Eu acabei dormindo na rua naquele dia. Não tinha dinheiro, não tinha um lugar que pudesse ficar. Eu estava sozinha, porque nem amigas eu pude cultivar, porque aquela que se diz minha mãe fez à cabeça de todas às vizinhas que tínhamos , falando que eu roubava o marido de todas as amigas dela e os pais das minhas amigas. Ninguém então queria uma amizade comigo. Me vi sozinha, na verdade ainda me sinto sozinha, mesmo depois de dois meses, eu me sentia vazia, triste. Sabia que não podia ficar assim por causa do meu bebê. Ele precisa demais de mim.
- Sra Stewart... Sra Stewart... Ouço Valquiria me chamar.
- Desculpa, Valquiria.
- À Sra está bem? Ela indaga me olhando com ar de preocupação.
- Sim. Estou.
- O Sr Carter já está pronto. Assinto me levantando. Vou até o quarto dele.
- Bom dia Sr! Falo adentrando seu quarto.
- Bom dia, Sra Stewart! Vamos logo com isso porque tenho que trabalhar. Somente assinto. Começo a fazer os exercícios para as pernas dele.
Quando vim trabalhar aqui me sentir meio sem rumo, porque ele não é nada agradável. Super fechado, autoritário, grosso. Mas o que eu posso esperar dos homens? Nada. Porque desde Brandon e Adam, eu não vejo nada nesses homens que se comportam como animais. Eu nunca mais quero aproximação de nenhum homem na minha vida.
Me concentro nos exercícios com as pernas dele. Massageio à perna direita. Levanto ao máximo. Faço o mesmo com a perna esquerda. Vejo ele me olhando sério. Desvio meu olhar. Continuo o que estava fazendo. A Fisioterapeuta dele havia me passado vários exercícios para ele. O mesmo não tem problema que impossibilita andar pelo resto da vida. Graças a Deus, se ele fizer à fisioterapia e os exercícios conforme passado, ele poderá voltar a andar com o tempo.
Quando cheguei aqui. Ele estava desacreditado. Não queria fazer nada. Mas acabou sendo convencido por sua mãe. No começo foi difícil . Ele estava revoltado com o acidente. Mesmo que o acidente aconteceu a mais de cinco meses, ele ainda se encontrava revoltado. Eu fazia meu trabalho, por mais que a mãe dele pedia para tentar me aproximar dele. Tentar uma amizade. Eu não podia fazer isso. Como disse. Não quero me aproximar de homem nenhum. Eles tende à ser c***l, insuportáveis. Nem eu e meu filho merecemos isso.
E por falar no meu filho. Aqui ninguém sabe que estou grávida. Não quis contar. Sei que minha barriga vai crescer, e eu vou precisar contar, mas por enquanto quero preservar meu emprego. Eu preciso juntar um dinheiro para poder sair da cidade. Sei que quando eles descobrirem vão me mandar embora, então pretendo esconder ao máximo, só assim vou poder juntar dinheiro para reconstruir a minha vida em outro lugar e dar um futuro diferente ao meu filho.
- O que o seu marido pensa de você dormir no emprego? Olho para o Sr Carter e me assusto com a sua pergunta. Ele olha para aliança em meu dedo. Eu já me peguei tirando e colocando essa aliança várias vezes. Eu não consigo me libertar disso. Me apavoro ao tirar essa aliança. Me apavoro ao colocá-la. Eu não consigo. Não vai me responder? Ele volta a me tirar dos meus pensamentos.
- Eu não tenho nada a dizer. Falo passando uma pomada relaxante em uma das suas pernas.
- Você não me parece feliz. Ainda mais quando toquei no seu marido.
- Desculpe Sr Carter. Prefiro não falar da minha vida pessoal. Se tiver alguma coisa em relação ao meu trabalho que queira dizer, estarei aqui. Acabo e coloco a meia em suas pernas.
- Assim seja Sra Stewart. Já acabou? Ele indaga sem paciência. Pego sua calça que já está separada e coloco no mesmo.
