Antes de mais nada, eu tenho respeito por você, e nunca admitiria uma situação dessa. Então se você ainda quiser, posso te ajudar no que for preciso. Moradia, carro, dinheiro. E não quero que você se sinta como uma qualquer, porque você não é. Eu só quero te agradecer pelos momentos bons que vivemos e que guardarei com carinho.
- Eu vou esperar por você esses três anos. Enquanto isso, eu vou apreciar sua ajuda. Ela fala e eu sorrio, me sentindo mais aliviado com sua resposta.
- Ótimo. Vou pedir a minha secretária para entrar em contato com você. E por favor não venha aqui mais, vamos evitar escândalos. Digo. E ela assenti. Nos despedimos e eu fui para o meu quarto. Me deitei após me ajeitar na cama. Acabei dormindo.
Já estávamos casados a quase seis meses e m*l nos víamos, e quando nos víamos era briga na certa. Ela não parava casa e queria que eu aceitasse isso. Jamais, mesmo não tendo uma vida como qualquer casal, ela tinha que parar em casa. E nisso eu já estava no meu limite, porque sextas a noite ela estava na casa da amiga, ou daqueles homens, e até em sua fazenda, sábado parecia que era o dia sagrado para a balada. Ela estava sempre em baladas com seus amigos. Fora que não dormia em casa nos finais de semana. Só vinha para casa nos domingos à noite. Ela está me testando a cada dia, e ao invés de eu fazer da vida dela um inferno, ela que estava fazendo da minha um inferno sem fim.
Mia também estava dando trabalho a cada dia. Minha tia Elena disse que todos os dias ela sai e chega bêbada, senão drogada. Merda. Minha irmã é muito inconsequente, agora eu e Elliot tínhamos que nos preocupar, pois além da bebida, ela estava mexendo com drogas. Eu e Elliot passamos um sermão nela e dissemos que vamos embargar os bens dela que mamãe deixou se a mesma não parar de mexer com essas merdas. Tia Elena disse que poderia passar os bens para ela tomar contar se Mia continuar assim, pois ela pode gastar tudo e ficar na ruína. Não achei a ideia r**m, e deixamos isso claro para Mia. Ela deu uma de vítima dizendo que estava assim pela morte dos nossos pais, e que era só fase, tudo iria passar. Eu esperava mesmo, pois odiaria ter que tomar decisões drásticas contra a minha irmã.
Eu conseguir pegar dois fios de cabelo da garotinha. Essa semana ela esteve aqui. Eu amei vê-la com toda sua inocência, e parecia gostar muito da madrinha. Fiquei reparando na mesma, e vi que realmente tinha traços de Elliot. Não era possível que papai teve a coragem de pôr outra criança no mundo e não assumiu. Cada dia eu entendia menos o que ele fez. A menina era uma graça. Sorridente, falante e bem esperta para seus três anos. E foi aí que uma luz acendeu em minha cabeça. Ela tinha três anos, e a três anos papai parou de ir a Portland de acordo com os registros de Welch. Mas tudo iria se confirmar com o exame de DNA. Eu receberia o exame dentro de dois dias e então faria de tudo para tirar aquela garotinha das mãos dessas duas.
Escuto saltos vindo até a cozinha. É ela que está vestida com um vestido bem colado ao seu corpo. Porque será que isso me incomoda? Porque será que toda vez que a vejo sinto algo dentro de mim, e pior eu não estava conseguindo mais ter tanta raiva dela como antes, porém eu lembrava da pesquisa de Welch e tudo que eu via era uma mulher sem escrúpulos.
- Você vai sair? Peço sério. Hoje ainda é quarta feira.
- Te interessa? Ela respondeu irônica.
- Espero que não seja para nenhuma boate. E outra espero que você não saia. Digo olhando mais para o corpo dela do que para o rosto dela.
- Perdoa se eu não sou uma inválida como você. Perdoa se eu posso ir e vir sem nenhum problema. Eu não entendo você, tem todo dinheiro do mundo, se preocupa com tudo, até mesmo com uma vagabunda como eu, como você faz questão de jogar na minha cara toda vez, mas não se preocupa com você.
- Você fala como se fosse a vítima aqui. Digo.
- E não sou? Suas acusações e da sua família são as piores que já vi e ouvi.
- Porque você não diz a verdade? Fala que foi amante do meu pai sim, fala que você e sua amiga querem é tirar dinheiro da gente. Ficaria muito mais bonito para você.
- Não vou admitir nada. Não fiz nada que possa me envergonhar. E de uns tempos para cá, você está colocando até a minha amiga como vilã também. Isso é um absurdo
- Absurdo é você ter mantido contato com meu pai e desmentir isso.
- Contato? Você ficou louco? Ela diz colocando o copo na pia e saindo.
- Não. Grito. Não fiquei louco. Mandei fazer uma investigação sobre meu pai e as minhas suspeitas se confirmaram. Meu pai manteve contato com você a três anos. Seu número era o mais discado por ele em sua conta telefônica. Ele ia duas vezes em Portland te ver e ainda você n**a?
- Sim, n**o. Eu não sei quem é seu pai, nunca o vi. Nunca falei com ele. Você está tão cego, procurando uma amante para seu pai que não enxerga nada a sua frente. Você e sua família estão cegos, que não vê que estão enganados. Porém isso não interessa. Continue me julgando, com fotos, relatórios, e mais não sei o que. Nosso casamento acaba em dois anos e meio e assim eu não terei que ouvir de você que sou uma qualquer. Há, enquanto você fica aí me julgando, procure um tratamento para você. Hoje tem recursos demais para você voltar a andar. Se ocupe com isso também, e não só em me denegrir. Ela fala e sai me deixando puto.
Ela já está contando nos dedos a nossa separação e não sei porque isso não me agrada. Fora que ela é a primeira pessoa a jogar na minha cara que não me preocupo comigo. Me acostumei em me ver assim que não me importo com mais nada, porém eu estava pensando em tudo que ela disse, e porque? Que sentido tem isso? Ela não passa de uma qualquer e ainda quer me dar lição de moral? Eu não posso me deixar levar por ela, pelas palavras dela. Eu me resignei a viver assim é não é ela que vai ficar me condenando.