MALIA *
Matthew havia me levado a aquela casa incrível, sei que na verdade quem queria fugir um pouco de tudo era ela e não eu, mas eu precisava e não sabia. Sai do banho e vesti um pijama, Matthew não estava no quarto e fui procurar ele, a casa era enorme e como eu não não conhecia, demorei bastante a encontrar ele, estava numa biblioteca, essa biblioteca era meu sonho de ter em casa uma.
- Matthew. - o chamei, ele estava na poltrona e como não respondeu. Vi e o mesmo estava dormindo, o sacudi de leve e ele abriu os olhos sorrindo.
- Você esta linda. - senti minhas bochechas corarem.
- Estou de pijama, apenas. - ele me puxou para seus braços.
- Você é linda de qualquer jeito. - ele beijou minha testa e suspirou.
Eu sentia, meu corpo todo amava Matthew, mas isso, dizer esta palavra seria uma perdição, uma rendição minha a ele. Poderia viver sem ele, mas nunca iria me sentir completa, não encontraria uma pessoa, um homem como ele, que me completaria de todas as formas, que tiraria o melhor de mim como Matthew consegue. Queria ter a certeza de que o teria para sempre em minha vida, que nada nem ninguém atrapalharia o que temos, que esse sentimento iria sobreviver a tudo, mas, talvez relações são assim, nunca ter certeza de nada, não saber até quando vai durar, se vai durar, se sobreviverá a qualquer coisa, talvez seja por isso que o amor é memorável, é resiliente.
- O que está pensando? - Matthew me encarava.
- Em nada. - sorri. - Vem.
Levantei e o puxei pela mão, ele me acompanhou prontamente sem perguntar absolutamente nada, a forma como confiávamos um no outro era incrível, já que está relação veio de mentiras e manipulações, poderia claramente acreditar que eu seria só mais uma na vida dele, mas ele seria muito mais que isso para mim.
No meio da escada o encarei, os olhos azuis dele me tinham, era como olha o mar num amanhecer ou ao entardecer, o mar calmo, com ondas baixas quase no horizonte. Eu o beijei, foi o beijo mais apaixonante que demos, o beijo demonstrava necessidade um do outro, era quase como um beijo de saudade ou adeus, era desejo. Ele passou as mãos pela minha cintura colando nossos corpos, desceu a boca até meu pescoço fazendo todo meu corpo arrepiar.
Matthew me levantou em seu colo e subiu as escadas com cuidado para não cairmos, assim que chegamos ao corredor ele me prensou contra uma das paredes tirando a parte de cima do meu pijama deixando meus s***s livres, qual ele começou a beijar e brincar com a auréla me fazendo soltar g*****s. Puxei seu rosto para beijar e tirei a camisa que vestia, caminhamos mais um pouco pelo corredor e o empurrei contra parede, estávamos ofegantes já, me abaixei tirando sua calça e cueca juntos, o p** estava totalmente ereto e duro, saiu quando num pulo, era claramente a primeira vez que fazia aquilo, mas queria lhe dar p****r tanto quanto ele me dava.
Segurei com a mão e enfiei na boca, indo para frente e para trás, Matthew segurou meus cabelos quase que num r**o de cavalo e gemia alto, porque claro que ninguém nos ouviria, a casa mais próxima dali ficava a quase 5km se não mais. Ele g***u dentro da minha boca e me puxou para cima, voltando a me beijar e me carregou até o quarto que iriamos dormir, me jogou sobre a cama e tirou a parte de baixo do pijama, desceu os beijos até minha v****a. Eu realmente estava g*****o muito alto e não me importava, mas parecia dar mais t***o nele, ele subiu e voltou a me beijar enquanto me p*******a, ele estava mais rápido do que a última vez, mas ainda parecia tomar cuidado para que não me machucasse, era fofo. Chegamos ao ápice da coisa, com ele caindo ofegante ao meu lado e me puxando para um meio abraço e beijou minha testa.
- Você está bem? - ele perguntou e eu sorri.
- Estou. - beijei sua bochecha. - Vou tomar banho. - o encarei e ri.
- Isto é um convite? - levantei enrolada nos lençóis e corri para o banheiro.
- Talvez. - gritei do banheiro já.
