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Amor em alto mar

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Sinopse

Claire é uma jovem afortunada de beleza, mas não de dinheiro, com isso o pai reverendo entrega a mão de sua linda filha para o arrogante herdeiro de uma siderúrgica. No caminho para seu casamento Claire conhece Robert, um aspirante a Conde. A jovem desafia sua família e amigos para ficar com Robert, mas nem tudo sai como o planejado. Quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.

Eles só voltam a se encontrar novamente 7 anos depois, e Robert m*l consegue acreditar que a garota que destruiu seu sonhos e seu coração ainda é a única mulher que o deixa sem fôlego. Claire também se vê indignada com o poder que ele ainda possuí sobre ela. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações m*ltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

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Cap. 1
1898 Inverno, Paris. Debruçada sobre o beiral do navio, Claire observava atentamente as ondas que se quebravam em alto mar. Ela riu com ironia enquanto analisava a própria roupa, o pai a havia vestido feito uma dama da alta sociedade. Um vestido único e exclusivamente feito para ela com o intuito claro de atrair o homem que o reverendo desejava que logo se convertesse em seu marido, a questão era que, Claire não o queria como marido. Devia admitir que Lorde Billy não era um homem f**o, mas seu caráter era duvidoso e já ouvira mais de três pessoas o dizerem. Era claro que o homem possuía uma fortuna invejável e ela sabia que esse era o motivo do pai " tão religioso " desejar com tanta intensidade o matrimônio. Ela se inclinou um pouco mais pra frente. Só um pouquinho mais ... E se ... — Srta. whistledown.- Billy pigarreou chamando a atenção de Claire e interrompendo os pensamentos da dama. Ela imediatamente se afastou do beiral, tirou uma ruga imaginária do vestido e o encarou. — Milorde. - Claire manuseou a cabeça em um cumprimento gracioso após limpar a garganta de forma não tão cortês, mas simplesmente a havia sentido arranhar e não pôde evitar. — Está fazendo muito frio aqui fora, gostaria de entrar? .- Ele inclinou a cabeça em direção aos seus aposentos. Billy tinha um sorriso presunçoso nos lábios o que fez o estômago de Claire embrulhar. Ela cerrou os olhos para ele. Sabia muito bem que homens como Billy não se importavam nem um pouco em desonrar uma dama antes do casamento, na verdade, até achavam apropriado, mas se ele pensava que o faria com ela, estava muito enganado. — De fato, já estava retornando para os meus aposentos. - Ela abriu o mais perto que pôde de um sorriso. — Com sua licença. Billy segurou o braço dela com suavidade, não havia se feito claro o suficiente pelo visto. — Na verdade, gostaria que viesse até os meus aposentos, milady. Ele tinha exatos oito anos a mais do que Claire, na flor de seus dezessete anos ela devia ser inocente o suficiente para acatar as vontades de um homem já formado, mas a realidade é que Claire nunca fora uma garota convencional. Ela geralmente nunca aceitava os limites que lhe eram impostos e tampouco seguia as regras que não desejava seguir. Ela se soltou sem muita cerimônia e com pouca educação. — Absolutamente milorde, o senhor se fez entender, mas como disse, desejo voltar aos meus aposentos. Não fui clara? .- Ela estreitou os olhos de maneira desafiadora. Billy trincou os dentes, pensou em pega-la e levá-la para seus aposentos arrastada, mas decidiu respirar fundo, afinal, Claire em breve seria sua esposa e não teria como fugir de tudo o que desejava fazer com ela. — Perdoe-me. Nos vemos amanhã? Ela assentiu e sem dizer mais nenhuma palavra, seguiu em direção a ala sul. O sapato dela podia ser ouvido chocando-se contra a madeira do navio, era evidente que estava quase correndo. Sentia-se um tanto quanto nauseada, nunca antes havia estado em alto mar e agora que o fazia, sentia vontade de fugir. Claire não poderia contar nos dedos a quantidade absurda de vezes que desejou se lançar no mar. Até mesmo ser comida por peixes ou morrer afogada - visto que não sabia nadar - seria melhor do que se tornar esposa do pomposo Lorde Billy. No mínimo, teria sífilis daqui a alguns anos, o homem não se encaixava no perfil de fidelidade e algo dizia a Claire que nunca poderia ser feliz em tal união. Na verdade, sentia que seria extremamente infeliz se não conseguisse fugir. Na realidade, nunca tinha amado ninguém, era jovem demais para isso. Nunca