Criei a minha filha com muito amor e cuidado, e proteção também, só que eu também não podia ficar mercê do i*****l do Gabriel, que sempre foi amigo do Ruan e da Laura, ele veio aqui falou sobre a Lais, mais jamais que eu iria aceitar essa criança aqui, porque ela ia me trazer problemas, então simplesmente fiz o que achei melhor, ameacei de matar a menina, ainda mais que ele me fez fazer o exame, lógico que eu sabia que ia dar positivo, Ruan ainda me deixou problemas para ser resolvido, porque ele deixou um docie das mãos do Gabriel, e se eu deixasse ele ia se vingar, então precisei ir atrás da Laís, quando estava com dois anos eu tentei matar ela, tentei vender ela, mas não consegui em todas as vezes algum segurança me atrapalhou, sim, aquele i*****l se armou, fez aliados tudo para proteger ela, e por fim sumiu com a garota para bem longe, e nunca soube dela, e assim segui a minha vida tranquilo, quando conheci a desgraçada da Laís como amiga da minha filha, eu pensei que era só uma coincidência, já que o meu informate que coloquei para descubram algo, me disse que a mesma morava do Brasil, me mandou votos de uma garota lá morena cabelos pretos, estudando numa faculdade de direitos, que nunca soube de mim, que o Gabriel a mandou para ser criada com a sua irmã lá, então deixei ela seguindo a sua vida, mas já estava me preparando, porque eu sabia que agora com os seus 20 anos ela poderia querer assumir a sua herança, como a Catharina vai assumir, pelo menos isso aquele i****a fez, só que ele também deixou uma porcentagem da empresa para Laís, só que a Catharina tem mais, ela tem 30% e a Laís só 20%, e agora ela conseguiu envolver com o Enzo, e engravidou dele, isso que é inteligência, e eu sei que ela vai me passar a parte do Ruan para mim, como sempre fiz ela pensar que me devia isso.
Agora estou aqui em casa conversando com a minha mulher sobre a bomba que aquela filha da p**a jogou, antes de sumir de vez.
_ Amor como o Gabriel pode fazer isso, usar a nossa neta contra a gente, ele deveria ter dado ela para nos- Madalena fala triste
_ Sim amor, era nosso direto de criar ela, de pode ter um pedaço do nosso filho com a gente- Respondi a ela
E assim fiquei ali escutando as suas reclamações, apoiando tudo que ela falava, e depois fomos dormir, já da manha seguinte acordei me arrumei e fui fazer o café da manha da Madalena, e assim seguiu o dia, escutei a campainha tocar, mas tem liguei deve ser alguma entrega.
Mas o dia hoje estava como se quisesse me lembrar que nada mais podia ficar no escuro. Eu estava no meu escritório, a televisão do jornal, que eu sempre gostei de deixar, com o copo meio cheia de whisky o jornal do dia amassado na cadeira. O mundo inteiro parecia girar em câmera lenta, até que a manchete apareceu: “SALVATORE — ESCÂNDALO EVIDENTE: DOCUMENTOS LIGAM FAMÍLIA A ACIDENTES, FRAUDES E SEGREDOS.
A TV não parava de falar, e era minha cara ali aparecendo, o telefone começou a tocar. Primeiro um número de um repórter; depois, o silêncio do outro lado, o som de uma linha que cortou; advogados em prantos, ligações que pediam explicações, aliados em pânico. Cada toque era um prego novo cravado no caixão do que eu havia construído, a minha porta tentou ser aberta, só que estava trancada.
Tentei manter a voz firme. “Não sei do que estão falando”, disse a um homem que tremia do outro lado da linha. “Temos assessoria, aguardem.” Coloquei o telefone no gancho e olhei para a tela. Um vídeo, depois outro. Trechos de contratos, e-mails, registros de chamadas e, mais pesado que tudo, arquivos que ligavam o meu nome às mortes: à mãe do Ruan, ao acidente de avião que levou os pais do Taylor e o meu irmão a morte, o meu estômago revirou, não por culpa — isso era outra coisa que eu há muito tempo deixei para trás — mas por ver que tudo aquilo que eu calculei, escondi e manipulei agora estava exposto para pessoas que não iriam me poupar.
