Capítulo 5

1026 Palavras
Grécia, Atenas. O clima é agradável quando Beatrice desembarca em Atenas na tarde do dia seguinte ao lado de Lewis. Sentirá os sintomas da gravidez mais intensos durante todo o voo. A fazendo desejar que aquele avião pousasse logo. – A cidade de Matteo até pode ser Roma. Mas sem dúvidas, a minha é Atenas – diz Lewis, diante da movimentação contínua em sua frente, quando saem do aeroporto. Dentro do táxi, Lewis diz ao motorista, em grego, o endereço. Atenas tinhas sua beleza como Roma, Beatrice conclui, observando a cidade na luz do fim de tarde. O motorista dirige para fora da cidade, virando algumas curvas, até chegar em uma colina cercada pelo mar. Lá de cima, podia- se ver parte da cidade e de suas luzes que ascendiam aos poucos. Um belo jardim e árvores, quase que escondiam uma casa de alvenaria de dois andares ao fundo, cujas janelas de vidro, refletiam o pôr- do- sol em tons de laranja e rosa. – O que acha? – Lewis pergunta, ao descerem do carro. A observando olhar tudo ao redor com atenção. – É linda – diz Beatrice, notando cada detalhe. – Fico feliz que tenha gostado. Pensei que pudesse ficar aqui, até decidir onde quer morar em Atenas – explica, pegando um pequeno molho de chaves dentro do vaso de planta ao lado da porta. Um lustre pendia no vestíbulo, a sala de estar era em tons neutros, com sofás de canto e uma mesinha de centro que de longe parecia ser feita com o mais delicado dos vidros, devido as porções de detalhes que a compunha. No cômodo do lado esquerdo, era a sala de estar com uma janela que dava para o mar e uma mesa de seis cadeiras com acolchoado vermelho. Mais a frente havia o escritório com uma mini biblioteca, depois cozinha e lavanderia. No andar de cima, três quartos, sendo a suíte com vista para a cidade. – Me ligue se precisar de alguma coisa – Ele anota uma sequência de números, lhe entregando o pedaço de papel – Há um carro na garagem, a localização da empresa já está gravada no GPS. – Grazzi, signor Lewis – diz em seu sotaque italiano. – Apenas Lewis. Não precisamos de formalidades. Lewis passa por ela em direção da saída e em poucos segundos o táxi só era apenas pequenas luzes no escuro. Quando se vê realmente sozinha, decidi ligar o alarme da casa, depois disso, com certeza dificuldade, leva sua única mala para o andar superior, jogando- se na cama ao entrar no quarto principal. A cama era ótima, tivera quase a impressão de ser feita de nuvens de tão macia. Deixando a cama, entra no banheiro composto por mármore branco e um chuveiro que com certeza cabia duas pessoas dentro, além de uma banheira que parecia uma piscina. Sorri para si mesma maravilhada. Queria tanto que Luca visse tudo aquilo, talvez assim ficasse feliz por ela. Pegando o celular, tira uma foto do quarto, colocando como legenda um cheguei. A mensagem é visualizada minutos depois, entretanto, Luca não se dá o luxo de responder. Beatrice solta o ar dos pulmões, jogando o celular sobre a cama. Na manhã seguinte, se sentia num misto de ansiedade e nervosismo, a mesma sensação que tivera antes de começar a trabalhar para Matteo, constata. Matteo, sua mente sussurra. Lembrando do buraco que abrirá em seu peito e de suas palavras afiadas como lâminas. Odiava– se pelo fato de uma vez ou outra sempre pensar nele, mesmo apesar de tudo que fizera. Tentava fazer- se entender que ele não a amava que, fora ingênua em aceitar sua proposta libidinosa, sem achar que não se apaixonaria e que não teria as consequências. Acreditava que uma das consequências, estava em seu ventre, lhe causando enjoos e tonturas, e que seria apenas ela que carregará aquela responsabilidade pelo resto da vida. Parada em frente ao espelho, olhou- se pela terceira vez, certificando- se que estava apresentável na camiseta branca social dobrada até os cotovelos e a saia preta. Notou- se que estava mais pálida do que o normal, o que a fez passar um pouco de blush nas bochechas e um pouco de batom vermelho nos lábios. Uma SUV preto a esperava na garagem, sentiu- se como uma criança que acabara de ganhar um brinquedo novo, ao ligar o motor e começar a seguir a rota que o GPS ditava. Mesmo seguindo os comandos do GPS, conseguirá chegar atrasada na Demetriou Engenharia, ainda perdendo alguns minutos procurando vaga no estacionamento subterrâneo. Há uma movimentação crescente quando as portas do elevador se abrem. Sem dúvidas Lewis tinha o dobro de funcionários. Ela caminha por entre ás pessoas, até uma porta com a palavra Departamento de Recursos Humanos estampada. Uma mulher de cabelo raspado e usando brincos de argolas, arrumava alguns países sobre a mesa, quando bate na porta entre aberta e a abre. – Buongiorno – diz Beatrice, mantendo a voz firme – Sou... – Beatriz D’Ângelo – Ela a interrompe – Fui informada da sua contratação – Levanta em seguida, os olhos verdes– escuros se fixando em Beatrice – Já conheceu sua sala? – Ainda não – Pegando um crachá ao lado, dá a volta na mesa, estendendo- o. Beatrice a segue para o andar superior, onde há movimentação era menor. A secretária apenas ergue a cabeça quando ambas passam por sua mesa, voltando para seus afazeres. Uma porta quase no final do corredor é aberta, seu interior era composto por uma mesa de mogno de canto, um par de cadeiras da mesma cor, estantes duplas com arquivos e um banheiro privado. Era melhor do que havia imaginado e olha que acreditava que dividiria a sala com outras pessoas. – Boa sorte – diz sua guia, antes de ir embora. Parada no meio do cômodo com cheiro de tinta recente, não tem noção por onde começar. Por estar habituada com a rotina de Matteo, esperava que lhe dissesse tudo que tinha programado para o dia mas, pelo o que percebeu pelos minutos seguintes, ninguém iria entrar de repente pela porta com uma agenda em mãos.
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