Tomamos banho juntos no chuveiro mesmo. No dia seguinte passamos a tarde toda na praia, ficamos para ver o pôr do sol e voltamos para casa quando já estava escurecendo. Matthew e eu aproveitamos ao máximo os dias ali, acho que t*******s em todos os cômodos da casa, ele falou bastante da sua mãe, contou histórias sobre ela, percebi o quanto o pai dele foi ausente depois que ela se foi e como sentia falta dela.
No domingo voltamos para casa, ele me deixou em casa e disse que passaria mais tarde ali. Entrei em casa e não tinha ninguém, subi até meu quarto e minha mãe estava lá, corri para abraçá-la e a mesma estavam chorando e fazendo mala com minhas roupas.
- Mãe, o que está havendo? - a encarei sem entender e ela me olhou e correu me abraçar.
- Graças a Deus está bem, você não atendeu minhas ligações, nem respondeu minhas mensagens, as meninas não sabiam onde estava. Pelo amor de Deus Malia. - ela suspirou.
- Mãe, eu estava com o Matthew, tem muita coisa que preciso de contar... - ela me interrompeu segurando meu braço.
- Eu sei querida, eu sei tudo. Agora escute, seu pai ainda não sabe que estou aqui, precisamos ir, sumir.
- Mãe, porque? - a encarei com lágrimas nos olhos.
- Eu não sabia do negócio dele com o pai do Matthew, ele só está na sua vida por conta de um contrato minha filha. - eu apenas concordei com a cabeça, pois já sabia disto. - Seu pai é uma pessoa má, Malia, ele se tornou alguém que não conheço. - ela desandou em choro.
- Mãe... - soluçava chorando com ela. - não posso ir, minha vida está aqui. Matthew e eu não somos apenas este contrato, se tornou muito mais que isso.
- Malia eu sei, conheço você e já havia percebido em nossas conversas que estava apaixonada, mas se não se afastar dele seu pai vai machucá-lo. Precisamos ir antes que ele venha, preciso te manter segura.
Apenas concordei, comecei a ajudar ela a fazer minha mala e depois ela foi fazer as delas. Peguei alguns livros e cadernos para por na mala, algumas outras coisas que provavelmente eu sentiria falta. A campanhia tocou e lembrei que Matthew passaria aqui, remunguei mentalmente e sequei as lágrimas, desci as escadas pensando no que deveria falar, ou melhor, o que eu poderia dizer. Só que quando abri a porta não era Matthew, eram três homens, nunca tinha visto, eram altos, usavam luvas e tinham armas na mão, quando somente pensei em correr e gritar, um deles me segurou e tapou minha boca com a mão mesmo.
- Onde está sua mãe? - as lágrimas começaram a escorrer. - Se não falar, quem vai morrer é você, suas preciosas amigas e, bem possivelmente seu namoradinho.
Eu sabia que independentemente do que eu dissese, pessoas importantes para mim se machucariam, para sempre iria me culpar. Estava em soluços já, os três pareciam estar bravos, logo lembrei que um deles estava no jantar do meu pai aquele dia no jardim, mas não podia acreditar que eram seguranças, capangas ou o que quer que fossem do meu pai, que meu pai os tinham mandado, minha mãe estava certa, quem era meu pai?
- Soltem ela. - gritou minha mãe da escada e eu comecei a me debater. Quando um deles apontou a arma para ela. - Tudo bem querida, está tudo bem. - já chorava de forma incontrolável.
- Elizabeth BeLove acho que já sabe porque estamos aqui. - ela apenas concordou com a cabeça.
- Apenas soltem minha filha, ela não tem nada com isso. - vi as lágrimas escorrerem por seu rosto.
- Temos ordem de deixar ela bem. - sorriu debochado.
- Anda logo, vamos terminar isso logo. - disse um dos homens.
- Filha tudo bem, você vai ficar segura. Eu amo você.
O homem que me segurava tirou a mão da minha boca e outro disparou contra ela, a vi cair imóvel do chão, quando o mesmo que segurava a arma apontada para mim agora, ouvi um tiro ser disparado, mas não contra mim, contra o homem que apontava para mim, o que me segurava soltou e me virei, Matthew disparou contra os outros dois sem nem que desse tempo deles se mecherem.
Matthew tentou se aproximar de mim, mas apenas corri em direção a minha mão, tinha muito sangue na volta dela. Eu sabia que não estava mais viva, a segurei em meus braços e apenas gritava pedindo para ela voltar, não suportaria a vida sem ela, era tudo que eu tinha, era quem eu mais amava, eu precisava dela.