Chapter 19

1719 Palavras
Ele sai de cima de mim e sinto quando se move para o pé da cama. Quando ele segura meu tornozelo direito, soube o motivo. Ele amarraria também minhas pernas. Ele passa a corda em volta do meu tornozelo enquanto meu coração acelerava. Quando minha perna esquerda fica presa, ele pega a outra perna. As mãos eram fortes e decididas ao passar a corda em volta do meu tornozelo e amarrar a outra ponta na cama, me deixando deitada com as pernas abertas. Era uma posição desconcertante e, assim que Guilherme recuou, instintivamente tentei fechar as pernas. Obviamente, não consegui movê-las mais do que alguns centímetros. Como as cordas em volta dos pulsos, as cordas nos tornozelos me prendiam seguramente no lugar sem cortar a circulação. Ele sabia certamente sabia como amarrar alguém. — Guilherme? — Me ocorreu que ainda estava com a roupa íntima — O que você vai fazer comigo? Ele não respondeu. Sinto o colchão afundar novamente quando ele se levantou. Depois, ouvi passos e o som da porta sendo fechada. Ele saiu dali, me deixando amarrada à cama. Meu coração acelerou. Flexionei os braços, testando a corda novamente, mesmo sabendo que era inútil. Como sperado, as cordas quase não cederam e machucaram a pele quando tentei puxá-las. Estava quase nua e sozinha, vendada e amarrada naquela casa desconhecida. Depois de alguns minutos, testei as cordas novamente. Elas continuaram sem ceder... e ainda não havia sinal de Guilherme. Me forcei a respirar fundo e a soltar o ar lentamente. Nada de horrível estava acontecendo. Ninguém iria me machucar. Não sabia qual era o jogo de Guilherme, mas não parecia particularmente brutal. Mas você quer que seja brutal, lembrou uma voz na minha cabeça. Você quer dor e violência. Silenciei aquela voz e me concentrei em permanecer calma. Mais alguns minutos se passaram lentamente. — Guilherme? — Não consegui permanecer em silêncio por mais tempo. — Guilherme, onde está você? Nada. Nenhuma resposta. Esfreguei a nuca nos lençóis, tentando soltar a venda, mas ela não se moveu mais do que um ou dois centímetros. Frustrada, puxo as cordas com toda a força, mas só consegui me machucar. Finalmente, desisti e tentei relaxar, ignorando a ansiedade que me invadia. Mais alguns minutos se passaram. Quando achei que enlouqueceria, a porta se abriu e ouvi o som suave de passos. — Guilherme, é você? — Não consegui esconder o alívio na voz. — O que aconteceu? Aonde você foi? — Shhh. — O som foi seguido de uma sensação de cócegas nos meus lábios. — Quem disse que você podia falar? Meu coração deu um salto ao ouvir o tom gelado na voz dele. — O quê... — Shh. — Ele colocou os dedos sobre os meus lábios para me silenciar. — Nem mais uma palavra. Engulo em seco, sentindo um nó na garganta. Ele tocou apenas nos meus lábios, mas meu corpo se incendiou. Minha excitação anterior voltou, apesar do nervosismo crescente. Ou talvez por causa dele. Era impossível dizer. — Chupe meus dedos. — O comando sussurrado foi acompanhado de uma pressão maior nos meus lábios. — Agora. Obedientemente, abri a boca e chupei dois dos dedos grandes. O gosto era ligeiramente salgado e as unhas curtas arranharam o céu da boca. Passei a língua em volta dos dedos dele, como teria feito com o pênis, e a mão dele se contraiu, como se a sensação fosse intensa. Quando comecei a gostar do que fazia, ele tira os dedos e os correu pelo meu corpo, deixando um rastro frio e molhado na pele. Estremeço em resposta e meus músculos internos ficaram tensos quando ele arranhou de leve meu abdômen. Mais para baixo, pedi em silêncio, por favor, só um pouco mais para baixo. Mas ele ergue a mão, me deixando sem o seu toque. Abri a boca para implorar, mas me lembrei de que ele não queria que falasse. Engolindo em seco, reprimo as palavras, sem querer desagradá-lo quando ele estava naquele humor imprevisível. Portanto, em vez de implorar, fiquei deitada, esperando, respirando depressa enquanto tentava ouvir os movimentos dele. Não consegui ouvir nada. Ele estava parado, me observando? Olhando para o meu corpo seminu estendido e amarrado na cama? Finalmente, ouvi alguma coisa. Foi um barulho como se ele tivesse pegado algo que estava ao lado. Esperei, ouvindo e tensa. Em seguida, senti. Algo frio e duro deslizou sobre a tira apertada do sutiã, fazendo pressão entre os s***s. Quase me encolhi em choque, mas consegui ficar imóvel. Meu coração batia freneticamente. O ruído foi inconfundível. Era o som de metal cortando tecido. Julian acabara de usar a tesoura no meu sutiã. Me permiti soltar um pequeno suspiro de alívio, mas fiquei tensa novamente ao sentir a tesoura fria deslizando para baixo. Ele corta os dois lados da calcinha e sinto a tesoura pressionando meus quadris. Senti o calor da mão dele quando puxa os pedaços de tecido para longe e ouvi quando prendeu a respiração. Ele olhava para mim. Imaginei o que ele via enquanto estava deitada nua, com as pernas bem abertas, e um calor se espalhou pela minha pele com a