Kauã/Pivete Narrando Tava uma tarde tranquila em casa. Quer dizer, tranquila do meu jeito: eu na sala, uma Glock na cintura, mexendo nos maços de dinheiro que tavam ali espalhados na mesa. O cheiro do cigarro queimei ainda tá no ar, a TV ligada num jogo antigo do Flamengo que eu nem tava prestando atenção. Minha mente tava no corre, nas coisas que eu precisava resolver mais tarde, mas, por um momento, eu consegui relaxar. Pelo menos até a porta abrir com tudo e a Liz entrar com aquele sorrisão que ela tem. — Pai!!! — ela gritou, quase pulando de felicidade. Eu levantei a cabeça, desconfiado, porque Liz não chega assim tão animada sem motivo. — Que foi, garota? Ganhou na loteria e não quer dividir? — brinquei, dando uma risadinha. — Cade a mae? — Tua mãe ta trabalhando, mas disse q