tinha sentido o coração saltar mais rápido simplesmente por estar na presença de alguém, nem sentido o formigamento nas pernas que era descrito nos livros que lia, mas Deus sabia o quanto ansiava por isso. Nunca presenciara amores arrebatadores de perto, fora criada em uma família tradicional católica, os pais não se amavam, eles se suportavam e isso era tudo. A mãe de Claire, Olívia havia falecido a seis anos e desde então o pai não havia demonstrado nenhum interesse em encontrar uma outra esposa, na realidade, o reverendo geralmente estava preocupado demais procurando um marido para Claire e pensando nos possíveis futuros maridos para Julie e a pobrezinha só tinha doze anos. Claire não conseguia controlar os enjoos que a surgia a cada segundo e por seus cálculos ainda demoraria um mês para pisar em terra firme. Billy tinha família em Londres e queria que todos conhecessem a noiva, bom, isso era o que dizia, mas Claire sabia bem que ele tinha negócios a tratar em Londres e esse era o único motivo pelo qual estavam indo para lá. Talvez até lá, tivesse enfim morrido de tanto vomitar e então, o maldito seria viúvo antes mesmo do casamento - Claire esboçou uma risada travessa ao pensar no ódio que Billy sentiria se ela morresse.- O homem era orgulhoso demais e um tremendo mimado, senão tivesse o que desejava, era capaz de fazer uma loucura. Por Deus, seria capaz de voltar dos mortos só para ver a raiva que lhe causara. ~ Na manhã seguinte, Claire ainda estava com um péssimo humor. — Vamos Claire, levante-se. Sabe que papai não gosta que nos atrasemos. - A voz doce de Julie chegou aos ouvidos dela, mas não fora o suficiente para desperta-la. Claire puxou o travesseiro e colocou por cima do rosto. Não queria ver o pai e acima de tudo, não queria ver Lorde Billy. — Diga que não me sinto bem. - Bufou. Julie pegou a mão da irmã e fez um círculo de carinho ali. — Lorde Billy não parece ser tão m*l assim. Claire se sentou na cama e abraçou as próprias pernas. Ela fez uma cara de choro para a irmã. Julie tinha apenas doze anos, mas era a melhor amiga de Claire e a entendia melhor do que qualquer pessoa no mundo. — Ju, ele é detestável. - Ela se aproximou de Julie, como se alguém pudesse ouvi-la. — Acredita que ontem pediu para que eu fosse até seus aposentos? A pequena levou a mão aos lábios, assustada. Não sabia ao certo porquê estava assustada, m*l sabia o que significava aquilo, mas Claire parecia tão indignada que ela também tinha que ficar. — E você foi? .- Perguntou, simplesmente porque não tinha nada mais para falar. Claire balançou a cabeça em negativa muitas vezes e com força. — Nem se ele tivesse uma pistola apontada para a minha cabeça. Julie abriu uma risada diante da fala da irmã. Claire era um espelho para Julie, m*l havia conhecido a mãe, então Claire era o mais perto que tinha disso. Amava-a muito. — Vamos, não quero que papai brigue com você. - Ela torceu os lábios e fez um biquinho, sabia que a irmã quase nunca negava um pedido quando o fazia. Exceto por uma vez, quando Julie havia pedido o único chocolate que Claire ganhara de presente de aniversário, tudo o que conseguiu foi um mísero pedaço. Ela bufou, resmungou um pouco e em seguida ficou de pé. — Detesto Lorde Billy, detesto esse navio i****a e detesto o papai por me obrigar a socializar com aquele sujeito. Claire começara a se vestir enquanto ainda mentalizava tudo o que detestava em sua vida e a única coisa que passou batido, foi Julie. Não deixaria de forma alguma que o pai fizesse o mesmo com a irmã, seria uma mulher independente e a traria para morar com ela quando completasse dezesseis anos, precisava fazê-lo antes que o pai a arrumasse um marido indesejado. — Sabe que Lorde Billy será seu marido, não é? Claire franziu a testa. — Não se eu puder evitar, disso, tenha certeza. Julie decidiu não revidar o comentário da irmã, mas era evidente que nada podia ser feito. O acordo já estava selado e muito em breve, a irmã seria conhecia como senhora Claire Hyde, esposa do dono de uma das empresas siderúrgicas mais ricas do mundo. Isso podia encantar qualquer jovenzinha de Paris, Londres, ou onde quer que fosse, mas não Claire. Os olhos dela não se enchiam mediante a fortuna de Billy, e ela não se alegrava em saber que caso se casasse com ele seria multimilionária, na verdade, isso não a interessava nem um pouco e ousava dizer que preferia uma vida pacata no campo ao invés de uma vida movimentada em Londres.

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