MV Narrando Fazia umas semanas que a Luna tinha entrado na minha vida e, mano, parecia que o bagulho tava escrito. Eu, que sempre fui de zoar, pegar e largar, agora tava nessa, direto pra Rocinha, dormindo na casa dela como se fosse a minha. A mina tinha um jeito de me prender que eu nunca imaginei. Era risada, fogo, briga de mentira e mais fogo. A casa dela, simples, mas arrumadinha, parecia até um refúgio no meio do caos que é a vida que a gente leva. Naquela noite, depois de um dia cheio no morro, subi pra Rocinha e já fui direto pra casa dela. Quando abri a porta, ela tava lá, de shortinho e blusa larga, cabelo preso num coque desleixado, mas linda pra c*****o. Ela tava na cozinha, mexendo num macarrão, e eu fiquei encostado na porta só admirando. — Tá cheirando bem, hein. — falei,

