CAPÍTULO 9

2405 Palavras
Acordo no meio da noite com meu telefone tocando. É o número da minha tia Elena. Atendo e a mesma está nervosa, chorando. Peço ela calma, e ela me diz que Mia está descontrolada em casa, ela não sabe o que fazer. Digo que já vou para lá. Desligo. Olho no relógio e são duas da manhã. Merda, Mia tinha que aprontar mais uma. Puxei minha cadeira de rodas para mais perto da cama, a posiciono, me apoie em meus braços e pude ir para a cadeira. Liguei a mesma para ir até o closet. Vestir somente uma blusa, pois estava com uma calça de pijama. Até eu me arrumar todo, perderia tempo demais, então iria assim mesmo. Sair do meu quarto. E a hora que eu estava chamando o elevador, o mesmo se abriu e Anastásia saiu dele. Eu não acredito que ela estava chegando em casa a essa hora. Onde ela estava. Olho bem para ela e a mesma tenta passar por mim sem dizer nada, porém eu segurei seu braço. - Você está achando que é quem para chegar a essa hora em casa? Uma solteira? Uma pessoa que não deve explicações a ninguém? Digo. - Solta meu braço. Ela pede o puxando. A solto. Eu não sei se você sabe, mas nosso casamento é de fachada. Eu não te devo satisfações. Ela fala e sai andando. - Quando eu voltar vamos conversar sobre isso. Digo e entro no elevador. Mia, Anastásia, o que falta mais para me preocupar? Sigo para o carro adaptado para mim e entro no mesmo. Vou para a casa dos meus pais. Mia, Mia, o que deu em você para agir dessa forma. Uma garota que poderia ter tudo e parece não ter nada. Espero mesmo dessa vez colocar juízo na cabeça dela. O trânsito está livre a essa hora, então não vai demorar para eu chegar lá. Já na casa dos meus pais. Entro em casa e Tia Elena está andando de um lado para outro na sala, ele me ver suspira em alívio. - Ainda bem que você chegou. Eu não conseguir falar com Elliot. Ela diz. - O que houve com Mia? Peço. - Ela está descontrolada. Chegou aqui bêbada, drogada, começou a quebrar tudo na sala e depois foi para a cozinha, que está só um caco. Ela ligou o som no último volume e começou a dançar falando coisas desconexas. Eu não estava entendendo nada. Elena fala nervosa. - Calma. Cadê ela? Peço. - Saiu novamente. Disse que precisava sair e foi. - Merda tia, porque você deixou ela sair? indago com raiva. - Como eu iria segurá-la aqui? Sua irmã estava transtornada, agressiva, eu não tinha como fazer nada. Elena diz. Pego meu telefone e ligo para Taylor. Sair de casa não querendo acordá-lo, mas agora não terá jeito. Ele atende. Peço a ele que organize uma busca pela minha irmã na cidade. É para trazê-la para casa. Fico ali com Elena me olhando estranho. Tento não pensar muito, pois minha cabeça já está a mil com duas mulheres me tirando do sério. Tenho que colocar as duas em seus lugares. Eu quero saber onde Anastásia estava para chegar em casa às duas da manhã. Se não fosse essa cadeira de rodas eu estaria no pé dela, a buscando pelos cabelos e prendendo- a em casa. Ela não vai continuar fazendo o que quiser enquanto estiver casada comigo. Eu e Elena passamos o resto da noite acordados esperando notícias da minha irmã. Elliot apareceu às oito da manhã preocupado, já que Elena deixou uma mensagem em seu celular. Estávamos todos preocupados, sem notícias. Eu estava cansado. Liguei para Andreia informando que não iria para a empresa hoje, mas qualquer coisas estava no celular. Taylor não tinha notícias. Ninguém ligava para dar uma informação, e minha mente já estava pensando o pior quando Mia entra em casa com uma cara de drogada. p***a, ela estava mesmo querendo acabar com a gente. - Família, o que vocês fazem aqui? Ela fala com sua voz arrastada. - Onde você estava? Elliot questiona irritado. - Opa, calma aí maninho. Eu estava com alguns amigos. Ela diz e se joga no sofá. - Mia queremos que você vá tomar um banho. Vamos conversar. Digo e ela parece que não escutou. Chego perto dela e a mesma está fedendo a álcool, a droga. Ouço sua respiração pesada e a mesma está com os olhos fechados. Mia, Mia. A chamo, mas é em vão. Ela dormiu.. - O que vocês vão fazer? Elena pede. - Eu não vejo outra solução senão tirar todos os bens dela. Ela vai levar tudo que mamãe deixou a ruína. Falo. - Eu também acho. Se ela precisar de