- Sim Sr. Puxo sua cadeira de rodas motorizada, e o ajudo ir para à mesma. Eu poderia me ausentar por umas duas horas, depois do almoço? Indaguei e ele me olhou parecendo não gostar. Na verdade ele demonstra não gostar de nada que eu faça, ainda mais quando peço algo. Mas eu preciso fazer o pré natal do meu bebê. Dou graças à Deus que posso me consultar no hospital e nas redes conveniadas, pois, senão, eu não teriam como pagar para realizar meu pré natal.
- Esse é o segundo mês que você me pede para sair depois do almoço. Quero saber onde vai? Porque você está no horário de trabalho e não no seu dia de folga. Respiro fundo. Ele tem razão. Mas eu não tenho como fazer um pré natal no domingo, que é meu dia de folga.
- Eu vou na hora do meu almoço. Digo e ele me olha. Algo mais que possa fazer pelo Sr.
- Não. Ele fala saindo do seu quarto e me deixando sozinha. As vezes o mau humor dele é insuportável. Saio e vou para sala de exercícios. Eu não tenho muito o que fazer aqui. Ele me paga bem para ficar à sua disposição o dia todo. O meu contrato de trabalho diz que eu tenho que ficar à disposição dele de nove horas da manhã até às nove da noite. Às sete e meia ele janta e depois vamos para seu quarto fazer os exercícios da perna. À Tarde ele faz os exercícios mais complexos com à fisioterapeuta. E eu fico na sala como ajuda.
- Loeeeeee. Meu sorriso logo vem aos lábios ao escutar uma vozinha doce.
- Estou aqui linda! Digo e ela desce as escadas com seu chupeta na boca e uma mantinha nas mãos.
- Você não foi me atodar. Ela fala vindo para meu colo.
- Eu estava fazendo os exercícios no papai primeiro, e também à Srta estava em um sono tão tranquilo quando passei no seu quarto que deixei você dormir mais. O dia está friozinho, então uma caminha com uma cobertinha não faz m*l.
- Quelo leitinho. Assinto.
- Vamos lá então tomar um leitinho com chocolate e depois tomar um banho. Sento ela em sua cadeirinha.
- Sra Stewart, obrigada por me ajudar com ela, mas Sr Carter já pediu para não deixar a Sra cuidar dela. Não é sua obrigação. Valquiria fala e eu assinto.
- Eu não estou cuidando dela Valquiria. Só estou dando o leite dela. Sei que ela não é minha obrigação, mas não posso desfazer dela. É uma criança de dois anos.
- Eu sei. Ela sente falta de uma mãe. E acredito que o Sr Carter não quer que ela se apegue a Sra por isso. Olho para Melissa que está comendo um biscoito. Como pode uma mãe abandonar seu próprio filho? Melissa é um anjo. Um amor de menina. Quando cheguei aqui, à primeira coisa que ela me perguntou foi se eu seria à mamãe dela? Meus olhos encheram de lágrimas. Porque ela tem dois anos e já passa por coisas que não deveria passar. Automaticamente levo minhas mãos à minha barriga. Meu filho será muito amado por mim. Ele é tudo para mim. Sempre será.
- Titia Valquiria, tem mais boio? Melissa pede com seu jeitinho doce.
- Claro que tem. Nessa casa não pode faltar bolo para a princesa da casa.
- Papai saliu?
- Não amor. Papai está aqui. Já iria perguntar se você não tinha acordado.
- Dece eu Loe. Quelo dar um beijo no mou papai. Sorrio dela e desço à mesma da sua cadeirinha. O Sr Carter aparece do lado dela e eu coloco à mesma em seu colo. Obligada. Ela pede e eu assinto
- Dormiu bem minha princesa? Ele pede e ela aperta seus pequenos bracinhos em volta do pescoço dele. Seu jeito ranzinza não se estende a ela. Ela é a única que consegue o fazer sorrir. Vejo que ele a ama de verdade.
- Sim. Mutão. Loe nem me atodou. Ele não diz nada sobre isso.