Ouvi passos no corredor, e eu fui abrir preciso colocar a culpa do Gabriel,Madalena entrou ali como sempre entrou: luz do rosto, olhos interrogativos. Viu a televisão e parou. Vi no seu rosto o primeiro choque quando leu as palavras que eu já conhecia: “fraude”, “encobrimento”, “provas”. Não havia como fingir normalidade.
— Eduardo — ela falou, sem ataque, só a voz cortante do espanto. — O que é isso?
Puxei coragem que nem sabia que tinha e tentei explicar. Senti a palavra “explicar” ridícula na minha boca, como se explicações pudessem apagar telas e áudios acumulados.
_ Amor com certeza isso é o Gabriel querendo me usar para suas vinganças junto com a Lais, certeza que ele está usando a menina, ainda, mas que ela falou para a nossa filha, que nos nunca quisemos ela, não podemos deixar isso assim, você não acha que se fosse verdade tudo isso tinha já sido descoberto, ou você acha que eu ia ficar assim tranquilo até hoje, lógico que não amor, preciso do seu apoio- falei segurando nas suas mãos e olhando nos seus olhos
Falei de inimigos, de falsas acusações, de erros de quem desejava me ver caído. Falei tão rápido que eu mesmo surpreendi-me com a quantidade de mentira que a minha garganta podia produzir.
Ela não me deixou terminar. Acreditei, por um segundo infeliz, que ela aceitaria. Madalena sempre foi prática; chorava pouco e tomava decisões. Mas quando ela se aproximou da televisão, e viu os trechos que mostravam documentos onde o meu nome aparecia ligado a transferências, a acordos secretos e testemunhos que contradiziam tudo o que havíamos firmado como “família”, eu vi nela não apenas decepção — vi traição.
— Como pôde esconder isso? — ela perguntou. — Como pôde mentir para mim? Como fui tão i****a assim, você me usou, e deveria rir de mim todos os dias, como pôde sair matando assim a mãe do seu filho, seu irmão e os pais do Taylor, deixou três crianças sem seus pais e mãe, como você foi tão monstruoso assim- ela me pergunta gritando de ódio
As perguntas dela eram facas sem cabo. Eu quis responder com o costumeiro tom imperial, com a autoridade que sempre me acompanhou, mas as palavras abandonaram-me. Não era apenas a exposição da corrupção: havia algo muito pessoal nas matérias que explodiam em horas naquela tela. Testemunhos que falavam de mulheres deixadas, promessas quebradas, e sobretudo da história que terminou por colocar Catharina sob o nosso teto.
Foi então que a casa voltou a se agitar. Bateram a porta como se a casa soubesse que era hora de vir descobrir a verdade. A porta de madeira tremeu com as mãos que puxavam o trinco, e quando se abriu, não entrou apenas lado a lado de vizinhos curiosos — entraram Catharina, Enzo, Rayane, Pietro e Taylor. Olhos que eu conhecia, expressões que eu havia visto em aniversários e reuniões formais; agora eram olhos famintos por respostas.
— Pai — foi Catharina quem falou primeiro, a voz pequena, mas urgente. — O que dizem na televisão? É verdade? Como assim sou sua filha de verdade?
O mundo me condenou naquela pergunta. Ela olhava para mim como se buscasse uma resposta. Enzo, sempre mais direto, avançou um passo, só que o Pietro parou ele, e me olhou furioso.
