Beatrice começará a sentir- se sonolenta enquanto olhava a movimentação dos carros, até que a porta abre de repente, lhe fazendo sair do transe.
Lewis para diante da mesa sorrindo, acompanhado por uma mulher de cabelos ondulados até os ombros e olhos verdes brilhantes.
– O que achou de sua sala? Mandei redecorar pouco antes de ser admitida – diz olhando ao redor, sorrindo para si mesmo.
– É perfeita – diz principalmente da vista, dando uma rápida olhada nos carro abaixo – Agora preciso que me diga por onde começar. Estou completamente perdida – Ela o olha novamente.
– É por isto que ela está aqui – diz ele olhando para a mulher ao lado – Essa é Giulia Papadakis, será sua assistente.
Beatrice olha para Giulia que sorri sem mostrar os dentes, segurando algumas pastas contra o peito, enquanto em seu antebraço carregava uma bolsa quadrada preta.
– Qualquer dúvida que tiver, diga á ela que em seguida entrará em contato comigo e entrarei em contato com você o mais rápido que puder – finaliza sem diminuir o sorriso.
– Va bene – diz por fim, assentindo.
– Ótimo – Ele olha para o relógio de pulso – Tenho que ir.
Giulia abre uma agenda de couro marrom sobre a mesa, erguendo o olhar para Beatrice.
– Há um projeto para o centro de Atenas... – Começa com uma breve explicação.
Beatrice estava tão concentrada no projeto a sua frente que, m*l percebeu quando a hora do almoço se aproximava.
Recostou- se na cadeira olhando com atenção o primeiro pavilhão, após algumas horas, se sentindo orgulhosa de si mesma.
– Beatrice – Giulia chama – É hora do almoço.
Sorrindo em resposta, pega a bolsa ao lado levantando, parando diante da porta.
– Tem onde almoçar hoje? – Para de repente no meio da sala, com uma lembrança se fixando em sua mente.
Giulia franze o cenho confusa.
– Almoçarei com meu namorado.
– Ah. Claro – diz inspirando. Deixando a sala, põe- se a pensar onde almoçaria, já que não conhecia Atenas e consequentemente não sabia falar grego.
Lewis sai de sua sala, conversando animadamente com sua assistente, abrindo um largo sorriso ao vê- la.
– Como está sendo seu primeiro dia de trabalho até agora? – pergunta acompanhando- a até o elevador.
– Produtivo.
Ele a olha por alguns instantes.
– Onde irá almoçar, Beatrice? – pergunta por fim.
– Eu não faço ideia – diz sorrindo – Pensei m pedir informação ao GPS – brinca, se sentindo um pouco patética por não saber grego.
– Então hoje te apresentarei ao melhor restaurante que há em Atenas – diz Lewis animado, a fazendo sorrir.
Papadopoulos era um restaurante que servia comida típica, em um ambiente meramente rústico e moderno, com velas em luminárias de papéis e mesas redondas de madeira.
Beatrice encara o cardápio em grego, desejando um tradutor.
Lewis nota sua expressão confusa, baixando seu cardápio com a ponta do dedo.
– Quer ajuda? – pergunta baixo.
– Per favore – responde no mesmo tom.
Ele volta a olhar para o cardápio em suas mãos, dessa vez traduzindo o que tinha no menu.
– Há algo que n******e comer por causa da gravidez? – pergunta ao terminar, a olhando com atenção.
– Eu não sei – diz hesitante, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
– Sua médica não mencionou nada?
– Não tive tempo ainda de ir a uma consulta – diz receosa. A verdade era que não queria fazer um pré-natal. Não queria nem estar grávida para começo de conversa.
– Tem que fazer isso o mais rápido possível – diz sério, atraindo seu olhar.
– Assim que eu descobrir uma clínica, irei – argumenta.
Lewis acaba pedindo ao garçom algo com folhas e uma carne bem passada. Temendo que algo do cardápio fizesse m*l à Beatrice.
Mesmo diante de um prato simples, Beatrice comprovou que estava delicioso, acabando por desejar por mais.
– Não preciso nem perguntar o que achou – Lewis comenta, quando termina o segundo prato.
– Estava uma delícia – A alegria começa a dar lugar ao desconforto, ao sentir o embrulho no estômago costumeiro, temendo o que aconteceria em seguida.
– Tudo bem?
Ela n**a com a cabeça levantando, procurando com o olhar o banheiro, ao sentir o vômito em sua garganta.
Se afastando rapidamente da mesa, procura os reservados até encontrá- los perto de um pequeno bar.
Em um dos reservados, vomita todo seu almoço, ganhando de brinde o gosto amargo em sua boca.
Lewis a esperava paciente na mesa, a observando se aproximar com a expressão abatida.
Havia gotículas de suor na testa de Beatrice e sua pele estava pálida.
– Pedi um copo de água com limão pra você.
– Grazzi – Aos poucos sente seu corpo se recuperar e a fome se instalar novamente.
O garçom deixa sobre a mesa o copo, hesitante, decide tomar um pouco do líquido.
– Beba em pequenos goles – Lewis orienta e assim faz, conseguindo tomar metade da água – Como se sente? – Ela saboreia o gosto na boca.
– Melhor.
– Ótimo – diz ele orgulhoso, sorrindo.