- Titia Valquiria vai colocar uma roupa bem quente em você. Está frio hoje. Ele fala e ela somente balançou à cabeça concordando. Papai está no escritório trabalhando, se precisar de mim, pode ir lá.
- Ok. Ela grita empolgada.
- Sra Stewart, me acompanhe ao escritório. Seu modo grosso volta com força total. Ele desce com cuidado Melissa e depois coloca sua cadeira para andar. Sigo o mesmo até chegar no escritório. Ele vai para trás da mesa, e me olha sério. Eu não quero que você faça nada para Melissa e nem com ela. Eu não quero ela apegada à você. Ela se apega muito fácil as pessoas, então não quero que ela se apegue a Sra. Assinto não concordando. Porque se trata de uma criança. Eu não vou desprezar uma menina de dois anos.
- O que o Sr quer que eu faça quando ela me chamar para brincar, para ler um livro para ela?
- Diga que eu farei com ela. Ela não precisa se apegar a alguém que está com os dias contato aqui. Quando ela fez dois anos, ela começou a chamar a babá de mãe. Tive que mandar a babá embora, porque não queria isso. Então, não fique perto dela. Ela tem dois anos, mas daqui uns meses fará três e cada dia que passa está ficando mais esperta. Ela pode se apegar mais a você.
- Não se preocupe Sr Carter. Farei o que o Sr me pede. Só quero que o Sr tenha em mente que estamos falando de uma criança. Mesmo que ela se apegue a mim, ela sabe que não sou mãe dela.
- Mas pode associar e querer você como mãe. Eu não quero isso. Ele fala com raiva. Ponha se no seu lugar. A Sra aqui é somente a minha enfermeira, que daqui uns meses sairá daqui e minha filha não faz parte das suas obrigações.
- Mais alguma coisa, Sr Carter? Indaguei não deixando me abalar pelo jeito grosso dele. Ele quer assim, assim será?
- Não.
- Com licença. Saio do escritório e vou para sala de exercícios. Sei que ele tem razão, mas não é possível que não entenda que estamos falando de uma criança. Ela vai se apegar à qualquer pessoa. Quando ela me perguntou se eu seria a mamãe dela, eu tive que dizer que não. Meu coração cortou ao dizer que era somente uma funcionária do pai dela. Que eu estava ali somente para cuidar do papai dela, mas qualquer coisa eu estava ali para o que ela precisasse. Logo de cara ela me pediu para ler uma historinha para ela. Assim eu fiz, como venho fazendo até hoje, porém agora isso acabou e eu não sei como fugirei dela. Vai doer em mim e sei que vai deixá-la triste também, porque sei que ela gosta demais de mim, assim como gosto dela.
Na hora do almoço fui na clínica que fazia o pré natal. Eu liguei para a Dra Stela para me atender mais cedo, devido ao horário de trabalho. Ela aceitou. Então eu tinha que ir rápido, só tinha uma hora e meia, não quero que o Sr Carter me chame a atenção. Não posso perder esse emprego agora. Quero pelo menos ficar os cinco ou seis meses nesse emprego para que possa ter um dinheiro para sair dessa cidade.
Não posso continuar aqui com Adam e Brandon circulando por aí. Nem pude fazer meu pré natal no hospital central de New York, por medo que eles estivessem ali vigiando. Eu não quero nunca mais voltar para a vida de antes. Não quero que meu bebê nasça no meio daquela sujeira toda. Tenho certeza que Adam e Brandon venderiam meu bebê por qualquer valor, então, não, eu não quero nunca mais viver o que vivi e nem deixar meu filho passar pelo que passei.
Na clínica à Dra já me atende. Fazemos todos os procedimentos para ver meu bebê. Ela me diz que o mesmo está bem. Que está evoluindo perfeitamente. Ela me pede alguns exames novamente e depois me libera. Vou embora faltando vinte minutos para acabar meu horário de almoço. O r**m da clínica é que fica afastada do centro de New York, então eu perdia muito tempo vindo até aqui, coisa que não aconteceria se fosse no hospital, já que o prédio onde mora o Sr Carter, é bem mais perto do hospital.