Capítulo 2

856 Palavras
Beatrice m*l acordou e precisou ir correndo para o banheiro. Sentiu seu estômago doer, ao vomitar o que não tinha. O cheiro de café a deixará completamente nauseada, fazendo – a ainda ir no banheiro antes de sair umas três vezes. – Tenha um bom dia – diz Celly na porta da casa, depois de fazê– la tomar pelo menos uma xícara de chá. Beatrice sorri em resposta, caminhando em direção da porta. Pretendia na hora do almoço, visitar Ida. Sabia que a encheria de perguntas, buscando saber como fora a estadia até a casa de Kathleen e sabia que precisava omitir alguns fatos. Para o bem da saúde dela. Não queria que soubesse do bebê por enquanto é nem da rejeição de Marco. Ao entrar na Engenharia Montana, constata ao olhar para seu relógio de pulso, que conseguirá chegar vinte minutos antes de Matteo. O que lhe dava tempo para preparar seu psicológico. A porta do elevador abre e sob o olhar da secretária, caminha até a mesa. – Signor Montana, pediu que passasse no RH – diz com um sorriso contido. Beatrice apenas assenti, dando meia volta. Acreditando que deveria ser mais um dos problemas que ele gostava de ficar por dentro. Dois andares abaixo, procura a sala do RH, no qual um homem robusto, usando óculos fundo de garrafa era o responsável pelo departamento. – O que deseja? – pergunta atrás de um computador, após bater na porta e abri– la em seguida. – Signor Montana, pediu que vinhesse até aqui. Me chamo Beatrice D'Ângelo . – Ah. Claro – Ele pega uma folha ao lado, lhe estendendo. – O que é isto? – pergunta confusa com os termos formais. – Sua demissão – diz ele, desviando a atenção da tela do computador por uma fração de segundo – Foi desligada da empresa. Beatrice abre os lábios surpresa, sentindo o papel mais pesado que o normal. Não podia estar escutando direito... – ... Por qual motivo? – Ouve – se perguntar. Ele dá de ombros, pouco se importando. – Não acho que signor Montana precise de um motivo para demitir alguém – Ele suspira, massageando ás têmporas. Endireitando a postura – Talvez não tenha passado na experiência. Não passei de uma experiência de um mês, Beatrice pensa, engolindo em seco, evitando que lágrimas fossem a tona. Não havia significado nada para ele. Carregar um bebê dele, não significava nada para ele. Absolutamente nada. – Preciso do seu crachá – finaliza. Ela o tira da bolsa, deixando sobre a mesa, saindo em seguida da sala. Seus pensamentos começaram a lhe atacar de uma só vez. O que faria agora? O que aconteceria com Ida? E com o bebê? Estava grávida! Não podia morar o resto da sua vida na casa de Celly. Muito menos ir para a casa de Ida. No interior do elevador, inspira e expira diversas vezes, a ponto de ter um ataque de ansiedade. Apertando freneticamente o botão do térreo, não via a hora de sair daquela caixa de metal e poder respirar fundo. Passando rapidamente por um g***o de pessoas, vê a saída a frente como uma luz no fim do túnel, sendo impedida de sair por um esbarrão que, quase a faz perder o equilíbrio. Beatrice está ofegante e trêmula, quando seus olhos se fixam no homem a frente. – Srta. D'Ângelo. Que surpresa! – diz Lewis sorrindo. O sorriso desaparecendo em seguida, ao notar seu estado – Está tudo bem? Está passando m*l? – Sua voz se torna preocupada. Ela olha ao redor respirando pela boca, as lágrimas embaçado a visão e as palavras do chefe do RH ecoando em sua mente. Começando a odiar Matteo e ainda mais ela. – Vamos sair daqui – diz Lewis, guiando– a gentilmente pelo braço para fora do prédio. Virando a esquina, entraram em uma cafeteria, onde rapidamente pede a garçonete um copo de água. Quando a água desce pela garganta de Beatrice, a necessidade de vomitar se torna urgente e tem que abandonar a mesa rapidamente em direção ao banheiro no fundo do estabelecimento. Ao menos fecha a porta, antes de se curvar sobre a privada e vomitar a água que havia tomado. Lewis para em frente ao reservado pouco tempo depois, a olhando sem saber o que fazer, para só então decidir hesitante, segurar seu cabelo. Seu celular começa a tocar e uma voz feminina diz: Agápi. Mesmo em seu estado deplorável, Beatrice ainda questiona sobre quem nos dias atuais tinha um nome tão exótico. – Oi – diz ele ao atender, segurando com um pouco mais de firmeza o cabelo de Beatrice, quando se curva novamente sobre a privada – Estou um pouco...ocupado no momento. Não, agápi. Não é isso. Sabe que paro tudo o que estiver fazendo para lhe dar atenção, só que no momento... – Ela vomita novamente, gemendo baixo – estou ocupado. Te ligo quando terminar – Ele desliga, observando Beatrice encarar o vazio arfante – Intoxicação alimentar? – pergunta lhe soltando os cabelos nas costas, se mostrando desconfortável. Ela n**a lentamente com a cabeça, sentindo o estômago doer. – Gravidez mesmo.
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