dinheiro que peça para a gente. Elliot diz e eu confirmo. - Vocês podem deixar os bens dela em minhas mãos. Assim quando ela quiser, eu já estou aqui, posso passar para ela. - Tia, até olhamos isso, mas é complicado passar as coisas para seu nome. Nós como irmãos, podemos movimentar e até interditá-la. Nossos advogados já deixou isso bem claro para gente. Elliot diz, mas eu não consultei advogado nenhum, e tenho certeza que ele também não, já que ele faz tudo isso pela a minha empresa e os advogados da empresa do papai. - Então tudo bem. Qualquer coisa estou aqui. Ela diz. Agora que ela chegou eu vou descansar um pouco. Elena diz já subindo para o quarto. - Elliot que história é essa de consultar advogado para interditar Mia? Até mesmo na questão dos bens dela? - Christian nossa tia não é santa. Eu estou de olho nela desde quando chegou aqui e quis morar aqui. Ela come do bom e do melhor, tem tudo do bom e do melhor aqui. A conta conjunta de Mia, minha e sua teve um rombo de cinquenta mil dólares. - Como assim? Onde está esse dinheiro? Não venha me dizer que Mia pegou para droga. Peço já o interrompendo. - Não. Mia me disse que Tia Elena pediu esse dinheiro, pois ela estava sem seus cartões de débito e de crédito, pois havia esquecido na casa dela em Londres. Eu não caí nessa. Alguma coisa tem. Então não vamos deixar os bens de Mia sobe responsabilidade de Elena. Nós dois podemos ficar com eles e administrá-los, até essa louca sair dessa situação. - Por mim tudo bem. Vou mandar Welch investigar nossa tia. Se algo está errado vamos descobrir. Digo. Olha eu passei a noite toda aqui, vou para casa tomar um banho e descansar. Essa daí é capaz de acordar só mais tarde, então venho aqui para conversar com ela. - Tudo bem, eu vou trabalhar agora pela manhã e a tarde estarei aqui. Não vamos deixar ela sair. Elliot fala. Quando sai o resultado do DNA? - Amanhã. - Estou louco para saber a verdade disso tudo. - Eu também e desmascara de novo aquelas biscates. Digo já pensando na discussão que teremos hoje. Aquela maldita não me escapa hoje. Fui embora cansado. Cheguei no apto e Gail estava na cozinha fazendo o almoço. Dei bom dia para ela e questionei se Anastásia estava em casa. Ela me disse que ainda não havia chegado da faculdade. Fui para meu quarto, separei minha roupa para tomar banho. Assim que acabei o banho, deitei na cama para descansar um pouco. Acabei dormindo. Acordei e fui comer alguma coisas, mas antes parei ao ver aquela mentirosa sentada no sofá lendo um livro, quem não conhece diz que é um anjo, mas eu que a conheço sei que não presta. Vamos colocar as coisas em seu devido lugar. - Qual o programa de hoje? Digo e ela nem se abala. Olha eu vou deixar as coisas bem claras para você. Não quero saber de você saindo a noite achando que é solteira. Não quero saber de você dormindo fora de casa. Você é casada e é comigo. Falo firme e ela começa a rir. - Escuta, qual parte desse casamento você não entendeu que não existe? Isso aqui não passa de fachada. Eu não tenho o porque ficar presa aqui aguentando suas grosserias. - Grosserias? Falar a verdade agora é grosserias? Peço. - Olha eu estou cansada desse seu disco arranhado. Sempre a mesma coisa. Você é a amante do meu pai, você foi amante do meu pai. Muda o foco, quebra esse disco. Ela fala me irritado. - Porque você não admite então? Seria mais fácil a gente se entender. Digo e ela começa a rir de novo. - Primeiro quem disse que quero me entender com você? Eu só estou aqui hoje, casada e ouvindo tudo isso de você porque se faz necessário, senão, nunca teria me conhecido. - Claro que não teríamos nos conhecido. A amante queria ficar no anonimato. - Christian você me acusa de amante, de ter sido comprada pelo seu pai, de ter sido vendida pelo meu pai, que ainda é pior do que me chamar de vagabunda. Porque meu pai nunca faria isso comigo. Você sabe porque? Ela pede e eu não digo nada. Porque ele era meu pai e me amava, ele me protegia de gente como você e sua família. Ele se pudesse teria dado a vida dele por mim. E é isso que os pais fazem, e acredito que seu pai fez o mesmo por você e seus irmãos. Acredito que quando você sofreu o acidente, seu pai teria dado tudo para que fosse ele em seu lugar. Seu