Capítulo 6

863 Palavras
Beatrice começará a sentir- se sonolenta enquanto olhava a movimentação dos carros, até que a porta abre de repente, lhe fazendo sair do transe. Lewis para diante da mesa sorrindo, acompanhado por uma mulher de cabelos ondulados até os ombros e olhos verdes brilhantes. – O que achou de sua sala? Mandei redecorar pouco antes de ser admitida – diz olhando ao redor, sorrindo para si mesmo. – É perfeita – diz principalmente da vista, dando uma rápida olhada nos carro abaixo – Agora preciso que me diga por onde começar. Estou completamente perdida – Ela o olha novamente. – É por isto que ela está aqui – diz ele olhando para a mulher ao lado – Essa é Giulia Papadakis, será sua assistente. Beatrice olha para Giulia que sorri sem mostrar os dentes, segurando algumas pastas contra o peito, enquanto em seu antebraço carregava uma bolsa quadrada preta. – Qualquer dúvida que tiver, diga á ela que em seguida entrará em contato comigo e entrarei em contato com você o mais rápido que puder – finaliza sem diminuir o sorriso. – Va bene – diz por fim, assentindo. – Ótimo – Ele olha para o relógio de pulso – Tenho que ir. Giulia abre uma agenda de couro marrom sobre a mesa, erguendo o olhar para Beatrice. – Há um projeto para o centro de Atenas... – Começa com uma breve explicação. Beatrice estava tão concentrada no projeto a sua frente que, m*l percebeu quando a hora do almoço se aproximava. Recostou- se na cadeira olhando com atenção o primeiro pavilhão, após algumas horas, se sentindo orgulhosa de si mesma. – Beatrice – Giulia chama – É hora do almoço. Sorrindo em resposta, pega a bolsa ao lado levantando, parando diante da porta. – Tem onde almoçar hoje? – Para de repente no meio da sala, com uma lembrança se fixando em sua mente. Giulia franze o cenho confusa. – Almoçarei com meu namorado. – Ah. Claro – diz inspirando. Deixando a sala, põe- se a pensar onde almoçaria, já que não conhecia Atenas e consequentemente não sabia falar grego. Lewis sai de sua sala, conversando animadamente com sua assistente, abrindo um largo sorriso ao vê- la. – Como está sendo seu primeiro dia de trabalho até agora? – pergunta acompanhando- a até o elevador. – Produtivo. Ele a olha por alguns instantes. – Onde irá almoçar, Beatrice? – pergunta por fim. – Eu não faço ideia – diz sorrindo – Pensei m pedir informação ao GPS – brinca, se sentindo um pouco patética por não saber grego. – Então hoje te apresentarei ao melhor restaurante que há em Atenas – diz Lewis animado, a fazendo sorrir. Papadopoulos era um restaurante que servia comida típica, em um ambiente meramente rústico e moderno, com velas em luminárias de papéis e mesas redondas de madeira. Beatrice encara o cardápio em grego, desejando um tradutor. Lewis nota sua expressão confusa, baixando seu cardápio com a ponta do dedo. – Quer ajuda? – pergunta baixo. – Per favore – responde no mesmo tom. Ele volta a olhar para o cardápio em suas mãos, dessa vez traduzindo o que tinha no menu. – Há algo que n******e comer por causa da gravidez? – pergunta ao terminar, a olhando com atenção. – Eu não sei – diz hesitante, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Sua médica não mencionou nada? – Não tive tempo ainda de ir a uma consulta – diz receosa. A verdade era que não queria fazer um pré-natal. Não queria nem estar grávida para começo de conversa. – Tem que fazer isso o mais rápido possível – diz sério, atraindo seu olhar. – Assim que eu descobrir uma clínica, irei – argumenta. Lewis acaba pedindo ao garçom algo com folhas e uma carne bem passada. Temendo que algo do cardápio fizesse m*l à Beatrice. Mesmo diante de um prato simples, Beatrice comprovou que estava delicioso, acabando por desejar por mais. – Não preciso nem perguntar o que achou – Lewis comenta, quando termina o segundo prato. – Estava uma delícia – A alegria começa a dar lugar ao desconforto, ao sentir o embrulho no estômago costumeiro, temendo o que aconteceria em seguida. – Tudo bem? Ela n**a com a cabeça levantando, procurando com o olhar o banheiro, ao sentir o vômito em sua garganta. Se afastando rapidamente da mesa, procura os reservados até encontrá- los perto de um pequeno bar. Em um dos reservados, vomita todo seu almoço, ganhando de brinde o gosto amargo em sua boca. Lewis a esperava paciente na mesa, a observando se aproximar com a expressão abatida. Havia gotículas de suor na testa de Beatrice e sua pele estava pálida. – Pedi um copo de água com limão pra você. – Grazzi – Aos poucos sente seu corpo se recuperar e a fome se instalar novamente. O garçom deixa sobre a mesa o copo, hesitante, decide tomar um pouco do líquido. – Beba em pequenos goles – Lewis orienta e assim faz, conseguindo tomar metade da água – Como se sente? – Ela saboreia o gosto na boca. – Melhor. – Ótimo – diz ele orgulhoso, sorrindo.
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