MT Narrando Saí da refinaria depois de um dia cheio. Tinha acabado de verificar uma encomenda grande que ia sair mais tarde e, como sempre, tudo corria sob controle. Dirigia o carro devagar pelas vielas do Salgueiro, curtindo o silêncio da noite que tava começando a cair. O volante na mão e a mente a mil. Meu trampo não dá brecha pra relaxar, mas quando eu penso na Manuelle, consigo respirar. Ela é meu ponto de paz, mesmo quando me tira do sério com as frescuras dela. Cheguei em casa, encostei o carro na garagem e logo ouvi o som alto vindo de dentro. Um sertanejo daqueles que falam de saudade, de amor perdido. Franzi a testa na hora. A música tá no último volume, o som ecoando pela casa inteira. Dei uma olhada rápida na garagem, peguei minha pistola e guardei na cintura, porque a gente