pai sofreu mais que você ao ver que seu filho não voltaria andar. Seu pai deve ter feito o inferno para que você pudesse ter uma vida boa com essa sua falta de mobilidade. Mas aí você está aí o acusando de ter uma amante, sem saber de fato se isso é verdade. - É verdade. Digo firme. - Você o viu com alguém? Você chegou a vê-lo comigo? Tem alguma foto nossa que nos ligue? Tem alguma evidência concreta da traição dele? Não respondo nada. Fico olhando para o nada em minha frente, pensando em tudo que ela disse. Foi o que imaginei. Pare de julgar seu pai, pare de me julgar, eu não vou confessar nada, porque eu não fiz nada. Eu nunca estive com homem nenhum, e tenho certeza que pelo seus relatórios, você sabe que eu namorei um cara só da escola. - Eu não acredito em você. Você está tentando me iludir. - Ótimo, eu não preciso te provar nada. Você tem a sua verdade e eu tenho a minha. Minha consciência está limpa diante de todas essas acusações e tenho certeza que seu pai morreu com o coração e mente limpa também. Espero que quando tudo for esclarecido, não sei como, já que as únicas pessoas que poderiam esclarecer algo aqui eram nossos pais, você possa pedir perdão de joelhos para seu pai. Ele não merece um filho ingrato igual a você. Tenho certeza que ele está tão chateado com você, quanto eu que não te conheço e nem quero conhecer. - Eu vou provar para você que você está mentindo amanhã. Aquela menina é filha do meu pai, e você e sua colega são duas bandidas que querem nos tirar tudo. - Christian eu não sei se eu sou a tapada aqui ou você. Supondo que Ava seja filha do seu pai, e eu e minha amiga que é mãe da menina, estamos mesmo querendo tirar dinheiro, bens ou algo de vocês. Não seria mais fácil falar isso aos quatro ventos e assim ganharíamos seus dinheiros ou bens. Você e seus irmãos estão cegos, e como disse antes, duvido muito que seu pai tivesse uma amante. Ela fala e antes de sair ela vira para mim. Marquei um médico para você. Você precisa ser avaliado. Que Merda ela pensa que está fazendo. - Médico? Que Merda você pensa que está fazendo? Peço irritado por ela se meter em algo que não lhe diz respeito. - Sim médico. Eu creio que com os tratamentos de hoje você pode voltar a andar. - Eu não te pedi isso. - Nem eu te pedi para colocar seguranças atrás de mim. Ela retruca. - Você não sabe se o que eu tenho é irreversível. - Nem você né, porque ainda está nessa cadeira de rodas por quanto tempo, um ano, dois? Você também não sabe se pode ou não voltar a andar, porque não buscou tratamento, então chega dessa auto piedade, chega de ficar aqui se preocupando com a amante do seu pai, com os bens do seu pai e da sua família. Preocupe em restaurar sua vida, voltar a andar, ser feliz e menos cego e rabugento. Ela fala e sobe para seu quarto. Que p***a. Eu não quero consultar médico nenhum. Eu não vou a essa consulta. Vejo ela descendo com sua bolsa. - Aqui, o médico é para amanhã cedo, às oito da manhã. Caso não compareça, ele irá com sua equipe onde você estiver. Seja aqui, na empresa, na casa dos seus pais. Você não terá muita escapatória. Eu paguei uma fortuna para ele ficar a sua disposição. Ela diz e sai. Ela não tem o direito de fazer isso. Ela não tem o direito de decidir por mim. Eu estou assim por uma escolha minha. Suspiro. Vou a cozinha e peço a Gail que está com um sorriso no rosto para fazer algo para eu comer. Ela coloca o meu almoço na mesa e assim eu como. Depois fui para casa dos meus pais, colocar um pouco de juízo em Mia. Cheguei lá Elena estava falando ao telefone. - Não. Eu não posso sair daqui agora...Você sabe porque... Olha depois nos falamos, não quero que ninguém nos ouça. Que p***a de conversa é essa? Elliot tem razão minha tia esconde algo. Falo oi como se tivesse chegado neste momento. Ela vem até a mim e me dá um beijo no rosto. Questiono sobre Mia. E ela me diz que Elliot a colocou na cama no quarto de hóspedes aqui embaixo. Melhor, porque vou conversar com ela sério, e lá em cima não poderia ser. Elliot chega e vamos juntos para o quarto de Mia que está deitada porém de olhos abertos. A chamamos e a mesma nos olha já sabendo que as coisas vão ficar feias para ela.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR