Coringa Narrando A manhã m*l tinha começado e eu tava no maior sossego em casa, de patrão mesmo, tomando um café preto forte, ouvindo um sambinha baixo no rádio da cozinha. Letícia tava no quarto, mexendo nas coisas dela, e eu só aproveitando o momento raro de paz. Mas como paz no Alemão nunca dura muito, meu rádio começou a chiar na mesa. — Chefia, chefia... Melhor você subir aqui no pico, é urgente. — A voz do soldado no rádio tava tensa, o que já me deixou alerta. Eu peguei o rádio, respirei fundo, tentando segurar a irritação. — Que p***a tá pegando, mané? Fala logo. — respondi, já de cara fechada. — Tem um corpo aqui, Coringa. Tá jogado do lado do galpão. A gente achou que era só lixo, mas o cheiro tava f**a. Chamamos o senhor porque a parada é feia. — o soldado respondeu, a v