imagem pornográfica. — Você já está molhada. — A voz dele, baixa e cheia de desejo, fez com que eu sentisse um calor ainda maior. — Sua b****a está pingando. — Ele acompanhou as palavras com um toque muito leve no c******s dolorido. A ponta dos dedos pareceu áspera sobre a pele sensível, mas um fogo percorreu minhas veias, enchendo-me de um desejo desesperado. Solto um gemido e ergo os quadris, silenciosamente implorando. Desta vez, ele atendeu ao meu pedido. Senti o colchão afundar novamente quando ele subiu na cama, se posicionando entre minhas pernas. As mãos, grandes e fortes, seguraram meus quadris. Em seguida, ele abaixa a cabeça em direção ao meu sexo. Sinto o hálito quente sobre as dobras abertas. Quase gemo de ansiedade, mas engoli o gemido no último segundo, sem querer fazer nada que causasse uma mudança de ideia nele. Em seguida, senti a pressão suave e molhada da língua entre minhas dobras, a pressão que saciou e intensificou o meu desejo. Ele não me lambeu, apenas manteve a língua sobre o c******s, mas foi o suficiente. Mais do que o suficiente. Movi os quadris em movimentos curtos e espasmódicos, criando o ritmo exato de que precisava. A tensão dentro de mim cresceu e o prazer se acumulou em uma bola quente e pulsante. Naquele momento, ele moveu a língua e fechou os lábios em volta do c******s em um movimento de sucção forte. A bola de prazer explode e grito, sem conseguir mais ficar em silêncio. Antes que o orgasmo terminasse, ele começou a me lamber. Foram lambidas suaves e gentis, estendendo as ondas de prazer que me percorriam. A sensação era incrível, mesmo com o c******s inchado e sensível, fico parada, apenas desfrutando. Um minuto depois, percebi que o prazer aumentava novamente, se transformando naquela tensão dolorida. Solto uma exclamação, arqueando o corpo na direção da boca de Guilherme, precisando de mais prazer para conseguir gozar. Mas ele continuou tocando em mim com as lambidas leves, m*l encostando no c******s. — Por favor... — As palavras escaparam antes que me lembrasse que não podia falar, mas, para meu alívio, ele não parou. Em vez disso, continuou a me lamber, movendo a língua em um ritmo que, de forma lenta e torturante, me deixou ainda mais excitada e perto do orgasmo, mas sem me fazer gozar. Tentei levantar os quadris mais um pouco, mas não consegui apoio por estar amarrada. A única coisa que eu podia fazer era aguentar, à mercê do prazer ou tormento que quisesse me dar. Quando achei que não aguentaria mais, ele se moveu para o lado, tirando a mão da minha coxa, a colocou no meu sexo latejante. Os dedos grandes sondaram a minha entrada e gemi quando ele me penetrou com dois dedos, com rapidez assustadora. Eu estava quase gozando, quando pressionou o polegar com força sobre o c******s. Alcei voo, com um prazer agudo invadindo meu corpo, e gritei. — Gostosa — Ele murmura. Afastando a mão, ouço o som de um zíper sendo aberto, que registrei de forma distante. Estava embriagada com os orgasmos, exausta pela intensidade brutal deles. Meu coração batia muito depressa e meus ossos pareciam ter se transformado em gelatina. Não havia como eu querer mais, mas ele me cobriu com o corpo grande e uma contração minúscula de sensações renovadas fez com que minhas entranhas se contraíssem. Ele estava nu e senti seu calor, sua rigidez. O poder masculino primitivo. Mesmo que não estivesse amarrada, eu me sentiria impotente e pequena ao ser rodeada por ele. Mas, com as cordas nos tornozelos e nos pulsos, a sensação foi mais intensa. m*l consegui respirar com o pouco o peso dele, mas não importava. Até mesmo o ar parecia opcional naquele instante. Ele se move sobre mim, apoiando-se nos cotovelos. A ponta dura e lisa do pênis encosta na parte de dentro da minha coxa quando ele abaixa a cabeça para me beijar. Fico tensa de ansiedade quando o senti começar a me penetrar. Estava molhada por causa dos orgasmos e meu corpo queria ser possuído, mas ainda assim sentindo os músculos se estenderem quando o pênis grosso forçou as paredes internas. A sensação era muito próxima da dor. A língua dele invadiu minha boca ao mesmo tempo e não consegui nem gemer quando começou a se mover com investidas profundas. O toque dele, seu gosto, a forma como seu corpo dominou e tomou o meu foram sensações incríveis. Não conseguia ver nem me mexer. Estava me afogando e ele era minha única salvação. Não sei quanto tempo levou até que a tensão se acumulou dentro de mim mais uma vez. Só percebi que, quando gozou, eu gozei com ele, estremecendo e gritando em seus braços. Depois, ele tirou a venda e as cordas. Em seguida, me carregou para o chuveiro. Estava tão exausta que m*l conseguia ficar de pé. Guilherme me lavou, cuidando de mim como se fosse uma criança. Quando me levou de volta para a cama, me puxou para seus braços e, enquanto adormecia, ouvi suas palavras suaves. — Vou manter você longe da cadeia e livre do Samuel,enquanto for minha.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR