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1011 Palavras

MT Narrando Saí da refinaria depois de um dia cheio. Tinha acabado de verificar uma encomenda grande que ia sair mais tarde e, como sempre, tudo corria sob controle. Dirigia o carro devagar pelas vielas do Salgueiro, curtindo o silêncio da noite que tava começando a cair. O volante na mão e a mente a mil. Meu trampo não dá brecha pra relaxar, mas quando eu penso na Manuelle, consigo respirar. Ela é meu ponto de paz, mesmo quando me tira do sério com as frescuras dela. Cheguei em casa, encostei o carro na garagem e logo ouvi o som alto vindo de dentro. Um sertanejo daqueles que falam de saudade, de amor perdido. Franzi a testa na hora. A música tá no último volume, o som ecoando pela casa inteira. Dei uma olhada rápida na garagem, peguei minha pistola e guardei na cintura, porque a gente

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