— O que saiu na mídia é real? Tem ligação com a nossa família? Você realmente matou meu pai e os pais do Taylor para eles não expor o senhor, me fez odiar as pessoas erradas, como pôde fazer isso, matou a mãe do Ruan, matou seu irmão de sangue, e outro casal que tinha uma vida pela frente, manipulou o Ruan, ameaçou ele com a Lais e a Laura, sim, já tenho tudo isso, e ainda ameaçou em matar a Lais pequena, e ainda não ia deixar a garota assumir a sua herança que o pai a deixou, como pôde fazer isso, e ainda escondeu a verdade sobre Catharina para a minha tia e para ela também- Pietro fala tudo numa raiva grande
Madalena se virou para mim. A postura dela mudou: o calor do rosto foi substituído por uma frieza que doía mais do que qualquer acusação na tela.
— Você me traiu? — ela cortou. — Escondeu da minha cara que Catharina é sua filha biológica? Como pôde? E ainda é um ladrão e assassino, você não vai sair imune? ela me fala
A sala ficou pequena demais. Cada palavra ecoou em mim com o som de algo que eu mesmo havia cavado: a cova da verdade. Tentei reunir arrogância, indignação, o volante de comando que sempre puxei em situações parecidas, mas a incredulidade da mulher que dividi a cama cortou qualquer linha de defesa, e agora não preciso me esconder e tem fazer de vítima
— Madalena — comecei, fraco —, não é assim. Você não entende tudo o que foi preciso para proteger a família.
— Proteger? — ela riu, um som sem humor. — Você chama isso de proteger? Esconder uma filha? Roubar a verdade da minha cara? E as mortes… Eduardo, como pôde?
_ Você quer mesmo saber, eu vou falar, eu tentei ser o melhor que eu podia, foi, mas forte que mim, aquele desgraçado do meu irmão, impôs regras para mim, me ameaçou, quando soube de tudo, quis vim dar um de todo certinho, falando que se eu não lhe contasse sobre a mãe do Ruan, sobre as coisas que eu fiz com você, ele iria tirar a minha herança, como ele achava que podia fazer isso, a herança era minha assim como metade era dele, foi nossos pais que deixou para nós, então eu vim aqui só contei o que eu sabia que queria escutar, ainda mais porque tinha perdido nosso filho, estava frágil e tudo, mas, quer saber foi por minha causa que você perdeu a criança, e para não corre o risco eu mandei o médico lhe falar que preciso retirar o seu útero se não você morreria, eu matei aquela i*****l porque achou que podia me chantagear, sempre fui apaixonado por você, mas também sempre fui apaixonado pela Rose, só que ela nunca quis dar chance de conhecer outro homem, assim como gostei da Patrícia, eu que mandei ela se aproximar de você Catharina com, mas um homem dizendo ser seus pais biológicos, mas só a Paty é sua mãe, sim, eu usei o Ruan, e ainda ameacei a Laura ainda grávida, se ele abria-se a boca, era para ele estar vivo hoje, se eu não tivesse ameaçado ele para entrar lá daquela noite, se vocês ou os polícias, não tivesse matado ele, já tinha meus parceiros que estavam preparado para isso, só não ia imaginar que o Gabriel ia proteger a Lais com unhas e dentes, o meu único acerto foi você minha princesa- eu falei tudo que estava intalado da minha garganta
_ Seu monstro quero que você pague caro, por tudo que fez- Madalena gritou para mim
Pietro aproximou-se, olhos duros. Taylor mordeu o lábio. Rayane segurava a mão de Enzo, como se quisesse anular o que via pela força do toque. A casa cheirava a eletricidade de gente pronta para explodir, Madalena foi até a Catharina, e abraçou ela que chorava baixinho.
— A mídia tem documentos — disse Pietro, frio. — Contratos, testemunhos. A acusação é direta: você participou de desvios, manipulações. E quanto a Catharina… por que? Por que esconder?
Eu senti a garganta apertar. Havia explicações que, até há pouco, me pareciam justificáveis. Havia toda uma arquitetura de decisões que eu tomei para manter o nome, para assegurar fortunas, para acalentar interesses do meu sangue. E havia uma mulher — Catharina — cuja existência eu havia manejado como peça de xadrez.